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Prevenção à fraude: o que é e como implementar ...

Prevenção à fraude: o que é e como implementar no seu negócio?

Atualizado em 8 de janeiro de 26 | Geral  por

Gabriela de Britto Maluf

Sala de escritório ao fundo e elementos de tecnologia e segurança em primeiro plano, representando a prevenção à fraude nas empresas.

A prevenção à fraude é o conjunto de políticas, processos e tecnologias voltados a identificar, reduzir e mitigar riscos de fraude antes que eles causem prejuízos financeiros, reputacionais e legais nas empresas. Para ser eficaz, ela deve integrar pessoas, processos e tecnologia, com foco em análise de riscos, monitoramento contínuo e tomada de decisão baseada em dados.

Guia Rápido💡| Aqui, você vai encontrar: 

  • O que é prevenção à fraude? 
  • Os principais tipos de fraudes corporativas
  • Como é possível prevenir fraudes?
  • Qual a importância dos controles internos para evitar fraudes?
  • Passo a passo prático: como implementar uma estratégia de prevenção à fraude?
  • Indicadores de uma prevenção à fraude eficaz
  • O papel-chave da tecnologia nesse contexto
  • Como a upLexis auxilia sua empresa na prevenção à fraude?
  • FAQ | Dúvidas Rápidas 

A prevenção à fraude é rotina obrigatória nas empresas, principalmente quando consideramos a evolução constante das técnicas utilizadas pelos fraudadores. A importância-chave desse assunto é confirmada pelos números: segundo a pesquisa Identidade e Fraude 2025, realizada pela Serasa Experian, 6 em cada 10 empresas consideram a prevenção à fraude uma prioridade estratégica

De fato, o levantamento revela que 64,7% dos negócios já debatem o tema com frequência em seus fóruns internos e 82,7% reconhecem a relevância de adotar múltiplas camadas de proteção contra golpes digitais. 

Aqui, vale a pena ressaltar que as fraudes corporativas envolvem desde desvios financeiros até manipulação de dados, e os riscos associados a elas podem acarretar danos ao patrimônio e arruinar a reputação das empresas. 

A prevenção e detecção de fraude representa, em última análise, uma vantagem competitiva, uma vez que evitar perdas é uma forma de maximizar ganhos.

Neste artigo, exploraremos de forma abrangente o conceito de prevenção à fraude, abordando como é possível identificar e mitigar esses riscos com eficácia. Vamos lá?

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O que é prevenção à fraude?

A prevenção à fraude consiste em práticas rigorosas adotadas por organizações para mitigar os riscos associados a atividades fraudulentas e suas consequências, que são extremamente prejudiciais para as finanças e a reputação da empresa. É importante acrescentar que, de acordo com o estudo já mencionado da Serasa Experian, foram 7 milhões de fraudes registradas no Brasil no 1º semestre de 2025, um aumento de 29,5% em relação a 2024. 

Os procedimentos de combate a esses crimes envolvem a implementação de medidas estratégicas para identificar, evitar e enfrentar esses riscos com o uso de ferramentas tecnológicas e controles internos.

O primeiro passo para alcançar esse objetivo é estabelecer uma cultura de integridade e ética, onde todos os membros da organização compreendam a importância de aderir a práticas transparentes e de conformidade legal. 

Além disso, essa prevenção envolve a criação de mecanismos antifraude, tais como controles internos sólidos e a implementação de tecnologias avançadas para detectar padrões suspeitos e atividades não autorizadas.

Os principais tipos de fraudes corporativas 

Entender os riscos mais comuns é o primeiro passo para preveni-los. Acompanhe os principais tipos de fraude nas empresas:

  • Fraude interna: cometida por colaboradores ou gestores, geralmente explora falhas de controle interno;
  • Fraude externa: praticada por clientes, fornecedores ou terceiros;
  • Fraude em terceiros: relacionada a parceiros comerciais, distribuidores ou prestadores de serviço;
  • Fraude digital: utiliza identidades falsas, documentos adulterados e técnicas de engenharia social.

Aqui, vale ressaltar que cada tipo exige abordagens específicas, mas todas demandam visão integrada.

Como é possível prevenir fraudes?

