Due diligence para PEPs: quais critérios e cuidados considerar?
Atualizado em 24 de fevereiro de 26 | Geral por
A due diligence para PEPs é um processo essencial para empresas que desejam reduzir riscos de corrupção, fraude e danos reputacionais. Ao investigar histórico, conexões, estrutura societária e possíveis sinais de alerta, as organizações conseguem tomar decisões mais seguras. Com o apoio de tecnologia e inteligência de dados, esse processo se torna mais rápido, aprofundado e confiável.
Guia Rápido💡| Aqui, você vai encontrar:
- O que é due diligence para PEPs?
- Por que a análise de PEPs exige mais cuidado?
- Principais critérios na due diligence para PEPs
- 3 boas práticas para uma due diligence eficaz
- Desafios da due diligence para PEPs
- Como a tecnologia fortalece o processo?
- As vantagens do upMiner para a due diligence
- FAQ | Dúvidas Rápidas
A relação com Pessoas Politicamente Expostas (PEPs) sempre exige um nível maior de atenção por parte das empresas. Isso acontece porque essas pessoas ocupam ou ocuparam cargos públicos relevantes, o que pode aumentar a exposição a riscos de corrupção, fraude, conflito de interesses e lavagem de dinheiro.
Nesse cenário, a due diligence para PEPs se torna uma etapa essencial para organizações que desejam fortalecer seus programas de compliance, reduzir riscos reputacionais e tomar decisões mais seguras.
De acordo com um estudo da RiskRecon, 87% das organizações desejam principalmente reduzir a exposição aos riscos com seus programas de gestão de riscos de terceiros (TPRMs). Para 65%, a meta é manter a conformidade regulatória, enquanto 30% almejam atender aos requerimentos dos clientes e 30% buscam ir ao encontro das demandas executivas.
Mas, na prática, o que deve ser analisado quando o assunto são as PEPs? Quais critérios e riscos realmente importam? E como tornar esse processo eficiente?
Neste artigo, você vai entender os principais cuidados e boas práticas para conduzir uma due diligence eficaz envolvendo PEPs. Acompanhe conosco!
O que é due diligence para PEPs?
A due diligence para PEPs é um processo de investigação e análise de riscos realizado antes ou durante um relacionamento comercial com uma pessoa politicamente exposta (ou empresas associadas a ela).
Esse procedimento busca responder perguntas importantes, como:
- Existe risco de corrupção ou lavagem de dinheiro?
- Há histórico de investigações ou sanções?
- Existem vínculos empresariais ou familiares relevantes?
- A origem do patrimônio é compatível com a atividade exercida?
Em outras palavras, trata-se de reunir informações confiáveis para que a empresa tome decisões informadas e alinhadas às exigências regulatórias.
Além disso, a análise ajuda a demonstrar diligência e boa-fé em auditorias, fiscalizações ou investigações.
Por que a análise de PEPs exige mais cuidado?
Organizações do mundo todo aplicam o chamado Enhanced Due Diligence (EDD) quando o assunto envolve PEPs, sinalizando um maior nível de cuidado quando se trata desse grupo específico.
Isso se justifica porque as pessoas politicamente expostas podem:
- Ter influência sobre decisões governamentais;
- Facilitar favorecimentos indevidos;
- Estar mais expostas a investigações de corrupção;
- Impactar diretamente a reputação de empresas parceiras.
De fato, mesmo quando não existe irregularidade, o risco reputacional pode ser significativo. Imagine, por exemplo, descobrir após fechar um contrato que um parceiro está envolvido em escândalos políticos ou investigações públicas. O impacto pode ir desde perda de clientes até sanções regulatórias.
Nesse sentido, antecipar riscos com uma due diligence para PEPs efetiva é essencial.
Principais critérios na due diligence para PEPs
Uma investigação eficiente precisa ir além da simples identificação de que alguém é uma PEP. É importante analisar o contexto, os relacionamentos e o histórico desse(s) indivíduo(s) em foco.
