search
BlogArtigos

Compliance consumerista e o e-commerce

Compliance consumerista e o e-commerce

Atualizado em 27 de janeiro de 22 | Artigos  por

Carolina Erreira

O compliance consumerista (ou consumer compliance, em inglês) é uma prática que possui a capacidade de minimizar riscos referentes às ações judiciais ou multas administrativas que um e-commerce pode receber, além de fidelizar o público-alvo de uma empresa por meio da construção de uma relação de credibilidade com o consumidor.

De acordo com matéria publicada na IstoÉ Dinheiro, o Brasil registrou um aumento médio de 400% no número de lojas que abriram o comércio eletrônico por mês durante o período da quarentena.

Ainda segundo a notícia, até o começo das ações para conter o coronavírus no País, no início da segunda quinzena de março, a média era de 10 mil aberturas por mês. O número saltou para 50 mil mensais logo após os decretos de isolamento social.

De fato, essa foi a saída encontrada por muitas empresas para sobreviver à pandemia, reinventando a forma de vender. Contudo, o e-commerce ainda é uma ferramenta que muitas pessoas não confiam plenamente, por isso é necessário traçar estratégias para conquistar esses clientes.

A maneira mais eficiente para solucionar esse problema é estar em compliance com a segurança das informações coletadas ao realizar uma relação comercial e ter uma comunicação transparente em relação ao uso desses dados.

Neste texto, abordaremos a privacidade e segurança no e-commerce e o papel do compliance nas relações com o consumidor. Confira abaixo!

Preocupações com privacidade e segurança no e-commerce

É essencial que seus clientes possam confiar na integridade do seu serviço ao realizarem transações na sua plataforma. Eles devem sentir confiança no que estão fazendo, e é exatamente por isso que a segurança dos dados é um fator indispensável.

Com a vigência da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), as empresas deverão conquistar a confiança do cliente e demonstrar que é segura a interação virtual como parte da estratégia de adequação à lei.

A segurança de dados tornou-se um tópico cada vez mais fundamental. Ter uma boa compliance em relação às informações pessoais recebidas é o que destaca as empresas como responsáveis, e os consumidores sabem valorizar isso.

A LGPD entrou em vigor em agosto de 2020 e as empresas tiveram como prazo o ano de 2021 para se adequar à legislação vigente. 

A partir deste ano, a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) já pode aplicar penas previstas em lei para as empresas que não se adequarem a estas normas.

O prazo é curto se levar em consideração que muitos dos processos são complexos e levam tempo, e muitas empresas realmente estão longe de se preparar para isso.

Por isso, se você tem um e-commerce, não importa o tamanho, é essencial estudar estas novas exigências e se adaptar a elas.

O papel do compliance consumerista

Segundo site do PROCON.SP, foi registrado um aumento de 285% nas reclamações por e-commerce em 2020, tendo como principais causas o atraso ou a não entrega dos itens adquiridos e o aumento de cobranças indevidas. 

Estes dados refletem o despreparo de muitas empresas quanto ao compliance consumerista, e repercute direto na imagem da empresa frente aos consumidores.

O compliance consumerista consiste basicamente em adequar a atividade da empresa às leis e regulamentações de proteção e defesa do consumidor, sobretudo ao Código de Defesa do Consumidor.

O implemento do compliance efetiva melhorias no atendimento, na política corporativa para garantia dos direitos do consumidor e na redução de riscos e conflitos na relação com o cliente.

O gerenciamento dos riscos relativos à proteção e à defesa do consumidor torna, sem dúvidas, a empresa mais atrativa para investidores, seja pela diminuição das ações judiciais, seja pela reputação da empresa perante o consumidor.

Dessa forma, a companhia é vista com maior credibilidade pelos consumidores, pois coíbe práticas abusivas. Assim, surge como diferencial de mercado e amplia as chances de sucesso e crescimento a longo prazo, reduzindo riscos como multas, ações judiciais e outras sanções legais.

Além da redução de riscos, o compliance consumerista também está relacionado com a construção da fidelidade dos clientes por meio do estabelecimento de uma relação de confiança entre as partes.

Por meio de treinamentos dos seus colaboradores, adequada comunicação interna e excelência na gestão das reclamações com os clientes, é possível minimizar os riscos e atender melhor ao consumidor, difundindo as boas práticas de atendimento.

Conclusão

Ter um e-commerce é também ter a responsabilidade de lidar com dados pessoais de seus clientes. Por meio do compliance consumerista, é possível seguir as normas da LGPD e da Defesa do Consumidor.

Mais que minimizar riscos de ações judiciais e multas administrativas, o compliance consumerista também ajuda a fidelizar e construir uma relação de confiança com os consumidores de um e-commerce.

Quer saber mais sobre compliance no e-commerce? Baixe nosso e-book clicando na imagem abaixo:

E-book upLexis