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Cliente PEP (Pessoa Politicamente Exposta): como identificar e monitorar com sucesso?

Atualizado em 12 de fevereiro de 26 | Geral  por

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Redação upLexis

cliente pep

O Cliente PEP (Pessoa Politicamente Exposta) representa um perfil de maior risco para empresas, exigindo identificação criteriosa e monitoramento contínuo. A legislação brasileira determina diligência reforçada, aprovação por alçada superior e atualização periódica das informações. Com o apoio de inteligência de dados e automação, é possível reduzir riscos regulatórios, proteger a reputação e fortalecer a governança corporativa de forma estratégica.

Guia Rápido💡| Aqui, você vai encontrar: 

  • O que é um cliente PEP? 
  • Por que o cliente PEP representa maior risco?
  • O que a legislação exige em relação ao cliente PEP? 
  • Monitoramento contínuo: o grande desafio 
  • Quais erros as empresas cometem na gestão de PEPs?
  • Como a tecnologia pode transformar a gestão de cliente PEP?
  • Conheça o upMiner 
  • FAQ | Dúvidas Rápidas 

O termo “Cliente PEP” está cada vez mais presente nas discussões estratégicas das empresas. Afinal, as exigências de compliance, preservação da imagem organizacional e prevenção à lavagem de dinheiro (PLD-FT) nunca estiveram tão em alta. 

Mas, na prática, você sabe exatamente o que caracteriza um Cliente PEP? E, mais importante: sua empresa está preparada para identificar e monitorar esse perfil de risco de forma eficiente?

Se você ocupa uma posição de liderança ou participa da tomada de decisão na sua organização, esta pauta é extremamente valiosa. A seguir, entenda o conceito, os riscos envolvidos e as melhores práticas para uma gestão eficaz de PEPs! 

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O que é um Cliente PEP?

Cliente PEP é aquele classificado como Pessoa Politicamente Exposta (PEP) — ou seja, alguém que ocupa ou ocupou cargo público relevante, no Brasil ou no exterior, e que, por isso, está mais exposto a riscos relacionados a corrupção, suborno e lavagem de dinheiro.

No Brasil, a definição de PEP está alinhada às diretrizes do Banco Central do Brasil e às normas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), especialmente após a publicação da Circular nº 3.978, que trata de políticas, procedimentos e controles internos para prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Além do próprio agente público, também podem ser considerados PEPs:

  • Familiares diretos;
  • Pessoas de relacionamento próximo;
  • Sócios ou representantes legais.

Ou seja, o conceito de Cliente PEP vai além do titular do cargo público — e isso exige atenção redobrada das empresas.

Por que o Cliente PEP representa maior risco?

É importante destacar: ser PEP não significa, automaticamente, estar envolvido em ilícitos.

O ponto central é o risco potencial.

Pessoas politicamente expostas podem ter:

  • Maior poder de influência;
  • Acesso a decisões estratégicas;
  • Relação com recursos públicos;
  • Capacidade de direcionamento de contratos ou políticas.

Essas características aumentam o risco de envolvimento — direto ou indireto — em práticas como corrupção e desvio de recursos.

Para empresas, o impacto pode ser significativo:

  • Danos reputacionais;
  • Multas e sanções regulatórias;
  • Perda de contratos;
  • Investigações internas e externas;
  • Risco de bloqueio de operações financeiras.

Por isso, o Cliente PEP exige diligência reforçada (Enhanced Due Diligence – EDD).

O que a legislação exige em relação ao Cliente PEP?

A regulamentação brasileira determina que instituições obrigadas — como bancos, fintechs, seguradoras, empresas de câmbio, entre outras — adotem procedimentos específicos ao identificar um Cliente PEP.

Entre as exigências estão:

  • Identificação da condição de PEP no momento do onboarding;
  • Avaliação do grau de risco;
  • Aprovação por alçada superior;
  • Monitoramento contínuo das operações;
  • Atualização cadastral periódica.

Essas diretrizes estão alinhadas às recomendações do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI/FATF), que orienta países na implementação de controles eficazes contra crimes financeiros.

Mesmo empresas que não estejam diretamente reguladas pelo Banco Central podem (e devem) adotar boas práticas de governança para mitigar riscos relacionados a Cliente PEP.

Como identificar um Cliente PEP na prática?

A identificação eficaz de um Cliente PEP começa antes da assinatura do contrato.

1. Coleta estruturada de dados

No onboarding, é essencial coletar:

  • Nome completo;
  • CPF/CNPJ;
  • Data de nascimento;
  • Vínculos societários;
  • Informações sobre ocupação profissional.

Quanto mais estruturado o cadastro, mais eficiente será o cruzamento de dados.

2. Consulta a bases confiáveis

A identificação não deve depender apenas da autodeclaração do cliente.

É fundamental consultar:

  • Listas oficiais;
  • Bases públicas;
  • Dados de órgãos reguladores;
  • Informações atualizadas sobre cargos públicos.

O uso de tecnologia é decisivo aqui. Ferramentas de inteligência de dados conseguem cruzar informações automaticamente e reduzir falsos positivos.

3. Verificação de vínculos indiretos

Muitos riscos surgem por meio de:

  • Sócios ocultos;
  • Empresas coligadas;
  • Familiares com participação societária;
  • Representantes legais.