É preciso ter em mente que prevenir fraudes começa com a conscientização e capacitação de todos os envolvidos na organização. Antes de pensar na adoção de controles internos rígidos, é necessário que as pessoas compreendam profundamente as vulnerabilidades e estejam preparadas para agir e mitigá-las.

A promoção de uma cultura ética em que os funcionários são incentivados a relatar comportamentos suspeitos e são treinados para reconhecer os sinais de fraude também é primordial nesse processo. Além disso, estabelecer controles internos robustos é fundamental. Isso envolve a divisão de responsabilidades, revisões regulares e auditorias detalhadas, que contribuem para a detecção precoce de atividades ilícitas.

De fato, um interessante estudo da Grant Thornton mostrou que 90% das empresas entrevistadas apontou a “oportunidade” como o principal fator motivador da fraude, que geralmente decorre da falta de controles internos e da prevenção e detecção de riscos. 

Além disso, as pequenas empresas alegam que 85% das fraudes ocorrem devido à deficiência de controles. Enquanto isso, as médias e grandes organizações acreditam que 80% delas estão associadas a falhas na resposta a ameaças.

Nessa perspectiva, é preciso, ainda, investir em tecnologias como análise de dados e machine learning, pois essas ferramentas são capazes de identificar padrões anômalos e comportamentos inconsistentes em grandes conjuntos de dados. 

A combinação desses elementos consiste em uma estratégia básica de prevenção à fraude, que ajuda a proteger a empresa de possíveis ameaças internas e externas. No entanto, quanto maior o porte da empresa e a complexidade das operações, maior a necessidade de controles internos diversificados e adaptados a cada realidade para que a prevenção seja efetiva.

Qual a importância dos controles internos para evitar fraudes?

Os controles internos são a espinha dorsal da prevenção de fraudes em uma organização, pois eles consistem em políticas, procedimentos e práticas que ajudam a garantir a integridade das operações, reduzindo os riscos de atividades fraudulentas. 

A segregação de funções, por exemplo, garante que diferentes etapas de um processo sejam realizadas por pessoas diferentes, diminuindo a oportunidade de manipulação indevida. Além disso, os controles internos, como aprovações de gerenciamento e reconciliações regulares, asseguram que todas as transações sejam transparentes e registradas corretamente nos registros contábeis.

Vale frisar que os controles não apenas protegem contra fraudes, mas também são essenciais para a conformidade regulatória e a geração de relatórios precisos, pois eles ajudam a identificar áreas de risco, fornecem mecanismos para a detecção precoce de irregularidades e contribuem para a eficiência operacional. 

Outro ponto relevante é a demonstração do compromisso por parte da alta administração com uma cultura de responsabilidade e integridade, aumentando a confiança dos stakeholders e mantendo a reputação da empresa intacta.

Passo a passo prático: como implementar uma estratégia de prevenção à fraude no seu negócio?

A essa altura, é supérfluo ressaltar a importância inegável da prevenção à fraude. Ainda assim, vale registrar mais um dado: o 2025 State of Fraud Report da Alloy destacou que 87% das instituições financeiras afirmam que os esforços de prevenção economizam mais dinheiro do que efetivamente gastam.  

É necessário ter em mente, entretanto, que não se trata de uma ação pontual, mas um processo contínuo. A seguir, segue um passo a passo prático com os principais pilares para uma implementação eficaz:

1. Mapeie os riscos de fraude do negócio

O ponto de partida é entender onde a fraude pode acontecer. Investigue:

  • Quais processos são mais vulneráveis?
  • Onde há maior volume financeiro?
  • Quais decisões dependem de informações de terceiros?

Esse mapeamento deve considerar o contexto do negócio, o setor de atuação e o nível de maturidade da empresa em compliance e controles internos.

2. Estabeleça políticas e diretrizes claras

Políticas bem definidas reduzem ambiguidades e fortalecem a cultura de integridade. Algumas essenciais:

  • Código de conduta;
  • Política antifraude;
  • Política de relacionamento com terceiros;
  • Política de conflitos de interesse.

Mais do que existir no papel, essas políticas precisam ser comunicadas, treinadas e aplicadas.

3. Invista em cultura organizacional e conscientização

Fraudes não ocorrem apenas por falhas técnicas, mas também por comportamentos tolerados. Por isso:

  • Treine colaboradores e lideranças;
  • Incentive a ética no dia a dia;
  • Fortaleça canais de denúncia seguros e confiáveis.

