Inteligência Artificial, Compliance e gestão de riscos: o que a quinta edição do upLexis Experience revela sobre o mercado
Atualizado em 22 de setembro de 26 | Geral por
A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita aos departamentos de inovação e passou a fazer parte de decisões, processos e operações em diferentes setores da economia. Ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de analisar informações, automatizar tarefas e identificar padrões, a tecnologia também cria novas perguntas sobre governança, responsabilidade, segurança, ética e gestão de riscos. Para as empresas, acompanhar essa transformação significa entender não apenas o que a IA pode fazer, mas também como incorporá-la de maneira responsável aos processos de decisão.
Essa mudança acontece em um ambiente corporativo no qual os riscos também se tornaram mais complexos. Questões de Compliance já não estão restritas ao cumprimento de normas ou à identificação de desvios depois que eles acontecem. A área passou a lidar com riscos relacionados a dados, inteligência artificial, terceiros, cadeia de suprimentos, cultura organizacional, integridade e até fatores geopolíticos que podem afetar operações e relações comerciais. Nesse cenário, Compliance e gestão de riscos precisam atuar de forma cada vez mais integrada, antecipando situações que podem comprometer a organização e apoiando decisões mais informadas.
Essa transformação também ajuda a explicar a evolução dos temas discutidos pelo upLexis Experience. Em sua quinta edição, o evento reúne profissionais e especialistas para discutir questões que estão no centro das mudanças do mercado, passando pelo papel da IA generativa no Compliance, pela evolução para um Compliance mais preditivo, pelos riscos culturais e pela relação entre tecnologia e julgamento humano. A programação de 2026 também amplia a discussão para temas como crime organizado, cadeia de suprimentos, geopolítica e soberania de dados.
Mais do que uma programação sobre tecnologia ou Compliance, o evento representa um espaço para discutir como as organizações estão se preparando para um ambiente em que riscos, informações e decisões estão cada vez mais conectados. Essa perspectiva ganha ainda mais significado quando observamos a trajetória da própria upLexis, que há mais de 22 anos atua com dados, informação e tecnologia e chega agora à quinta edição do Experience.
Ao longo das edições, os assuntos colocados em debate acompanharam mudanças importantes no ambiente empresarial. Questões relacionadas à integridade, governança, riscos, ESG e tecnologia passaram a dividir espaço com discussões cada vez mais específicas sobre inteligência artificial, automação e os impactos dessas tecnologias sobre o Compliance. Em 2026, a discussão avança novamente, incorporando desafios que ultrapassam os limites tradicionais da área e exigem uma visão mais ampla sobre negócios e riscos.
Para compreender por que essas questões ganharam espaço e o que elas revelam sobre o momento atual do mercado, é importante partir da relação entre Compliance e gestão de riscos. Compliance e gestão de riscos são conceitos diferentes, mas complementares, e entender essa relação ajuda a contextualizar por que temas como inteligência artificial, governança, riscos emergentes e tomada de decisão estão cada vez mais presentes na agenda das organizações.
É a partir dessa perspectiva que este artigo acompanha a quinta edição do upLexis Experience e os principais temas que atravessam sua programação, conectando a trajetória do evento às transformações que estão redefinindo a forma como empresas identificam riscos, utilizam tecnologia e tomam decisões
Guia rápido: aqui você vai encontrar
- 🤖 Como a inteligência artificial está transformando o Compliance e a gestão de riscos nas organizações
- 🧭 Por que os riscos corporativos estão se tornando mais complexos e exigindo uma visão integrada de dados, tecnologia e negócios
- 📈 O que a evolução das cinco edições do upLexis Experience revela sobre as mudanças nas prioridades do mercado
- 🧠 Como a IA generativa está mudando o papel dos profissionais de Compliance e a tomada de decisões
- ⚖️ Por que o julgamento humano, a ética e a cultura continuam relevantes em um ambiente cada vez mais orientado por algoritmos
- 🔗 Como crime organizado, cadeia de suprimentos e relações empresariais ampliam os desafios para a gestão de riscos
- 🌎 Por que geopolítica e soberania de dados passaram a fazer parte da agenda de Compliance e governança
- 🏢 Como a trajetória de mais de 22 anos da upLexis se conecta às transformações discutidas no upLexis Experience
- 🚀 O que esperar da quinta edição do upLexis Experience e dos debates sobre os rumos do mercado
- 🏆 Como a upLexis conecta dados, tecnologia e inteligência para apoiar organizações diante de novos desafios
- ❓ FAQ sobre inteligência artificial, Compliance, gestão de riscos e o upLexis Experience
- 📌 Resumo geral sobre as principais transformações que estão redefinindo a relação entre tecnologia, riscos e tomada de decisão
Como a inteligência artificial está transformando o Compliance e a gestão de riscos nas organizações
A inteligência artificial está deixando de ocupar apenas um espaço experimental nas organizações e passando a integrar processos diretamente relacionados à gestão de riscos e ao Compliance. A 2026 KPMG Global Chief Ethics and Compliance Officer Survey, realizada com 725 Chief Ethics and Compliance Officers, mostra como os avanços rápidos em IA, a intensificação das exigências regulatórias e a incerteza geopolítica estão ampliando as expectativas sobre a função de Compliance.
