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Sustentabilidade empresarial: por que é importa...

Sustentabilidade empresarial: por que é importante para o compliance?

Atualizado em 23 de junho de 22 | Geral  por

Carolina Erreira

Sustentabilidade empresarial é o conjunto de ações e políticas tomadas por empresas para atuar de uma forma mais consciente, com base em atitudes éticas, crescimento econômico, respeito ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável da sociedade. Ou seja, envolve a gestão sustentável dos negócios, com o objetivo de minimizar os impactos ambientais e sociais da atuação da empresa.

A sustentabilidade empresarial consiste na sua capacidade de equilibrar a aquisição de lucros com a preservação do meio ambiente. Quando implementada efetivamente, melhora a imagem da empresa perante os consumidores, os investidores e a comunidade em geral. 

Neste conteúdo, vamos abordar o que é o tripé da sustentabilidade, sua relação com ESG, vantagens, relação com o compliance e como implementá-lo em uma empresa. Confira lendo o texto na íntegra!

Tripé da Sustentabilidade

O Tripé da Sustentabilidade, conhecido também como Triple Bottom Line, é um conceito que possui três pilares: social, ambiental e econômico. Esses pilares também são conhecidos como 3 Ps: People, Planet and Profit (Pessoas, Planeta e Lucros).

De acordo com esse conceito, os resultados de uma organização devem ser medidos considerando aspectos sociais, ambientais e econômicos. Ou seja, para ser sustentável, uma empresa deve ser financeiramente viável, socialmente justa e ambientalmente responsável. O tripé só funciona se os três pilares estiverem em equilíbrio. Confira a seguir cada um dos pilares da sustentabilidade:

Social

Refere-se à responsabilidade social que as empresas devem ter com as pessoas que estão ligadas direta ou indiretamente a ela. Isso inclui a sociedade em geral e seus colaboradores.

Esse pilar busca promover o bem-estar social dentro e fora da empresa. Projetos sociais, programas de incentivo à educação, valorização da mão de obra local são algumas das ações que podem contribuir para a comunidade.

Além da preocupação com a comunidade fora da empresa, também é preciso haver com o público de dentro. Uma empresa socialmente sustentável proporciona boas condições de trabalho, estimula a produtividade e cria relações harmoniosas, o que garante um ambiente saudável, além de gerar um impacto positivo nos resultados da empresa.

Ambiental

A empresa deve manter práticas de produção mais sustentáveis que contribuam para o meio ambiente. Este pilar trata-se das ações realizadas a fim de minimizar ou eliminar os impactos ambientais negativos causados.

A redução de emissão de poluentes e da produção de resíduos, o uso de energias renováveis, o apoio à reciclagem de materiais são ações que as empresas podem adotar para diminuir o impacto causado à natureza.

Dessa forma, é possível continuar usando recursos naturais, mas a exploração desses recursos deve ser feita de maneira responsável. Felizmente, nos dias de hoje, a tecnologia tem possibilitado cada vez mais que as empresas encontrem soluções inovadoras que minimizem o seu impacto.

Econômico

Refere-se à lucratividade propriamente dita e à maneira que a empresa administra seus gastos. Nesse pilar, é preciso que as empresas tenham uma gestão mais sustentável e sejam responsáveis financeiramente.

O pilar econômico visa os lucros de uma empresa, ou seja, cria e aplica ações que promovem um negócio economicamente viável. Para isso, questões como baixo volume de dívidas, pagamentos de fornecedores e de colaboradores dentro dos prazos, boa lucratividade e fluxo de caixa organizado devem ser considerados. Também é importante cuidar das despesas de maneira responsável, reduzindo gastos desnecessários e investindo na renovação de equipamentos e ferramentas.

O que é ESG?

Esse conceito é utilizado para se referir a boas práticas empresariais que se preocupam com critérios ambientais, a relação da empresa com a sociedade e os parâmetros de governança corporativa.