Realmente, a existência de uma cultura forte reduz drasticamente a probabilidade de fraudes internas.

4. Utilize tecnologia e dados a favor da prevenção

Aqui está um dos pontos mais críticos: processos manuais e análises superficiais não acompanham a complexidade atual dos riscos.

Nesse sentido, boas práticas incluem:

  • Cruzamento automático de dados públicos e privados;
  • Monitoramento contínuo de cadastros;
  • Análise de vínculos entre pessoas e empresas;
  • Identificação de sinais de alerta (red flags).

A tecnologia permite escala, agilidade e profundidade analítica, fundamentais para a prevenção moderna.

5. Faça monitoramento contínuo, não apenas pontual!

A prevenção à fraude não termina no onboarding. Pessoas, empresas e contextos mudam. Por isso, é essencial:

  • Atualizar análises periodicamente;
  • Monitorar alterações cadastrais, societárias e reputacionais;
  • Reavaliar riscos ao longo do relacionamento.

Esse acompanhamento contínuo reduz surpresas e aumenta a capacidade de resposta.

6. Integre prevenção à fraude à governança e à estratégia

Empresas maduras tratam a prevenção à fraude como um tema estratégico, conectado a pilares relevantes como:

Essa preocupação garante alinhamento estratégico entre áreas e decisões mais consistentes no longo prazo.

Indicadores de uma prevenção à fraude eficaz

Alguns sinais-chave de maturidade nessa frente incluem:

  • Redução de incidentes recorrentes;
  • Maior rapidez na identificação de riscos;
  • Decisões baseadas em dados confiáveis;
  • Menor exposição a sanções e litígios;
  • Fortalecimento da confiança do mercado.

Indo além de evitar perdas, tenha em mente que a prevenção à fraude gera valor para o negócio.

O papel-chave da tecnologia na prevenção e detecção de fraudes

Há diversas ferramentas tecnológicas eficazes que podem ser usadas na prevenção e detecção de fraudes. A análise avançada de dados é uma delas, permitindo examinar grandes conjuntos de informações em busca de padrões incomuns ou suspeitos. Assim, com o uso dessa ferramenta, é possível identificar transações anômalas ou comportamentos fraudulentos que podem passar despercebidos por métodos tradicionais.

Outra opção é a adoção de soluções de software especializadas que oferecem a capacidade de monitorar transações em tempo real, identificar atividades suspeitas e acionar alertas para investigação, fundamental em setores com alto volume de movimentações.

Por fim, o big data, a inteligência artificial e o machine learning são tecnologias capazes de aprender a partir de dados históricos, identificando automaticamente padrões incomuns e prevendo possíveis atividades fraudulentas. Por serem adaptáveis, essas ferramentas conseguem acompanhar a evolução constante das técnicas de fraude.

Nesse cenário, a tecnologia emerge como uma poderosa aliada na transformação do monitoramento de fraudes de uma abordagem reativa para uma preventiva. Em outras palavras, ela possibilita às empresas a capacidade de identificar e antecipar ações fraudulentas antes que elas causem prejuízos substanciais.

Exemplo prático de aplicação

Vamos supor que você esteja considerando celebrar um contrato com alguma empresa ou iniciar uma negociação com um parceiro em potencial. O primeiro passo é realizar uma investigação minuciosa sobre o histórico da empresa em questão ou do possível parceiro, buscando compreender suas práticas passadas.

A boa notícia é que essa etapa pode ser realizada de maneira rápida e automatizada. Por meio de uma pesquisa simples em uma plataforma específica de big data, é possível coletar informações relevantes e embasar decisões a partir dos insights obtidos.

Os benefícios resultantes dessa análise de dados são evidentes, pois é possível reunir informações completas em um único relatório, estruturado com critérios previamente definidos. Assim, os gestores podem compreender o perfil do parceiro antes de fechar um acordo, validando cadastros e identificando possíveis indícios de risco.

Outra prática preventiva acessível é a criação de parâmetros que passam por monitoramento frequente e que geram alertas diante de atividades suspeitas. Dessa forma, as empresas estão mais bem preparadas para enfrentar ameaças em potencial e reforçar sua proteção contra fraudes.

