Risco de compliance: o que é, tipos e como gerenciar com eficácia
Atualizado em 4 de fevereiro de 26 | Geral por
O risco de compliance representa uma das principais ameaças à sustentabilidade e à reputação das empresas. Compreender seus diferentes tipos (legais, éticos, reputacionais e relacionados a terceiros) é essencial para uma gestão preventiva e estratégica. Ao combinar governança, cultura organizacional e uso inteligente de dados, as organizações conseguem antecipar e mitigar esses riscos.
Guia Rápido💡| Aqui, você vai encontrar:
- O que é risco de compliance?
- Por que o risco de compliance ganhou tanta relevância?
- Principais tipos de risco de compliance
- Como gerenciar o risco de compliance com eficácia?
- Tecnologia como aliada na gestão do risco de compliance
- Como o upMiner fortalece o compliance nas empresas?
- FAQ | Dúvidas Rápidas
Em um ambiente de negócios cada vez mais regulado, transparente e exposto à análise pública, falar sobre risco de compliance deixou de ser um tema restrito às áreas jurídica e de conformidade. Hoje, trata-se de uma pauta estratégica, que impacta diretamente a sustentabilidade, a reputação e a capacidade de crescimento das organizações.
Para tomadores de decisão, compreender o que é o risco de compliance, quais são seus principais tipos e como gerenciá-lo de forma eficaz é essencial para evitar perdas financeiras, sanções regulatórias e danos à imagem corporativa. Mais do que reagir a problemas, o desafio está em antecipá-los.
Se quiser se aprofundar neste tema, vale conferir nosso artigo completo sobre compliance.
O que é risco de compliance?
O risco de compliance refere-se à possibilidade de uma organização sofrer impactos negativos — financeiros, legais ou reputacionais — em decorrência do descumprimento de leis, normas regulatórias, políticas internas, códigos de ética ou compromissos assumidos com stakeholders.
Esse risco pode surgir tanto de ações intencionais, como fraudes e corrupção, quanto de falhas não intencionais, como processos mal estruturados, falta de controles internos ou desconhecimento de exigências legais aplicáveis ao negócio.
Na prática, o risco de compliance está diretamente ligado à forma como a empresa conduz suas operações, gerencia terceiros, trata dados, se relaciona com o poder público e garante a integridade de seus processos.
Por que o risco de compliance ganhou tanta relevância?
Nos últimos anos, alguns fatores contribuíram para colocar o risco de compliance no centro das decisões corporativas:
- Aumento da complexidade regulatória, com leis mais rigorosas e fiscalizações mais ativas;
- Avanço das agendas de ESG, que ampliaram a expectativa por condutas éticas e transparentes;
- Maior exposição reputacional, impulsionada pela velocidade da informação e pelas redes sociais;
- Responsabilização da alta liderança, que passou a responder diretamente por falhas de governança.
Uma pesquisa recente da Fenergo realizada no primeiro semestre de 2025 reforça a dimensão do problema. De acordo com o levantamento, as multas regulatórias cresceram 417%, atingindo US$1,23 bilhão em comparação com o mesmo período de 2024 — o aumento mais expressivo já registrado. Esse avanço acelerado das penalidades não é aleatório: ele sinaliza uma mudança consistente na forma como as autoridades vêm tratando as falhas de compliance.
Nesse contexto, negligenciar o risco de compliance não é apenas um problema operacional, mas uma decisão que pode comprometer a perenidade do negócio.
Principais tipos de risco de compliance
O risco de compliance pode se manifestar de diferentes formas, dependendo do setor, da estrutura da empresa e do ambiente regulatório em que ela atua. Entre os principais tipos, destacam-se:
Risco regulatório e legal
Está relacionado ao descumprimento de leis, normas e regulamentos aplicáveis à atividade da empresa, como legislações trabalhistas, ambientais, fiscais, anticorrupção e de proteção de dados. Multas, sanções administrativas, ações judiciais e até a interrupção das operações são algumas das consequências mais comuns desse tipo de risco.
Risco ético
O risco ético surge quando práticas internas ou comportamentos de colaboradores, líderes ou parceiros violam princípios de integridade, mesmo que não haja, inicialmente, uma infração legal explícita. Casos de assédio, conflito de interesses, favorecimentos indevidos ou uso inadequado de informações são exemplos clássicos. Embora muitas vezes silencioso no curto prazo, esse risco tende a gerar impactos profundos e duradouros.
Risco reputacional
O risco reputacional está diretamente conectado à percepção que o mercado, clientes, investidores e a sociedade têm da empresa. Um único incidente de compliance pode desencadear crises de imagem difíceis de controlar. Vale destacar que, na prática, o risco reputacional costuma ser uma consequência dos demais riscos de compliance — e, muitas vezes, o mais difícil de reparar.
Risco relacionado a terceiros
Fornecedores, parceiros comerciais e prestadores de serviço também representam uma fonte relevante de risco de compliance. Empresas podem ser responsabilizadas por irregularidades cometidas por terceiros em seu nome ou em sua cadeia de valor. Por isso, a falta de processos estruturados de due diligence e monitoramento contínuo amplia significativamente a exposição ao risco.
No Brasil, os avanços na estruturação dos programas de compliance já são perceptíveis. De acordo com pesquisa da KPMG, 92% das empresas brasileiras contam atualmente com canais de denúncias disponíveis tanto para o público interno quanto externo, enquanto 84% já possuem protocolos formais de investigação. Esses números indicam uma maior conscientização das organizações sobre a importância de mecanismos estruturados para identificar, apurar e tratar desvios de conduta.
