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GRC (governança, risco e compliance): o que é e como colocar em prática?

Atualizado em 15 de janeiro de 26 | Geral  por

Gabriela de Britto Maluf

Ambiente empresarial com equipe trabalhando ao fundo e sigla GRC ao centro da imagem, representando as práticas de governança, risco e compliance nas organizações.

GRC (Governança, Riscos e Compliance) é um modelo de gestão integrada que conecta estratégia, controle de riscos e conformidade regulatória. Ao unificar esses três pilares, as empresas ganham eficiência, reduzem redundâncias e fortalecem a tomada de decisão. Neste artigo, você entende o conceito, os benefícios do GRC e como colocá-lo em prática com apoio de processos, pessoas e tecnologia.

Guia Rápido💡| Aqui, você vai encontrar: 

  • O que é GRC (governança, risco e compliance)?
  • Qual a importância de investir em GRC?
  • Como colocar GRC em prática na empresa?
  • Quem é o responsável pelo GRC?
  • O que é um mapa de capacidade de GRC?
  • Quais os principais desafios de implementação da área?
  • Como a tecnologia pode apoiar o processo?
  • Quais são as ferramentas de GRC mais utilizadas?
  • Conheça as soluções da upLexis 
  • FAQ | Dúvidas Rápidas  

A sigla GRC trata da integração de três grandes áreas da gestão de uma empresa: governança, riscos e compliance. A integração desses três pilares visa otimizar os controles, evitando redundâncias e conflitos nos processos de tomada de decisão.

A complexidade da gestão empresarial é mais bem atendida por modelos que integram os diversos campos fundamentais para o planejamento estratégico. Dessa forma, é possível assegurar que todos os processos sejam pensados para atingir os mesmos objetivos, aprimorando a condução dos negócios.

Segundo especialistas da Fundação Dom Cabral, o “G” de governança é um fator indispensável para que haja equilíbrio de interesses entre stakeholders por meio da definição e implementação de estruturas estratégicas de tomada de decisão que atribuam responsabilidades e gerem transparência nas operações da empresa.

Para entender o que é GRC, como ele se implementa e as vantagens de adotar o modelo, acompanhe este artigo na íntegra!

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O que é GRC?

A integração dos processos de Governança, Riscos e Compliance é denominada GRC. O propósito de fazer a gestão integrada dessas variáveis é garantir a uniformidade de processos, unificar controles e evitar visões conflitantes quanto aos valores da empresa.

De acordo com o Modelo de Capabilidade em GRC da OCEG (Open Compliance Ethics Group), o GRC é a habilidade de uma organização de alcançar os objetivos de forma confiável (governança), endereçar a incerteza (gestão de riscos) e agir com integridade (compliance). 

Nessa perspectiva, os profissionais de GRC trabalham para apoiar a gestão empresarial, alinhando os objetivos do planejamento estratégico para atingir tais metas. Vale lembrar que cada um dos 3 componentes requer mensuração, monitoramento e evidências, demonstrando o desempenho e o progresso para os stakeholders

O que significa governança?

A primeira parte da sigla se refere à governança. Trata-se de uma forma de estabelecer, previamente e com clareza, como funciona a divisão de responsabilidades, como é feita a tomada de decisão e quais são as políticas e procedimentos em cada situação.

O objetivo da implementação de processos de governança corporativa é aumentar a transparência na condução dos negócios. Assim, a empresa é gerida de forma profissional, alinhada aos objetivos do negócio, sem se render aos interesses de cada um dos gestores.

E o que quer dizer gestão de riscos? 

Sob o ponto de vista dos riscos empresariais, a GRC buscará os elementos que possam dificultar o atingimento dos objetivos da empresa. A ideia é que a gestão de riscos se antecipe aos problemas, criando planos de ação estratégica para prevenir incidentes, mitigar ameaças ou superar obstáculos.

Quando falamos de riscos, podemos tratar de qualquer fator, interno ou externo, que possa impactar na empresa. A ideia é identificar quais elementos estratégicos ou operacionais podem atrapalhar o desempenho da empresa, criando planos de contingência para os riscos identificados.

Leia também 👉  Mitigação de riscos: 10 formas de reduzir a exposição da sua empresa.

O que significa compliance?

O último item da sigla GRC é “compliance” (ou conformidade). Trata-se de uma palavra que vem do inglês “to comply”, indicando que a empresa está de acordo com as normas, internas e externas. Trabalhar na gestão de compliance significa criar processos para garantir que a empresa está seguindo as boas práticas em todos os campos de sua atuação.