Uma análise superficial pode deixar passar conexões relevantes.

Monitoramento contínuo: o grande desafio

Identificar um Cliente PEP no momento da entrada é apenas o primeiro passo.

A condição de PEP pode surgir ao longo do relacionamento. Um cliente que não era politicamente exposto pode se tornar — e sua empresa precisa saber disso.

Por isso, o monitoramento contínuo é indispensável.

Boas práticas incluem:

  • Revalidação periódica da base de clientes;
  • Alertas automáticos sobre mudanças de cargo;
  • Monitoramento de notícias negativas;
  • Revisão de perfil de risco conforme movimentações financeiras.

Sem automação, esse processo se torna caro, manual e sujeito a falhas.

Quais erros as empresas cometem na gestão de Cliente PEP?

Mesmo empresas estruturadas podem enfrentar dificuldades.

Alguns erros comuns incluem:

  • Confiar apenas na autodeclaração do cliente;
  • Não atualizar bases periodicamente;
  • Tratar PEP como bloqueio automático, sem análise de risco;
  • Não documentar decisões;
  • Depender de planilhas manuais.

Para tomadores de decisão, o ponto crítico é: risco não monitorado é risco assumido.

Uma política bem estruturada de identificação e monitoramento de Cliente PEP protege não apenas contra multas, mas contra crises reputacionais que podem comprometer anos de construção de marca.

Cliente PEP e estratégia empresarial: por que o tema é estratégico?

A gestão adequada de Cliente PEP não é apenas uma exigência regulatória — é uma questão estratégica.

Empresas que adotam controles robustos:

  • Demonstram maturidade em governança;
  • Aumentam a confiança de investidores;
  • Facilitam auditorias;
  • Reduzem exposição a escândalos;
  • Ganham vantagem competitiva.

No atual cenário de ESG e transparência corporativa, a gestão de riscos associados a PEPs está diretamente ligada à reputação e à sustentabilidade do negócio.

Como a tecnologia pode transformar a gestão de Cliente PEP?

A complexidade do ambiente regulatório e o volume de dados disponíveis tornam inviável uma gestão manual eficiente.

É aqui que a inteligência de dados e a automação fazem diferença.

Soluções especializadas permitem:

  • Cruzamento automatizado com bases públicas e privadas;
  • Atualização contínua de informações;
  • Identificação de vínculos societários ocultos;
  • Monitoramento de mídia negativa;
  • Geração de relatórios auditáveis;
  • Redução de falsos positivos.

Ao integrar dados estruturados e não estruturados, a tecnologia reduz riscos operacionais e aumenta a assertividade na tomada de decisão.

upMiner da upLexis: inteligência de dados para identificar e monitorar Cliente PEP

A plataforma upMiner, da upLexis, foi desenvolvida para apoiar empresas na identificação e no monitoramento de riscos relacionados a Cliente PEP.

Com o uso de inteligência de dados e automação, o upMiner permite:

  • Identificar PEPs de forma automatizada;
  • Mapear vínculos societários e relacionamentos;
  • Monitorar alterações de status;
  • Acompanhar notícias e sinais de risco;
  • Gerar evidências e relatórios para auditorias.

Para tomadores de decisão, isso significa:

✔ Mais segurança
✔ Menos exposição regulatória
✔ Processos mais eficientes
✔ Compliance estratégico, e não apenas operacional

Em um cenário onde riscos reputacionais podem surgir de forma inesperada, contar com uma plataforma robusta de inteligência de dados deixa de ser diferencial — passa a ser necessidade.

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FAQ | Pessoa Politicamente Exposta (PEP)

1. O que é uma Pessoa Politicamente Exposta (PEP)?

PEP é o indivíduo que ocupa ou ocupou cargo, emprego ou função pública relevante, no Brasil ou no exterior, estando mais exposto a riscos de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

2. Quem pode ser considerado PEP?

Além de agentes públicos de alto escalão (como políticos, magistrados e dirigentes de estatais), também podem ser enquadrados como PEP seus familiares até o segundo grau, cônjuges, companheiros e pessoas de relacionamento próximo.

3. Por quanto tempo alguém é considerado PEP?

De acordo com normas do COAF, a condição de PEP pode permanecer por até 5 anos após o desligamento do cargo público relevante, embora a análise de risco possa continuar dependendo do caso.

4. É proibido fazer negócios com uma PEP?

Não. O relacionamento comercial com PEPs não é proibido. No entanto, exige procedimentos reforçados de due diligence, monitoramento contínuo e avaliação de risco.

5. Como saber se uma pessoa é PEP?

A identificação pode ser feita por meio de consulta a bases públicas (como o Portal da Transparência), declaração formal do cliente ou uso de softwares especializados que cruzam dados em listas nacionais e internacionais.

6. O que a Circular do Banco Central determina sobre PEPs?

A norma estabelece que instituições financeiras devem classificar PEPs como clientes de alto risco, aplicando medidas reforçadas de “Conheça seu Cliente” (KYC), monitoramento contínuo e verificação da origem dos recursos.

7. Por que é importante identificar PEPs em programas de compliance?

Porque a identificação adequada reduz riscos regulatórios, reputacionais, financeiros e jurídicos, além de garantir conformidade com as regras de prevenção à lavagem de dinheiro.