Como gerenciar o risco de compliance com eficácia?
Gerenciar o risco de compliance de forma eficaz exige muito mais do que ações pontuais ou respostas reativas a incidentes. Trata-se de uma abordagem estruturada, contínua e integrada à estratégia do negócio para acompanhar a evolução regulatória, os riscos operacionais e as expectativas dos stakeholders.
Para que o compliance cumpra seu papel de proteção e geração de valor, é fundamental que a gestão de riscos esteja alinhada à governança corporativa, à cultura organizacional e aos objetivos estratégicos da empresa.
Nesse contexto, alguns pilares se tornam essenciais para sustentar um programa de compliance maduro, preventivo e eficiente. Confira o passo a passo:
1. Mapeamento e avaliação de riscos
O primeiro passo é identificar quais riscos de compliance são mais relevantes para a organização, considerando seu setor, porte, localização geográfica e modelo de negócio. A avaliação deve levar em conta probabilidade, impacto e criticidade de cada risco.
2. Políticas, controles e governança
Códigos de ética, políticas internas claras e controles bem definidos ajudam a orientar comportamentos e reduzir ambiguidades. No entanto, esses instrumentos só são eficazes quando fazem parte da cultura organizacional — e não apenas de documentos formais.
3. Treinamento e comunicação
Capacitar colaboradores e lideranças é essencial para prevenir falhas de compliance. O diálogo constante sobre riscos, responsabilidades e expectativas fortalece o senso de responsabilidade coletiva.
4. Monitoramento contínuo e uso de dados
Em um cenário dinâmico, o risco de compliance não pode ser tratado de forma pontual. Monitorar alterações regulatórias, mudanças no perfil de terceiros e sinais de comportamento inadequado exige processos contínuos e baseados em dados confiáveis.
É justamente aqui que a tecnologia e a inteligência de dados passam a desempenhar um papel estratégico.
Tecnologia como aliada na gestão do risco de compliance
A gestão manual do risco de compliance se torna cada vez mais limitada diante do volume de informações, da velocidade das mudanças e da complexidade das relações comerciais. Soluções baseadas em inteligência de dados e automação permitem ampliar a visibilidade, reduzir falhas humanas e apoiar decisões mais rápidas e seguras.
Um estudo da Vanta (2024) revela que as próprias empresas entendem que aproximadamente 17% do orçamento de TI deveria ser destinado a iniciativas de segurança e conformidade. No entanto, esse patamar ainda está distante da realidade da maioria das organizações, o que evidencia uma desconexão relevante entre o reconhecimento da importância do compliance e a efetiva priorização de recursos para sustentá-lo.
Plataformas tecnológicas ajudam a centralizar informações, automatizar análises, identificar alertas de risco e apoiar investigações com mais eficiência — transformando o compliance de um centro de custo em um pilar estratégico do negócio.
Como o upMiner da upLexis fortalece o compliance nas empresas?
Para empresas que buscam elevar o nível de maturidade em compliance, o upMiner, plataforma da upLexis, atua como um aliado estratégico no combate a comportamentos antiéticos e na mitigação do risco de compliance.
Por meio da inteligência de dados, o upMiner permite acessar, cruzar e analisar informações públicas e estruturadas sobre empresas e indivíduos, apoiando processos de due diligence, qualificação de terceiros e monitoramento contínuo. A automação desses processos reduz lacunas, aumenta a confiabilidade das análises e fortalece a tomada de decisão.
Ao integrar tecnologia, dados e governança, o upMiner contribui para um programa de compliance mais preventivo, eficiente e alinhado às exigências regulatórias e às expectativas do mercado.
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FAQ | Risco de Compliance
O que é risco de compliance?
O risco de compliance é a possibilidade de a empresa sofrer perdas financeiras, sanções legais ou danos reputacionais em decorrência do descumprimento de leis, normas regulatórias, políticas internas ou princípios éticos. Ele pode surgir tanto por falhas operacionais quanto por condutas inadequadas de colaboradores ou terceiros.
Quais são os principais tipos de risco de compliance?
Os principais tipos de risco de compliance incluem o risco legal e regulatório, o risco ético, o risco reputacional e o risco relacionado a terceiros, como fornecedores e parceiros comerciais. Todos estão interconectados e podem gerar impactos relevantes para o negócio.
Qual a diferença entre risco de compliance e risco reputacional?
O risco de compliance está ligado ao descumprimento de regras e normas, enquanto o risco reputacional refere-se à percepção negativa do mercado e da sociedade sobre a empresa. Na prática, falhas de compliance costumam ser uma das principais causas de crises reputacionais.
Como identificar o risco de compliance na empresa?
A identificação do risco de compliance envolve o mapeamento de processos, a análise do ambiente regulatório, a avaliação de terceiros e o monitoramento de comportamentos internos. O uso de dados confiáveis e tecnologia facilita a detecção de sinais de alerta e vulnerabilidades.
Como reduzir o risco de compliance de forma eficaz?
Reduzir o risco de compliance exige uma abordagem integrada, que combine políticas claras, governança, treinamentos, monitoramento contínuo e uso de inteligência de dados. A automação de processos e a análise estruturada de informações aumentam a eficiência e reduzem falhas humanas.
Qual o papel da tecnologia na gestão do risco de compliance?
A tecnologia permite automatizar análises, cruzar grandes volumes de dados, monitorar mudanças regulatórias e identificar indícios de comportamento antiético. Dessa forma, ela torna a gestão do risco de compliance mais preventiva, escalável e alinhada às exigências do mercado.