Como a upLexis auxilia sua empresa na prevenção à fraude?

Há mais de 20 anos, a upLexis surgiu com o objetivo de levar mais ética e transparência para o mercado. Somos especializados em buscar e estruturar informações relevantes de fontes públicas e privadas para análise e tomada de decisão.

Através das nossas soluções, otimizamos práticas de compliance que envolvem a coleta de informações de dados sobre pessoas e empresas, como due diligence e background check.

Estamos presentes em mais de 500 empresas de diferentes portes e segmentos com a plataforma upMiner. Com essa solução, é possível fazer investigações apenas com o número de CPF ou CNPJ de interesse. Dessa forma, pode-se melhor avaliar futuros fornecedores, colaboradores, parceiros e possíveis investimentos e evitar riscos financeiros, jurídicos e patrimoniais, por exemplo.

Com o upMiner, gere relatórios personalizados e identifique rapidamente pontos de atenção como:

  • Processos judiciais;
  • Mídias negativas;
  • Pendências financeiras;
  • Embargos e problemas socioambientais;
  • Pessoas Politicamente Expostas;
  • Vínculos entre pessoas, empresas e grupos econômicos completos.

A plataforma upMiner está disponível totalmente online ou via API e conta com planos para atender diferentes necessidades. 

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FAQ | Prevenção à Fraude 

O que é prevenção à fraude nas empresas?

A prevenção à fraude é o conjunto de políticas, controles internos, práticas de governança e tecnologias usadas para identificar, mitigar e evitar fraudes antes que elas causem prejuízos financeiros, legais ou reputacionais ao negócio.

Qual a diferença entre prevenção e detecção de fraude?

A prevenção atua de forma antecipada, reduzindo a probabilidade de ocorrência da fraude, enquanto a detecção identifica fraudes que já estão acontecendo ou aconteceram. Estratégias eficazes combinam as duas abordagens.

Quais são os principais tipos de fraudes corporativas?

Os mais comuns incluem fraude interna (por colaboradores), fraude externa (clientes ou terceiros), fraude em parceiros e fornecedores, além de fraudes digitais, como uso de documentos falsos e engenharia social.

Por que a prevenção à fraude deve ser tratada como tema estratégico?

Porque as fraudes impactam diretamente resultados financeiros, reputação e conformidade regulatória. Empresas maduras integram a prevenção à fraude à gestão de riscos, à governança e às decisões estratégicas.

Quais são os primeiros passos para implementar uma estratégia de prevenção à fraude?

O início passa pelo mapeamento de riscos, definição de políticas claras, fortalecimento da cultura ética, capacitação das equipes e adoção de controles internos adequados à realidade do negócio.

Como os controles internos ajudam a evitar fraudes?

Eles reduzem oportunidades de irregularidades por meio da segregação de funções, revisões, auditorias, registros transparentes e validações, além de contribuírem para a conformidade e a eficiência operacional.

Qual o papel da tecnologia na prevenção à fraude?

A tecnologia permite monitoramento contínuo, cruzamento de grandes volumes de dados, identificação de padrões suspeitos e geração de alertas em tempo real, tornando a prevenção mais escalável e eficiente.

A prevenção à fraude deve acontecer apenas no onboarding?

Não. A prevenção precisa ser contínua. Pessoas, empresas e contextos mudam ao longo do tempo, o que exige monitoramento recorrente e reavaliação de riscos durante todo o relacionamento.

Como a análise de dados ajuda na prevenção de fraudes?

Ela permite identificar inconsistências, vínculos ocultos, mudanças relevantes e sinais de alerta que passariam despercebidos em análises manuais ou pontuais.

Ferramentas de due diligence e background check ajudam na prevenção à fraude?

Sim. Essas ferramentas fornecem informações estruturadas sobre pessoas e empresas, apoiando decisões mais seguras, reduzindo riscos e fortalecendo os processos de compliance e governança.


Gabriela B. Maluf é Founder & CEO da Thebesttype, empreendedora, escritora, advogada com 18 anos de experiência, especialista em Compliance Trabalhista, Relações Trabalhistas, Sindicais e Governamentais, Direito Público e Previdenciário, palestrante com mais de 200 eventos realizados e produtora de conteúdo técnico otimizado em SEO para sites e blogs.