A IA já começa a fazer parte da gestão de riscos de Compliance
Os dados da KPMG mostram que 68% dos CCOs entrevistados têm uma percepção “mista, tendendo ao positivo” sobre o uso de inteligência artificial, afirmando ter observado mais benefícios do que desafios.
A adoção também já aparece em atividades diretamente relacionadas à gestão de riscos: 50% utilizam IA para avaliação e gestão de riscos de Compliance, enquanto 44% utilizam a tecnologia para visualização de dados e análises preditivas.
Esses números ajudam a demonstrar uma mudança de perspectiva. A IA não está sendo considerada apenas como uma ferramenta para automatizar tarefas operacionais, mas também como um recurso capaz de apoiar a análise de informações, a identificação de padrões e processos relacionados à avaliação e gestão de riscos.
Isso não significa, entretanto, que a tecnologia substitua o julgamento profissional. A adoção da IA também envolve desafios relacionados à governança, aos controles e à avaliação dos resultados produzidos pelos sistemas, especialmente quando a tecnologia passa a apoiar processos que podem influenciar decisões relevantes para a organização.
Compliance passa a atuar em um ambiente mais integrado
A transformação também está relacionada à ampliação do papel do Compliance dentro das organizações. Segundo a pesquisa, 67% dos CCOs afirmam ter confiança para avaliar sinergias de Compliance entre diferentes funções, incluindo Jurídico, Recursos Humanos, Investigações, Auditoria Interna e Operações.
Além disso, 77% apontam analytics de dados como um dos principais direcionadores de investimento. O dado reforça que a transformação tecnológica não acontece de maneira isolada: ela está associada a uma maior integração entre informações, áreas e processos de decisão.
Nesse contexto, inteligência artificial, análise de dados e Compliance começam a convergir. A tecnologia amplia a capacidade de processar informações, enquanto os profissionais continuam responsáveis por interpretar resultados, estabelecer critérios, avaliar impactos e transformar essas informações em decisões.
Essa combinação entre tecnologia, dados, governança e julgamento humano ajuda a explicar por que a inteligência artificial ocupa espaço cada vez maior nas discussões sobre Compliance e gestão de riscos. O desafio não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em compreender como incorporá-las aos processos da organização de maneira estruturada e responsável.
Por que os riscos corporativos estão se tornando mais complexos e exigindo uma visão integrada de dados, tecnologia e negócios
A gestão de riscos corporativos acontece hoje em um ambiente no qual diferentes fatores podem se influenciar mutuamente. Transformações tecnológicas, mudanças geopolíticas, questões econômicas, desafios sociais e eventos relacionados ao clima não necessariamente produzem impactos isolados. Em muitos casos, uma mudança em determinada dimensão pode gerar consequências em outras áreas e criar novos níveis de exposição para empresas e instituições.
Essa interdependência aparece no Global Risks Report 2026, do World Economic Forum, elaborado a partir das percepções de mais de 1.300 especialistas e líderes. 50% dos respondentes esperam um cenário global “turbulento” ou “tempestuoso” nos próximos dois anos. O relatório também destaca a crescente interconexão entre riscos econômicos, geopolíticos, tecnológicos e sociais.
Os riscos passam a produzir efeitos em cadeia
A complexidade não está apenas na quantidade de riscos existentes, mas na maneira como eles podem se relacionar. O relatório do World Economic Forum aponta que a desigualdade foi considerada o risco global mais interconectado pelo segundo ano consecutivo, seguida pela desaceleração econômica.