Cabe ao departamento de compliance na empresa estabelecer as diretrizes, normas e condutas, bem como implementar mudanças, acompanhar indicadores e receber denúncias. O trabalho é multidisciplinar por natureza, podendo envolver profissionais do meio jurídico, técnico, de recursos humanos, contabilidade, bem como outras áreas estratégicas da empresa.

Leia também 👉 Compliance: o que é, quais os tipos e como aplicá-lo na sua empresa?

Qual a importância de investir em GRC?


Trabalhar a gestão de governança, riscos e compliance de forma conjunta e integrada é recomendável por diversos motivos. Em primeiro lugar, porque assegura a uniformidade de processos, evitando a realização de controles e trabalhos duplicados. 

Outra vantagem de aplicar a metodologia GRC é a possibilidade de alinhar a gestão com as prioridades estratégicas do negócio. Como o trabalho se torna mais eficiente, a empresa evita custos desnecessários, permitindo que o trabalho alcance maior nível de qualidade. 

Segundo estudo do FloQast, 80% dos profissionais de compliance em papéis estratégicos estão focados em ajudar suas organizações a detectar riscos apropriados, enquanto 79% estão dedicados a fornecer maior visibilidade à alta administração, o que destaca a importância crescente do compliance (e do GRC em geral) na tomada de decisões e na gestão de riscos estratégicas. 

Como colocar GRC em prática na empresa?

Como toda mudança de processos gerenciais, a implementação da GRC leva tempo. Uma boa prática durante todo o processo é a documentação detalhada dos processos, projetos e mudanças. 

Assim, será possível analisar o progresso da empresa com base em dados reais, viabilizando a tomada de decisões mais precisas sobre os próximos passos. Acompanhe: 

1. Revise os processos existentes de GRC (Governança, Risco e Compliance) 

O primeiro momento envolve a revisão de todo o trabalho da empresa pela ótica GRC, ou seja, verificar todos os pontos relativos à governança, riscos e compliance. Tudo o que for identificado durante a análise deverá ser levado ao conhecimento das instâncias decisórias da empresa. Identifique lacunas e possibilidades de melhoria

2. Defina objetivos e trace um plano de ação 

Deverá ser criado, a partir das informações obtidas, um plano de ação para implementar novas políticas, criar mecanismos de controle e aprimorar processos. A ideia aqui é que seja atingido o maior nível de aprimoramento em termos de governança, riscos e compliance possível. Em alguns casos, será interessante contar com parâmetros técnicos específicos, como certificações, para que haja métricas padronizadas de avaliação dos processos.

3. Treine e conscientize o time 

Quando já houver clareza sobre todos os passos necessários para integrar a gestão de GRC, é hora de comunicar os valores e objetivos a todos os empregados. As mudanças e aprimoramentos, na maioria das vezes, envolvem a alteração da cultura corporativa, criação de novos processos e procedimentos. Por essa razão, é importante que todo o time entenda os motivos para a implementação das mudanças, sendo fundamental a capacitação constante.

4. Defina indicadores e monitore continuamente 

Por fim, é importante lembrar que a empresa é uma entidade viva, que interage com as constantes mudanças do mercado, da economia, da legislação, dentre outros. Por isso, os profissionais responsáveis pela GRC continuarão atuando para o constante aprimoramento e adaptação dos processos da empresa.

É importante se manter em dia com a coleta e avaliação de indicadores de desempenho, além de se atentar para eventuais mudanças de paradigma (como ocorreu com a entrada em vigor da LGPD, por exemplo).

5. Comunique o progresso para os stakeholders 

Por fim, não negligencie esta etapa: compartilhe os resultados (positivos e negativos) com os stakeholders relevantes para assegurar a transparência. 

Vale lembrar que a contribuição dos seus parceiros também é valiosa para alinhar os processos GRC às demandas da organização e aos requisitos externos.

Quem é o responsável pelo GRC?

O responsável pelo GRC (Governança, Riscos e Compliance) geralmente é o Chief Compliance Officer (CCO) ou o Chief Risk Officer (CRO). No entanto, a responsabilidade varia conforme a estrutura organizacional, de forma que outros profissionais podem ser responsáveis, a saber:

  • Diretores de governança: são focados em garantir que as políticas e práticas estejam alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa;
  • Equipes de auditoria interna: avaliam e monitoram a conformidade com as normas e regulamentos;
  • Gestores de riscos: identificam, analisam e mitigam riscos.

