O papel-chave do monitoramento de mídias negativas para melhores tomadas de decisão
Atualizado em 11 de julho de 25 | Geral por
Evitando riscos reputacionais e financeiros, o monitoramento de mídias negativas é uma etapa vital para uma análise abrangente do contexto do negócio, tanto em relação a seus stakeholders, quanto a seu próprio posicionamento no mercado.
Guia rápido de leitura💡| Aqui, você vai encontrar:
- O que é monitoramento de mídias negativas?
- Em quais fontes monitorar?
- Tomadas de decisão: a importância estratégica do monitoramento de mídias negativas
- As 5 melhores práticas de monitoramento
Também conhecido como “screening de mídias negativas” ou “monitoramento de mídias adversas”, o monitoramento de mídias negativas é uma prática cada vez mais crucial quando o assunto é a gestão de riscos de terceiros – como fornecedores, parceiros e clientes.
Se a boa reputação corporativa sempre foi um ativo valioso, ela se torna ainda mais crítica no mundo digital em que vivemos. Em tempos de redes sociais, acesso rápido às informações e viralização de conteúdos, as repercussões negativas nunca foram tão amplificadas.
De fato, segundo um estudo da McKinsey, notícias de crises iniciadas nas mídias sociais cresceram 80% nos últimos 10 anos, mostrando o crescente interesse jornalístico nesses conteúdos. Cada vez mais, esses temas têm sido considerados relevantes para o debate público.
Nessa perspectiva, monitorar mídias no contexto de novos vínculos empresariais é fundamental para práticas de compliance, due diligence, Know your Supplier (KYS) e Know your Customer (KYC), entre outras, evitando associações com condutas duvidosas, fraudes e crimes.
A seguir, saiba por que esse processo é tão importante para embasar as tomadas de decisão e confira as melhores práticas de monitoramento!
Direto ao ponto: o que é monitoramento de mídias negativas?
Como o próprio nome intui, trata-se de um procedimento de avaliação de riscos que coleta e analisa notícias e informações negativas sobre pessoas físicas ou jurídicas. O objetivo é fazer uma análise prévia de critérios reputacionais, financeiros ou legais antes de estabelecer relacionamentos com esses potenciais stakeholders.
Ao realizar buscas ativas em fontes confiáveis, o monitoramento de mídias negativas visa identificar menções de possíveis atividades criminosas, violações legais, fraudes financeiras ou quaisquer questões reputacionais. Não por acaso, é uma etapa fundamental para processos de due diligence, background check, KYC, KYS, KYP e demais investigações.
Vale destacar que o screening de mídias adversas é especialmente relevante para instituições financeiras e o setor de apostas, que precisam se manter em conformidade com regulamentos de Know Your Customer (KYC) e prevenção à lavagem de dinheiro (PLD-FT).
Em contrapartida, o monitoramento é altamente recomendável para empresas de todos os setores - tanto durante o onboarding de terceiros, quanto no acompanhamento posterior para prevenir fraudes e gerenciar riscos.
Em que fontes monitorar as mídias negativas?
- Bancos de dados públicos e privados (incluindo listas de sanções e PEPs);
- Portais nacionais e internacionais de notícias;
- Redes sociais;
- Fóruns e blogs de relevância.
É importante ressaltar, aqui, que as mídias negativas vão além de ocorrências graves como envolvimentos em escândalos de lavagem de dinheiro, corrupção, trabalho escravo e financiamento ao terrorismo.
De fato, as mídias adversas podem envolver, por exemplo, problemas internos entre sócios, desentendimentos entre parceiros comerciais e baixas nas vendas.
Decisões assertivas: a importância estratégica do monitoramento de mídias negativas
Preservando a reputação das organizações e propiciando escolhas mais assertivas de parceiros, fornecedores e clientes, as práticas de investigação de terceiros são enriquecidas, de forma substancial, com o monitoramento de mídias negativas.
Muito mais do que apenas gerenciar crises de reputação, o processo é essencial para identificar problemas potenciais precocemente e atuar de forma preventiva e proativa para minimizar riscos.
Rastreando suas próprias mídias e menções negativas em tempo real, a organização também se torna apta a responder críticas de forma construtiva, prevenir danos de imagem e evitar a reverberação/ampliação de possíveis repercussões prejudiciais.