Essa interconexão ajuda a explicar por que uma organização pode precisar considerar diferentes dimensões simultaneamente. Uma mudança regulatória pode afetar uma operação; uma alteração geopolítica pode modificar relações comerciais; uma nova tecnologia pode criar oportunidades de eficiência ao mesmo tempo em que introduz novos riscos relacionados a dados, segurança e governança.
O próprio relatório identifica aceleração tecnológica, mudanças geoestratégicas, transformações climáticas e mudanças demográficas como forças estruturais capazes de convergir e amplificar tendências de risco em diferentes domínios.
Para as empresas, isso significa que avaliar cada ameaça de maneira completamente isolada pode limitar a compreensão do cenário. O contexto passa a ter um papel cada vez maior na identificação de possíveis impactos e na definição das respostas.
Dados e tecnologia ajudam a conectar diferentes dimensões do risco
Quando os riscos estão relacionados, a capacidade de conectar informações também ganha importância. Dados provenientes de diferentes áreas podem ajudar a construir uma visão mais ampla sobre fornecedores, operações, mercados, pessoas, regulamentações e outros elementos que fazem parte do ambiente empresarial.
A tecnologia contribui para essa integração ao permitir que grandes volumes de informações sejam organizados, cruzados e analisados com maior velocidade. Isso não elimina a necessidade de interpretação humana, mas pode ampliar a capacidade das equipes de identificar relações e padrões que seriam mais difíceis de perceber quando cada informação é analisada separadamente.
Nesse contexto, dados, tecnologia e negócios deixam de funcionar como dimensões independentes da gestão de riscos. A informação precisa estar conectada ao contexto operacional e estratégico da organização para que possa efetivamente apoiar decisões.
Essa mudança de perspectiva é especialmente importante para áreas como Compliance, Risco, Governança, Auditoria e Segurança. À medida que os riscos se tornam mais interdependentes, a capacidade de compartilhar informações e construir uma visão integrada passa a ser parte relevante da própria estratégia de gestão.
É justamente nesse cenário que temas como inteligência artificial, análise preditiva, governança de dados e tomada de decisão ganham espaço nas discussões sobre o futuro do Compliance — e ajudam a explicar a amplitude dos assuntos que chegam à quinta edição do upLexis Experience.
O que a evolução das cinco edições do upLexis Experience revela sobre as mudanças nas prioridades do mercado
A evolução da agenda do upLexis Experience acompanha uma transformação mais ampla no ambiente corporativo. Temas como Compliance, tecnologia, gestão de riscos, dados e inteligência artificial deixaram de ser discutidos de forma separada e passaram a fazer parte de uma mesma agenda estratégica. Os dados da Global Compliance Survey 2025, da PwC, ajudam a dimensionar essa mudança: o levantamento ouviu 1.802 executivos de 63 territórios, incluindo profissionais de Compliance, Risco, Auditoria, Jurídico e lideranças empresariais.
Tecnologia deixa de ser apoio e passa a fazer parte da estratégia de Compliance
A mudança pode ser observada na própria amplitude da adoção tecnológica. 49% das empresas pesquisadas já utilizam tecnologia em 11 ou mais atividades de Compliance, incluindo treinamento, avaliação de riscos, monitoramento de Compliance e transações, due diligence e reportes regulatórios. Além disso, 82% planejam investir mais em tecnologia para automatizar e otimizar atividades de Compliance.
Os números ajudam a contextualizar uma mudança importante. Tecnologia já não aparece apenas como uma ferramenta complementar para executar determinadas tarefas: ela começa a fazer parte da própria forma como as organizações estruturam seus processos de Compliance e gestão de riscos.
A pesquisa também mostra que os benefícios percebidos vão além da automação. 64% dos respondentes apontaram maior visibilidade dos riscos e das atividades de gestão de riscos como benefício da tecnologia, enquanto 53% citaram identificação e resposta mais rápidas a problemas de Compliance e 46% relataram decisões mais rápidas ou mais confiantes.
Essa transformação ajuda a explicar por que discussões sobre tecnologia, dados e IA passaram a ocupar um espaço cada vez maior na agenda de Compliance. À medida que as ferramentas evoluem, também aumentam as possibilidades — e as responsabilidades — associadas ao seu uso.