A seguir, confira 5 critérios fundamentais que devem ser considerados no processo:
1. Identificação correta da PEP
O primeiro passo é confirmar se a pessoa realmente se enquadra como PEP (Pessoa Politicamente Exposta). Isso inclui:
- Ocupantes de cargos públicos relevantes;
- Ex-ocupantes de cargos;
- Familiares próximos;
- Pessoas com relacionamento próximo ou societário.
Essa etapa é crucial porque muitas empresas acabam deixando de identificar PEPs indiretas, que representam riscos semelhantes.
👉Leia também: Cliente PEP (Pessoa Politicamente Exposta): como identificar e monitorar com sucesso?
2. Histórico reputacional e notícias negativas
A busca por mídias adversas é uma parte essencial da due diligence.
Aqui, o objetivo é identificar:
- Investigações;
- Envolvimento em escândalos;
- Acusações de corrupção;
- Processos judiciais relevantes;
- Problemas regulatórios.
Nesse sentido, essa análise ajuda a entender o contexto em que a PEP está inserida. Nem toda menção negativa significa risco imediato, mas ignorá-las pode comprometer a avaliação.
3. Relações empresariais e conexões
Um dos pontos mais importantes da investigação é entender com quem a PEP está conectada. Aqui, algumas perguntas que ajudam são:
- Ela é sócia de empresas?
- Possui participação indireta em negócios?
- Tem vínculos com fornecedores ou parceiros da sua empresa?
- Existem intermediários envolvidos.
Mapear essas conexões é fundamental para identificar possíveis conflitos de interesse ou estruturas usadas para ocultar relações.
4. Estrutura societária e beneficiários finais
Outro aspecto crítico é identificar quem realmente está por trás de empresas ligadas à PEP.
Isso envolve analisar:
- Quadro societário;
- Cadeias de participação;
- Beneficiário final (UBO);
- Empresas offshore ou holdings.
Por sua vez, essa etapa ajuda a evitar que relações de risco passem despercebidas.
5. Origem de patrimônio e compatibilidade financeira
Dependendo do tipo de relação comercial, também pode ser necessário avaliar a origem dos recursos. Essa análise pode considerar:
- Crescimento patrimonial;
- Atividades empresariais;
- Contratos públicos;
- Participações societárias.
Nesta etapa, a existência de inconsistências significativas pode indicar a necessidade de investigação mais aprofundada.
3 boas práticas para uma due diligence eficaz
Além dos critérios de análise, algumas práticas ajudam a tornar o processo mais seguro e estruturado. Tome nota:
Estabelecer políticas claras
Empresas maduras em compliance possuem políticas específicas para lidar com PEPs, evitando decisões subjetivas e aumentando a consistência. Essas políticas definem:
- Critérios de risco;
- Níveis de aprovação;
- Procedimentos de investigação;
- Monitoramento contínuo.
Classificar o nível de risco
Nem todas as PEPs apresentam o mesmo nível de exposição. Uma boa prática é criar níveis de risco, considerando fatores como:
- Cargo ocupado;
- País ou região;
- Histórico reputacional;
- Tipo de relação comercial.
Essa classificação ajuda a direcionar os esforços de investigação.
Manter monitoramento contínuo
A due diligence não deve acontecer apenas no início do relacionamento, porque o cenário de risco pode mudar rapidamente (e a tendência é mesmo mudar!).
De fato, uma pessoa pessoa politicamente exposta pode:
- Assumir um cargo público;
- Tornar-se investigada;
- Passar a integrar novas empresas;
- Aparecer em notícias negativas.
Por isso, o monitoramento contínuo é essencial para manter a empresa protegida.
Desafios da due diligence para PEPs
Mesmo com processos estruturados, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades relevantes, especialmente quando a jornada complexa e aprofundada da due diligence é realizada de forma manual.
Nessa perspectiva, os desafios mais comuns incluem ter que lidar com grandes volumes de dados, informações fragmentadas, falta de integração entre fontes e falta de visibilidade de conexões ocultas, além de demora nas investigações.