Vale frisar que a implementação eficaz do GRC requer a colaboração entre diferentes departamentos, como jurídico, finanças, TI e recursos humanos.

O que é um mapa de capacidade de GRC?

O mapa de capacidade de GRC é o sistema de avaliação da capacidade da empresa para realizar revisões estratégicas e táticas, tomar decisões relativas a negócios, indústria, mercado, requisitos regulatórios e operacionais, limites de controle e demais requisitos com os quais a empresa está em conformidade.

Trata-se de uma representação visual que descreve as diferentes áreas e componentes da governança, riscos e compliance (GRC) dentro de uma organização e fornece uma visão geral dos elementos-chave da GRC e como eles se relacionam entre si.

O objetivo principal de um mapa de capacidade de GRC é ajudar a identificar, planejar e priorizar as iniciativas e esforços relacionados ao GRC dentro da organização, permitindo que as partes interessadas compreendam a complexidade do ambiente de GRC, identifiquem lacunas e definam uma estratégia abrangente para melhorar a governança, gerenciar riscos e promover a conformidade.

O mapa de GRC serve como uma ferramenta valiosa para planejar, comunicar e melhorar as práticas de GRC, fornecendo uma visão holística e orientando as ações necessárias para fortalecer o sistema em toda a organização.

Quais áreas envolvem o mapa de capacidade?

Um mapa de capacidade de GRC abrange algumas áreas-chave como a estrutura de governança, os órgãos de governança (como conselhos e comitês), políticas e diretrizes, gestão de desempenho e responsabilidade corporativa.

Engloba também a gestão de riscos, ou seja, a identificação, avaliação, mitigação e o monitoramento dos riscos em toda a organização, bem como a definição de estratégias de gestão de riscos, análise de riscos, implementação de controles e planos de continuidade de negócios.

Envolve, ainda, a área compliance, incluindo o estabelecimento de políticas de conformidade, monitoramento do cumprimento, treinamento e conscientização dos funcionários, bem como a gestão  de auditorias e investigações.

Estende-se à cultura ética e de integridade dentro da organização com a definição de padrões de conduta, políticas anticorrupção, canais de denúncia e programas de educação em ética.

Por fim, outra área relevante é a de monitoramento, que são os processos de monitoria contínua, relatórios de conformidade, auditorias internas e externas, divulgação de informações e transparência.

Quais são os principais desafios da implementação do GRC?

A implementação efetiva da governança, risco e compliance (GRC) envolve diversos desafios. Confira os principais: 

  • Complexidade e abrangência do processo: o ambiente de GRC abrange várias áreas, regulamentações, políticas e processos. Coordenar e integrar todos esses aspectos é um grande desafio, especialmente em organizações de grande porte;
  • Mudanças culturais, comportamentais e organizacionais: implementar as práticas de GRC demanda ajustes importantes e, quando se fala em mudança de cultura, a resistência dos colaboradores e demais stakeholders sem dúvida é um desafio. Muitas vezes, as práticas de GRC são percebidas como excesso de burocracia ou interferência negativa no que estava “funcionando bem” até agora;
  • Investimentos em termos de recursos financeiros, tecnológicos e humanos: a falta de recursos adequados, tanto em termos de orçamento quanto de expertise especializada, é um desafio para a implementação e a manutenção de práticas robustas;
  • Objetivos e prioridades conflitantes entre diferentes partes interessadas: por exemplo, a equipe de gerenciamento de riscos pode ter foco na minimização de riscos, enquanto a equipe de vendas pode priorizar a maximização dos resultados. Alinhar esses objetivos e equilibrar as diferentes perspectivas representa um dos desafios a serem enfrentados;
  • Monitoramento contínuo e eficaz: garantir a eficácia contínua das práticas de GRC requer monitoramento regular, avaliação de desempenho e melhoria contínua. No entanto, muitas organizações enfrentam desafios em estabelecer sistemas de monitoramento robustos, obter dados confiáveis e implementar ações corretivas adequadas;
  • Cenário regulatório e de conformidade em constante evolução: manter-se atualizado e adaptar as práticas de GRC às mudanças regulatórias pode ser um desafio significativo, especialmente para organizações que operam em vários mercados ou setores;
  • Comunicação eficaz e conscientização em toda a organização: todas as partes interessadas devem entender a importância da GRC, seus papéis e responsabilidades, assim como compreender como as práticas afetam suas atividades diárias.