A inteligência artificial amplia a discussão sobre o futuro do Compliance
A inteligência artificial representa um novo estágio dessa transformação. 71% dos respondentes acreditam que a IA terá impacto líquido positivo sobre o Compliance. Ao mesmo tempo, a adoção ainda está em processo de expansão: 46% afirmaram estar testando ou utilizando IA em data analytics e análise preditiva, enquanto 36% já fazem o mesmo em detecção de fraude.
O cenário mostra que o debate já não está limitado à pergunta sobre se a tecnologia será utilizada. A discussão passa a envolver como utilizar IA, dados e analytics para antecipar riscos, melhorar decisões e integrar o Compliance à estratégia do negócio.
Essa mudança também aparece na percepção sobre a própria função. A PwC aponta que quase 90% dos respondentes afirmaram que a amplitude das responsabilidades de Compliance aumentou nos três anos anteriores. Ao mesmo tempo, 85% disseram que os requisitos de Compliance se tornaram mais complexos nesse período.
É nesse ambiente de maior complexidade que a evolução temática do upLexis Experience ganha significado. Se as primeiras discussões estavam fortemente relacionadas a Compliance, integridade, riscos e tecnologia, as edições mais recentes passaram a incorporar IA, análise preditiva, governança, cibersegurança, cultura, cadeia de suprimentos e geopolítica.
A quinta edição reflete justamente esse movimento: quanto mais complexos ficam os riscos, mais ampla precisa ser a conversa sobre como identificá-los, interpretá-los e tomar decisões diante deles.
Como a IA generativa está mudando o papel dos profissionais de Compliance e a tomada de decisões
A inteligência artificial generativa já começa a transformar a atuação das áreas de Compliance, alterando a forma como informações são analisadas, riscos são identificados e decisões são apoiadas. A mudança não está apenas na adoção de novas ferramentas, mas também na necessidade de repensar o papel do profissional diante de sistemas capazes de processar grandes volumes de dados e produzir análises em escala.
Uma pesquisa da Compliance Week e da konaAI, realizada com 193 líderes de Compliance, Ética, Risco e Auditoria, mostra que essa transformação já está acontecendo nas organizações. Mais de 83% dos respondentes afirmam que suas organizações já utilizam ferramentas de inteligência artificial, enquanto a adoção de IA generativa aparece como uma das principais frentes desse movimento.
A IA generativa amplia a capacidade de análise das equipes de Compliance
Entre as organizações que já utilizam inteligência artificial, 90% adotaram ferramentas de IA generativa, como ChatGPT e Claude. O levantamento também aponta que 52% utilizam IA agêntica e 51% utilizam grandes modelos de linguagem (LLMs), mostrando que diferentes aplicações da tecnologia já começam a fazer parte das estruturas corporativas.
Para Compliance, esse avanço pode ampliar a capacidade de lidar com informações e apoiar atividades que exigem análise contínua. A pesquisa indica que quase 40% das organizações já utilizam IA para avaliação e monitoramento de riscos, enquanto aproximadamente 61% pretendem ampliar esse uso.
O efeito percebido também aparece na rotina das equipes. 84% dos líderes afirmam que a IA tornou seus departamentos mais eficientes e 49% afirmam que a tecnologia tornou a tomada de decisões melhor e mais rápida.
Esse cenário desloca parte do trabalho do profissional de Compliance. Em vez de concentrar esforços apenas na coleta e tratamento das informações, a equipe passa a dedicar mais atenção à interpretação dos resultados, avaliação de contexto e julgamento sobre os riscos identificados. A tecnologia pode acelerar a análise, mas a decisão sobre o que fazer com aquela informação continua exigindo critérios e responsabilidade.
A expansão da IA aumenta a importância da governança e do julgamento humano
A velocidade da adoção também revela um desafio: mais de 83% das organizações pesquisadas já utilizam IA, mas apenas cerca de 25% afirmam ter uma estrutura robusta de governança para a tecnologia. A diferença mostra que incorporar a tecnologia e estabelecer mecanismos adequados para controlá-la são movimentos que nem sempre avançam no mesmo ritmo.
Entre os obstáculos identificados estão questões relacionadas aos próprios fundamentos necessários para uma utilização confiável da IA. Quase 66% dos líderes apontam problemas relacionados à qualidade ou ao acesso aos dados, enquanto 54% mencionam a falta de conhecimento especializado em IA e 46% apontam questões de privacidade e segurança dos dados.