Nesse sentido, o monitoramento concede maior controle aos negócios sobre sua própria reputação. Na prática, as empresas podem, a um só tempo, gerenciar com sucesso seus vínculos corporativos e seu posicionamento diante de potenciais crises no mercado.
Leia também 👉 Risco reputacional: o que é e como sua empresa pode evitar?
Monitoramento de mídias negativas: as 5 melhores práticas
Diante de imensos volumes de dados, fake news e campanhas de desinformação, filtrar os dados relevantes (com agilidade) vale ouro. Para se ter uma ideia, o volume global de dados gerados deve explodir nos próximos anos, podendo chegar até 394 zettabytes em 2028 - em 2010, foram “apenas” 2 zettabytes.
Um pouco de perspectiva: 1 zettabyte equivale a 1 sextilhão de bytes, o semelhante a armazenar 250 bilhões de DVDs!
Na perspectiva do monitoramento de mídias negativas, o desafio permanece: se perder atualizações importantes no mar de informações pode acarretar violações regulatórias, monitorar notícias e fontes de dados não estruturados pode ser altamente complexo, caro e demorado.
É por isso que lançar mão de tecnologia, automação e boas práticas de rastreamento faz toda a diferença para processos mais eficazes. Tome nota:
1. Invista em soluções de automação especializadas
Plataformas de compliance e gestão de riscos como o upMiner se destacam por coletar, processar e organizar imensos volumes de dados com a geração de relatórios personalizados, fornecendo subsídios valiosos para a tomada de decisão.
Com mais de 2000 fontes nacionais e internacionais, a solução permite detectar e monitorar mídias negativas em tempo real, identificando menções pertinentes e excluindo dados irrelevantes, falsos positivos e demais “ruídos” com agilidade.
Vale destacar que o upMiner atua em múltiplas frentes para otimizar suas investigações de terceiros: identifique padrões suspeitos, obtenha insights valiosos com IA, identifique PEPs e conflitos de interesse, localize bens patrimoniais, monitore processos judiciais e muito mais.
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2. Adote uma abordagem orientada a riscos
Essa é uma dica-chave para otimizar recursos e maximizar os resultados de forma estratégica. Uma abordagem orientada a riscos prioriza fornecedores, parceiros e clientes com alto score de risco ao invés de aplicar o mesmo senso de importância a todo o grupo de terceiros.
No monitoramento de mídias negativas, isso significa focar em pessoas politicamente expostas (PEPs) ou clientes cujos padrões de comportamento tiveram mudanças repentinas, por exemplo.
3. Implemente fluxos de trabalho bem estruturados
Todo screening de mídias adversas demanda dados organizados e estruturados – e o mesmo vale para os fluxos de trabalho. Nesse sentido, é vital que as organizações estabeleçam procedimentos rigorosos de registro de alertas, periodicidade de buscas e documentação, assegurando a consistência nas análises.
Mais uma vez, a tecnologia pode entrar em cena para padronizar e escalar os processos.
4. Conte com múltiplos tipos de fontes
Sim, a multiplicidade de fontes tende a gerar um grande número de informações irrelevantes e ruídos que precisarão ser filtrados. Por outro lado, essa variedade é essencial para não perder quaisquer menções importantes na mídia.
Entre fontes de destaque nesse monitoramento, podemos citar portais tradicionais de notícias, publicações do segmento, registros de órgãos judiciais, redes sociais, listas de sanções e sites regulatórios, entre outras.
5. Realize monitoramento e atualizações regulares
Processos de due diligence, Know your Customer e outras práticas de compliance não devem terminar no onboarding. As relações existentes com terceiros (sejam parceiros, fornecedores, clientes ou colaboradores) devem ser constantemente monitoradas para o rastreamento de possíveis red flags – incluindo, é claro, a existência de mídias adversas.
No acompanhamento, priorize perfis de alto risco, buscando anomalias que possam resultar em mudanças na classificação de ameaças.
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Ao prevenir sérios riscos reputacionais, estratégicos e financeiros, o monitoramento de mídias negativas garante vantagem competitiva e maior controle sobre o cenário de ameaças corporativas.
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Imagem de capa: Freepik