Superar esses desafios requer comprometimento da alta administração, recursos adequados, engajamento das partes interessadas, treinamento e conscientização, além de uma abordagem sistemática.

Como a tecnologia pode ajudar na gestão de GRC das empresas?

As avaliações de riscos empresariais envolvem a análise de uma série de informações, com grande volume de dados. A melhor forma de fazer essas análises é investir em controles automatizados, que permitam a visualização intuitiva das informações, agilizando a rotina dos profissionais de compliance.

A quantidade de fontes de pesquisa torna praticamente impossível fazer o controle de dados manualmente. Contar com o apoio de ferramentas tecnológicas específicas para o trabalho de gestão GRC aumenta a efetividade das pesquisas, reduzindo o tempo para obter informações e analisar resultados de buscas.

De acordo com uma pesquisa de 2025 da PwC, 82% das empresas planejam investir mais em tecnologia para otimizar suas atividades de compliance. Além disso, conforme a Navex Global, 66% das organizações já utilizavam tecnologia especializada para gerenciar riscos de compliance em 2025.

Nesse sentido, adotar uma plataforma de compliance para centralizar todas as pesquisas feitas em processos de due diligence, background check e consultas diversas é uma boa prática para quem quer unificar processos.

Quais são as ferramentas de GRC mais usadas?

  1. Softwares de GRC: para supervisão de políticas, gestão de riscos e garantia de conformidade;
  2. Software de gerenciamento de usuários: para controlar o acesso a informações;
  3. Software de informações de segurança e gerenciamento de eventos (SIEM): para detectar ameaças à segurança cibernética;
  4. Ferramentas de auditoria: para avaliar a eficácia das atividades integradas de GRC.

Na prática, essas ferramentas ajudam a otimizar e maximizar a eficácia dos processos de governança, risco e compliance dentro das empresas. 

Como as soluções da upLexis podem impulsionar as práticas GRC?

Há mais de 20 anos no mercado, a upLexis é especialista na coleta e estruturação de grandes volumes de dados. Por meio da plataforma upMiner, hoje fazemos parte do dia a dia de centenas de empresas otimizando práticas de gestão de riscos e compliance, como due diligence e background check.

Com a nossa solução, é possível consultar informações sobre pessoas físicas e jurídicas em mais de 2.000 fontes e gerar relatórios personalizados para tomada de decisão.

Em poucos minutos, verifique processos judiciais, mídias negativas, participações em empresas, pendências financeiras, listas restritivas e centenas de outras informações sobre seus parceiros, fornecedores, colaboradores e demais partes interessadas.

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FAQ | GRC (Governança, Risco e Compliance)

O que significa GRC nas empresas?

GRC é a integração entre governança corporativa, gestão de riscos e compliance, com o objetivo de alinhar decisões estratégicas, mitigar incertezas e garantir conformidade com normas e leis.

Qual a diferença entre governança, risco e compliance?

Governança define estruturas e responsabilidades, riscos tratam das incertezas que podem afetar os objetivos do negócio e compliance garante que a empresa atue conforme regras internas e externas.

Quais empresas devem adotar GRC?

Organizações de todos os portes podem se beneficiar do GRC, especialmente aquelas sujeitas a regulações, auditorias, riscos operacionais, financeiros ou reputacionais.

Quem é responsável pela gestão de GRC?

Normalmente, a responsabilidade recai sobre cargos como CCO ou CRO, mas a efetividade do GRC depende da colaboração entre áreas como jurídico, finanças, TI, RH e auditoria.

Como a tecnologia apoia a gestão de GRC?

Ferramentas tecnológicas automatizam controles, centralizam dados, facilitam o monitoramento contínuo e tornam as análises de riscos e compliance mais rápidas e precisas.

O que é um mapa de capacidade de GRC?

É uma representação visual que avalia a maturidade da empresa em governança, riscos e compliance, ajudando a identificar lacunas e priorizar melhorias estratégicas.


Gabriela B. Maluf é Founder & CEO da Thebesttype, empreendedora, escritora, advogada com 18 anos de experiência, especialista em Compliance Trabalhista, Relações Trabalhistas, Sindicais e Governamentais, Direito Público e Previdenciário, palestrante com mais de 200 eventos realizados e produtora de conteúdo técnico otimizado em SEO para sites e blogs.