Nesse contexto, Compliance passa a ter participação cada vez mais relevante na definição de regras, controles, responsabilidades e critérios para utilização da inteligência artificial. A questão deixa de ser apenas se determinada tecnologia pode aumentar a eficiência e passa a envolver também a qualidade dos dados utilizados, a segurança das informações, a supervisão dos resultados e os limites para decisões apoiadas por algoritmos.
É justamente nessa combinação que o julgamento humano permanece central. A IA pode ampliar a capacidade de análise e acelerar respostas, mas não elimina a necessidade de interpretar o contexto, questionar resultados e assumir responsabilidade pelas decisões. Para o Compliance, isso representa uma mudança importante: acompanhar a tecnologia passa a significar também participar ativamente de sua governança.
Por que o julgamento humano, a ética e a cultura continuam relevantes em um ambiente cada vez mais orientado por algoritmos
A expansão da inteligência artificial nas organizações não elimina a necessidade de julgamento humano. Ao contrário, quanto mais decisões passam a contar com o apoio de algoritmos, maior se torna a importância de compreender em quais situações a tecnologia pode apoiar uma decisão e em quais o contexto, a ética e a experiência humana continuam indispensáveis.
Essa questão também está relacionada ao nível de confiança que empresas e pessoas depositam na IA. A 28ª CEO Survey da PwC Brasil mostra que 51% dos CEOs brasileiros afirmam ter alta confiança na integração da IA aos processos essenciais de suas empresas, enquanto, entre consumidores, a confiança varia de acordo com o tipo de tarefa. (pwc.com.br)
A confiança na IA varia conforme o impacto da decisão
A aceitação da inteligência artificial não é uniforme. Segundo a pesquisa da PwC Brasil, 62% dos consumidores brasileiros confiam na IA para realizar tarefas simples, mas esse percentual cai para 23% quando a tecnologia é utilizada em situações relacionadas à assistência à saúde. (pwc.com.br)
A diferença evidencia que a percepção sobre a tecnologia está diretamente relacionada ao contexto em que ela é utilizada. Em tarefas de menor impacto, a automação pode ser percebida como uma forma de ganhar velocidade e praticidade. Em decisões mais sensíveis, entretanto, a confiança passa a depender também de fatores como transparência, responsabilidade, possibilidade de revisão e participação humana.
Para as áreas de Compliance e gestão de riscos, essa distinção é particularmente importante. Uma recomendação produzida por um sistema pode ajudar a identificar padrões ou priorizar situações que merecem investigação, mas isso não significa que o resultado deva ser tratado automaticamente como uma decisão final.
A tecnologia pode ampliar a capacidade analítica da organização; o julgamento humano continua necessário para interpretar circunstâncias, ponderar consequências e avaliar situações que não podem ser reduzidas apenas a padrões identificados nos dados.
Ética e cultura continuam determinando como a tecnologia é utilizada
O desafio não está apenas na precisão de uma ferramenta de IA, mas também na maneira como seus resultados são incorporados aos processos da organização. A PwC destaca riscos associados à utilização da inteligência artificial, incluindo respostas imprecisas, vieses, conteúdo ofensivo e questões relacionadas à propriedade intelectual, reforçando a necessidade de uma adoção responsável da tecnologia. (pwc.com.br)
Isso coloca ética e cultura organizacional no centro da discussão. Mesmo quando uma ferramenta apresenta uma resposta aparentemente objetiva, a decisão sobre utilizá-la, questioná-la ou descartá-la depende das regras, valores e responsabilidades estabelecidos pela organização.
Nesse sentido, uma cultura de Compliance não pode ser substituída por algoritmos. Ela precisa orientar justamente a forma como esses algoritmos são utilizados: quais informações podem ser processadas, quais decisões exigem revisão humana, como possíveis vieses são identificados e quem responde pelos resultados.
A inteligência artificial pode transformar a velocidade e a escala das análises, mas não transforma uma decisão automaticamente em uma decisão ética. A tecnologia fornece novas capacidades; cabe à organização estabelecer os critérios que determinam como essas capacidades serão utilizadas. Essa combinação entre tecnologia, julgamento humano e cultura organizacional ajuda a explicar por que o fator humano continua ocupando espaço central na agenda do Compliance.