Esses desafios tornam o processo mais lento e podem gerar lacunas na análise, e é justamente nesse ponto que a tecnologia faz toda a diferença. Não por acaso, segundo estudo da EY, 90% das organizações estão migrando para uma gestão centralizada de riscos.
Como a tecnologia fortalece a due diligence para PEPs?
Plataformas de inteligência de dados estão transformando a forma como empresas realizam investigações de integridade. Segundo pesquisa da Venminder, de fato a adoção é cada vez mais ampla: 64% das empresas já utilizam um software dedicado para a gestão de riscos de terceiros, um aumento anual de 19%.
Com automação e análise de múltiplas bases de dados, é possível:
- Identificar PEPs com mais rapidez;
- Mapear vínculos societários e familiares;
- Detectar riscos reputacionais;
- Centralizar informações confiáveis;
- Gerar relatórios completos para auditoria.
Realmente, plataformas especializadas reduzem drasticamente os esforços manuais e maximizam a precisão das análises.
Como o upMiner otimiza e aprimora a due diligence para PEPs?
A plataforma upMiner, da upLexis, foi desenvolvida justamente para apoiar empresas em processos avançados de investigação e compliance.
Líder de mercado, a solução reúne milhares de fontes de dados públicas e estruturadas, permitindo que equipes de compliance identifiquem riscos com muito mais profundidade.
Com o upMiner, é possível identificar rapidamente PEPs e seus vínculos, assim como mapear conexões (inclusive as ocultas) entre pessoas e empresas. A plataforma também possibilita a análise de histórico reputacional e mídias adversas, investigando estruturas societárias complexas e gerando relatórios completos de due diligence.
Além disso, a solução utiliza automação e inteligência de dados para transformar grandes volumes de informação em análises claras e acionáveis. Na prática, isso se reflete em investigações mais rápidas, completas e seguras.
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FAQ | Due diligence para PEPs
O que é due diligence para PEPs?
A due diligence para PEPs é o processo de investigação realizado para identificar, avaliar e monitorar riscos associados a Pessoas Politicamente Expostas. O objetivo é garantir que relações comerciais não estejam ligadas a corrupção, lavagem de dinheiro, conflitos de interesse ou outros problemas reputacionais.
Quem é considerado uma Pessoa Politicamente Exposta?
Uma Pessoa Politicamente Exposta (PEP) é alguém que ocupa ou ocupou cargos públicos relevantes, como autoridades governamentais, parlamentares, magistrados ou dirigentes de empresas estatais. Em muitos casos, familiares próximos e pessoas com relacionamento direto também podem ser classificadas como PEPs devido ao risco associado.
Por que empresas precisam fazer due diligence para PEPs?
Empresas realizam esse processo para cumprir exigências regulatórias, fortalecer programas de compliance e evitar envolvimento indireto em corrupção ou lavagem de dinheiro. A análise também ajuda a proteger a reputação da organização e a tomar decisões comerciais mais seguras.
Quais riscos uma PEP pode representar para empresas?
Os principais riscos incluem envolvimento em investigações de corrupção, favorecimento indevido em contratos públicos, conflitos de interesse e exposição negativa na mídia. Mesmo quando não há irregularidades comprovadas, a associação com uma PEP pode gerar riscos reputacionais significativos.
O que deve ser analisado em uma due diligence de PEP?
Uma análise completa costuma incluir:
- Confirmação da condição de PEP;
- Histórico reputacional e notícias negativas;
- Processos judiciais e sanções;
- Conexões empresariais e societárias;
- Beneficiários finais de empresas associadas;
- Compatibilidade entre patrimônio e atividades.
A due diligence de PEPs deve ser feita apenas no início do relacionamento?
Não. O ideal é que exista monitoramento contínuo. O perfil de risco de uma PEP pode mudar ao longo do tempo, seja por novas investigações, mudanças de cargo ou novas relações empresariais. O acompanhamento constante permite identificar rapidamente qualquer alteração relevante.