Muito similar ao Tripé da Sustentabilidade, essas boas práticas são chamadas de ESG (Environmental, Social and Governance, que em português significa Ambiental, Social e Governança), que se referem aos três pilares centrais de medição de sustentabilidade e do impacto social de uma empresa.

Atualmente, grandes investidores observam com cautela as ações de sustentabilidade empresarial antes de aplicar valores. O mercado financeiro rapidamente passou a dar mais valor ao assunto, por compreender que a avaliação de empresas, a partir de agora, deve obrigatoriamente ponderar sobre as ações que são responsáveis com o meio ambiente e com a sociedade.

Além disso, uma vez que os consumidores estão mais exigentes, atender às práticas de ESG torna as empresas mais responsáveis e preparadas. Assim, o conceito pode ser dividir em 3 partes:

  • Ambiental: uso de recursos naturais, iniciativas para redução de emissões de carbono e gás metano, energias renováveis, gestão de resíduos, práticas de reflorestamento, ações para diminuição da poluição, reciclagem, entre outros;

  • Social: inclusão e diversidade, segurança do trabalho, engajamento e treinamentos a funcionários, direitos humanos, relações com a comunidade, proteção de dados, projetos sociais, entre outros;

  • Governança: políticas internas e externas, gestão de riscos, estrutura de comitês, auditoria, ética, transparência, entre outros.

Quais as vantagens da sustentabilidade empresarial?

Há uma cobrança cada vez maior por sustentabilidade empresarial nas companhias por parte de clientes, funcionários, fornecedores, investidores e instituições financeiras.

Aderir ao modelo do tripé sustentável gera benefícios tanto ao meio ambiente quanto à empresa propriamente dita, além de contribuir para a sociedade. A aplicação de uma gestão sustentável tem inúmeros pontos positivos, dentre as vantagens podemos citar:

  • Redução de custos: atitudes sustentáveis diminuem os custos do negócio, como por exemplo, o uso de lâmpadas LED reduz o consumo de energia; a economia de água e luz diminui a conta no fim do mês; reciclar e reaproveitar materiais reduz os custos de produção, entre outros;

  • Inovação e competitividade: investir em novas tecnologias que usem menos recursos naturais aumenta a eficiência e a otimização, o que deixa seu negócio mais competitivo perante os concorrentes;

  • Fortalecimento da imagem da marca: quando a empresa investe em sustentabilidade e expõe essa informação ao seu público, ela pode conquistar maior confiança de seus consumidores, bem como atrair novos investimentos;

  • Nichos de mercado: oportunidades de desenvolver novos produtos para públicos preocupados com sustentabilidade;

  • Linhas verdes de crédito: acesso ao financiamento de projetos sustentáveis que contam com taxas de juros menores e prazos mais acessíveis;

  • Encadeamento produtivo: é quando uma pequena empresa passa a fazer parte do processo de uma grande empresa. Para ter mais chances de firmar essas parcerias, o negócio precisa ser sustentável;

  • Qualidade de vida dos colaboradores: atitudes sustentáveis no âmbito social, como um ambiente de trabalho adequado com equipamentos apropriados, higiene, segurança, bem-estar, geram melhores índices de satisfação, atração e retenção de talentos e aumentam a produtividade;

  • Melhoria nos processos internos: o gerenciamento de um programa de compliance ambiental, como veremos a seguir, estabelece políticas internas para toda a organização. A obediência às normas ambientais contribui para que os gestores possam decidir quais práticas abandonar e quais práticas manter para garantir o controle e prevenção de riscos ambientais;

  • Cultura ética da empresa: quando uma empresa adota um programa de integridade ambiental, seus gestores e colaboradores passam a compreender quais são as normas e leis que envolvem o setor no qual a instituição está inserida;

  • Cumprimento das normas: o negócio conseguirá cumprir todas as leis, regulamentos, instruções e outras normas ambientais federais, estaduais e municipais. Isso minimiza a probabilidade de arcar com sanções e riscos legais como processos, multas e infrações.

Compliance ambiental: por que é importante?