Como crime organizado, cadeia de suprimentos e relações empresariais ampliam os desafios para a gestão de riscos
O risco empresarial não termina na relação direta com um fornecedor, cliente ou parceiro. Em um ambiente no qual organizações criminosas podem utilizar estruturas empresariais, relações comerciais e cadeias produtivas para inserir recursos e atividades ilícitas na economia formal, a capacidade de identificar conexões passa a ser parte importante da gestão de riscos.
Um guia publicado em abril de 2026 pela ICC Brasil, com colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU), trata justamente desse desafio e destaca que a presença do crime organizado pode alcançar cadeias produtivas, fornecedores e clientes, exigindo das empresas processos mais estruturados de prevenção, monitoramento e resposta.
O risco pode estar além da relação direta com a empresa
O avanço do crime organizado sobre a economia formal amplia a necessidade de olhar para as relações que cercam uma organização. O guia estima que organizações criminosas movimentaram cerca de R$ 350 bilhões entre 2022 e 2024, indicando uma dimensão que ultrapassa situações isoladas e pode produzir efeitos sobre concorrência, arrecadação e integridade dos mercados.
O documento aponta que grupos criminosos podem utilizar estruturas societárias complexas, operações de M&A, holdings, fundos de investimento, fintechs, franquias e outros veículos empresariais como mecanismos para integrar recursos ilícitos à economia formal.
Esse cenário muda a perspectiva tradicional de análise. Conhecer a empresa com a qual se mantém uma relação comercial continua sendo importante, mas pode não ser suficiente para compreender todo o risco envolvido. Beneficiários finais, sócios, intermediários, fornecedores, subcontratados e outras conexões da cadeia podem revelar informações relevantes para uma avaliação mais completa.
O próprio guia destaca que ainda existem fragilidades na capacidade das empresas de identificar conexões suspeitas ao longo da cadeia de valor, reforçando a importância de avaliações periódicas, controles internos e monitoramento contínuo.
Cadeias complexas exigem monitoramento contínuo e visão integrada
Quanto mais extensa e fragmentada é uma cadeia de negócios, maior pode ser o número de pontos que precisam ser considerados na análise. O guia identifica, especialmente em atividades industriais, cadeias produtivas longas e fragmentadas, multiplicidade de terceirizados e subcontratados, dados distribuídos em sistemas pouco interoperáveis e informações de fornecedores de qualidade irregular como fatores que dificultam os controles tradicionais.
O problema não está apenas em descobrir uma irregularidade depois que ela acontece. Relações indiretas com atividades ilícitas podem gerar perdas financeiras, implicações jurídicas, danos reputacionais, impactos sobre a continuidade das operações e comprometimento da integridade de toda a cadeia.
Por isso, a gestão de riscos precisa incorporar mecanismos capazes de acompanhar as relações empresariais ao longo do tempo. O guia recomenda que as empresas mantenham processos estruturados e periódicos de avaliação de riscos, instrumentos de gestão, controles internos e mecanismos de monitoramento de possíveis red flags ao longo da cadeia de valor.
A discussão também aproxima diretamente esse tema do papel do Compliance. Em vez de atuar somente diante de uma suspeita concreta, a área passa a contribuir para mapear conexões, identificar sinais de alerta, compreender mudanças no perfil de terceiros e apoiar decisões antes que um risco se materialize. É uma mudança que ajuda a explicar por que investigações, inteligência e monitoramento contínuo ganham espaço na agenda contemporânea de gestão de riscos.
Por que geopolítica e soberania de dados passaram a fazer parte da agenda de Compliance e governança
A transformação digital ampliou a dependência das empresas em relação a dados, infraestrutura tecnológica, serviços em nuvem e fornecedores especializados. Ao mesmo tempo, conflitos comerciais, disputas regulatórias e mudanças nas relações entre países passaram a afetar diretamente essas estruturas. Dados e tecnologia deixaram de ser apenas questões operacionais e passaram a fazer parte das decisões estratégicas das organizações.
Esse movimento já aparece nas prioridades das empresas brasileiras. Na edição 2026 da pesquisa Global Digital Trust Insights, da PwC, quase 70% dos líderes de negócios e tecnologia brasileiros colocam os investimentos em proteção contra riscos cibernéticos entre as três principais prioridades estratégicas em razão das incertezas geopolíticas. O resultado mostra como o ambiente geopolítico começa a influenciar decisões relacionadas à tecnologia, segurança e proteção de informações.