Podemos definir o compliance ambiental como o dever de permanecer em conformidade e fazer cumprir as diretrizes, leis e regulamentos externos e internos estipuladas para a proteção do meio ambiente que, ao mesmo tempo, contribuam para o desenvolvimento organizacional, em busca de diminuir os riscos.

O compliance ambiental também está diretamente relacionado às práticas ESG, na busca por reduzir seus impactos no meio ambiente, proteger as comunidades em seu entorno e adotar os melhores processos de gestão.

Sua implantação pode se dar por meio do estabelecimento de políticas internas. Para isso, o compliance deve realizar a devida diligência para assegurar que a companhia não entre em conflito com a legislação ambiental vigente e não ocorra a responsabilização penal, civil e administrativa.

Leia também: Due diligence ambiental: o que é e como realizá-la?

Além disso, o compliance ambiental também deve ser capaz de promover uma mudança na cultura organizacional, assegurando que todos os processos, atividades e pessoas estejam alinhados ao código de conduta, às normas internas e, claro, à legislação.

Para que serve o compliance ambiental?

Com base nas reais necessidades da organização, o compliance ambiental pode ser compreendido pela busca a prevenção de riscos, a aplicação correta da legislação ambiental, a devida responsabilização de condutas de pessoas jurídicas, além da implementação de boas práticas de gestão organizacional.

  • Prevenir riscos: o compliance tem como intuito promover ações que previnam riscos em diversas áreas, como cível, tributária, trabalhista, penal e administrativa. No contexto ambiental, podemos citar, por exemplo, multas e infrações ambientais;

  • Seguir as legislações ambientais: é necessário compreender, também, o contexto que regem as regulamentações específicas, garantindo assim a conformidade;

  • Obter responsabilidade coletiva: quando um stakeholder, como um fornecedor, comete uma infração perante as leis socioambientais, como desmatamento, poluição de rios e mares, e incentivo ao trabalho escravo ou infantil, a empresa também podem responder a processos legais, pois estariam financiando tais práticas criminosas;

  • Adequar-se às práticas corporativas: a implantação de compliance contribui para que os gestores não sejam pegos de surpresa com alguma responsabilização administrativa, civil e/ou criminal em função de eventuais danos provocados ao meio ambiente durante a execução de atividades da empresa.

Quais os riscos de não implementar o compliance ambiental?

Há implicações negativas para as empresas que decidam não implementar o compliance ambiental. Dentre os riscos, podemos destacar ameaças de natureza jurídica, operacional, financeira, comercial, reputacional ou ambiental.

  • Financeiros: quando não possui o compliance implementado, a instituição fica mais suscetível a incorrer em problemas de ordem jurídica e financeira, ocasionando prejuízos ao seu patrimônio;

  • Reputacional: está relacionado com a percepção de investidores e consumidores ao não realizar práticas sociais e ambientais, ou ao envolvimento com terceiros que podem trazer algum risco de associação de imagem;

  • Ambientais: o desenvolvimento sustentável, como um dos princípios do Direito do Ambiente, é praticado pelo compliance ambiental e, ao adequar as práticas empresariais, tenta implementar uma conformidade com a utilização de recursos naturais para não incorrer em danos ao meio ambiente e mitigar os impactos dessa atividade no ecossistema;

  • Operacionais: uma organização possui diversos setores, que trabalham interligados, como que em cadeia. Quando o programa de compliance não é executado, a organização não consegue cumprir seus requisitos em busca de melhorias no desenvolvimento do seu trabalho, ocasionando riscos operacionais. Se um desses setores não executar ações de acordo com a legislação ambiental, o processo operacional da empresa como um todo passa a estar em risco;

  • Comerciais: as regras de compliance têm como efeito garantir que o desempenho empresarial siga os padrões do mercado e se reflita de forma positiva na imagem corporativa. Uma empresa que não adota o compliance ambiental está sujeita aos riscos comerciais por não apresentar uma governança à altura do que o mercado exige;

  • Legais: a empresa pode sofrer sanções, bloqueios ou impedimentos por parte do governo.

Como implementar a sustentabilidade empresarial?

Primeiramente, é necessário que na governança corporativa esteja inclusa a sustentabilidade em praticamente todos os processos da organização. Mudar a mentalidade geral deve partir da liderança.

Para tornar seu negócio sustentável, bastam algumas ações que tornarão a sua empresa socialmente responsável, mais eficiente ecologicamente, além de mais lucrativa.

A seguir, confira alguns dos exemplos do que pode ser feito para aderir à sustentabilidade empresarial:

  • Planejamento estratégico: é o documento que vai nortear o seu negócio, por isso, deve ser bem detalhado e abranger a missão, a visão e os valores. Nele, é preciso fazer uma análise de mercado, comparando a sua empresa com os concorrentes e encontrando diferenciais;

  • Gestão financeira: baseada em sustentabilidade, com maior atenção à redução de desperdícios, aquisição de bons parceiros, manutenção de funcionários engajados, entre outras importantes práticas;

  • Gestão de qualidade: é preciso pensar em toda a rede que envolve a fabricação dos seus produtos ou a entrega do seu serviço, tais como matéria-prima, colaboradores qualificados, redução de desperdício e boa administração. Aqui é necessário manter a melhor rede possível para a fabricação, armazenamento e entrega dos seus produtos.

  • Gestão ambiental: avaliar o ciclo de vida do seu produto ou serviço, escolher fornecedores que prezam pela sustentabilidade e aplicar a logística reversa são algumas ações que ajudam a ter uma gestão ambiental eficiente para a sua empresa;

  • Uso eficiente de água e energia: dependendo do segmento, o uso de água é essencial para a fabricação de produtos. Entre as maneiras de tornar esse consumo eficiente e sustentável é rever os seus processos, encontrando pontos que podem ter a redução do consumo e reúso desse bem. O mesmo vale para o uso eficiente de energia, por exemplo, com a aquisição de maquinários e equipamentos que consomem menos;

  • Aplicação de práticas sustentáveis: como a reciclagem, o reúso de matéria-prima, a coleta seletiva e a utilização de energia renovável;

  • Gerenciamento de resíduos sólidos: é preciso reduzir o seu volume e pensar na separação e na descarte correto, considerando que muitos itens tidos como lixo podem ser reciclados e gerar novas oportunidades de trabalho e de negócio;

  • Compras sustentáveis: dar atenção para os produtos e serviços adquiridos por sua empresa também é uma forma de sustentabilidade. Ou seja, é possível verificar se o seu fornecedor também está aplicando essas boas práticas por meio de práticas de background check como KYS;

  • Desenvolvimento social: outra dica para quem deseja implementar a sustentabilidade na sua empresa é aderir a projetos sociais, como a criação de projetos educacionais, programas de inclusão e combate ao trabalho escravo. Dessa forma, você passa a estar de acordo com as melhores práticas, e ainda melhora a sua reputação;

  • Gestão de pessoas: os colaboradores de uma empresa devem ser vistos como um dos seus recursos mais importantes. Uma boa gestão de pessoas faz parte do conceito de sustentabilidade, porque são justamente eles que estão na linha de frente e fornecem novas ideias que possam aprimorar o negócio;

  • Certificações: certificações são uma maneira de garantir para o seu público que a sua empresa segue os processos ambientalmente corretos nas suas etapas de produção.

Saiba mais sobre compliance!

O propósito das políticas de compliance é assegurar que a empresa cumpra todas as normas e regulamentos. A realização de pesquisas do histórico é uma medida que auxilia na manutenção da conformidade e previne que a atividade empresarial seja instrumento para ilegalidades.

Chamamos de background check o processo de consulta de antecedentes de pessoas físicas ou jurídicas em bancos de dados, públicos ou privados, para confirmação de identidade e histórico. Esse processo é importante para aumentar a segurança em novos relacionamentos.

Por isso, preparamos um checklist exclusivo de background check de colaboradores para ajudar a proteger a sua empresa! Baixe o material clicando no link abaixo!

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