O risco geopolítico passa a influenciar decisões sobre tecnologia e dados
A relação entre geopolítica e tecnologia se torna mais evidente quando empresas precisam avaliar onde seus dados são armazenados, quais fornecedores sustentam sua infraestrutura e quais jurisdições podem ter influência sobre essas operações. Uma mudança regulatória ou uma tensão entre países pode produzir consequências que ultrapassam a esfera diplomática e alcançar serviços digitais, cadeias tecnológicas, segurança da informação e continuidade operacional.
No Brasil, esse movimento também aparece nas decisões dos executivos. 77% dos CEOs brasileiros afirmam que pretendem reforçar a segurança cibernética em toda a empresa em resposta aos riscos geopolíticos, segundo a CEO Survey 2026 da PwC.
O dado ajuda a mostrar por que a geopolítica passou a fazer parte das discussões de Compliance e governança. Quando acontecimentos externos podem alterar a exposição da organização a ataques, restrições tecnológicas, mudanças regulatórias ou dependências de fornecedores, avaliar riscos deixa de significar olhar apenas para dentro da empresa.
Nesse contexto, decisões sobre tecnologia também precisam considerar dependências e vulnerabilidades. A escolha de um fornecedor de nuvem, por exemplo, não envolve somente preço, capacidade técnica e disponibilidade do serviço. Questões como jurisdição, localização dos dados, legislação aplicável, controles de segurança e dependência de determinados fornecedores podem fazer parte da avaliação de risco.
Soberania de dados amplia a responsabilidade do Compliance
A discussão sobre soberania de dados surge justamente dessa combinação entre informação, tecnologia e jurisdição. Para as organizações, conhecer onde os dados estão, quem pode acessá-los, sob quais leis estão submetidos e quais empresas controlam a infraestrutura utilizada para armazená-los e processá-los passa a ser relevante para a gestão de riscos.
Isso também ajuda a explicar por que segurança cibernética e governança de dados deixam de ser assuntos restritos às equipes de tecnologia. Quando quase 70% dos líderes brasileiros colocam a proteção contra riscos cibernéticos entre as três principais prioridades estratégicas diante das incertezas geopolíticas, a questão passa a envolver também áreas responsáveis por Compliance, riscos, jurídico, privacidade e governança. (PwC Brasil)
A atuação do Compliance, nesse cenário, pode contribuir para conectar essas diferentes dimensões. Privacidade, segurança, continuidade, fornecedores, legislação e exposição geopolítica deixam de ser avaliações completamente isoladas e passam a fazer parte de uma visão integrada sobre o risco empresarial.
É justamente essa mudança de perspectiva que coloca a soberania de dados na agenda estratégica. Em um ambiente no qual decisões tecnológicas podem produzir consequências regulatórias, econômicas e geopolíticas, governar dados significa também compreender as relações de dependência que existem por trás da infraestrutura que os sustenta.
Como a trajetória de mais de 22 anos da upLexis se conecta às transformações discutidas no upLexis Experience
A trajetória de mais de duas décadas da upLexis acontece em paralelo a uma transformação profunda na forma como as empresas utilizam dados, tecnologia e informação para tomar decisões. O que antes estava concentrado em digitalização, conectividade e organização de informações passou gradualmente a incorporar ferramentas de análise, automação e, mais recentemente, inteligência artificial.
Os dados da pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br/NIC.br, ajudam a dimensionar essa mudança. A proporção de empresas brasileiras que utilizam inteligência artificial passou de 13% em 2023 e 2024 para 17% em 2025. Entre as grandes empresas, a transformação foi ainda mais expressiva: a adoção de IA passou de 38% para 50% entre 2024 e 2025.
A transformação digital mudou a relação das empresas com os dados
A evolução da infraestrutura digital ajuda a entender como esse ambiente foi sendo construído. Em 2025, 93% das empresas brasileiras já utilizavam conexão por fibra óptica, contra 87% em 2021. Ao mesmo tempo, ferramentas voltadas à gestão e organização das informações passaram a ocupar espaço maior nas operações empresariais.
Esse processo criou as condições para uma mudança mais ampla: dados que antes precisavam ser principalmente coletados, armazenados e consultados passaram a ser utilizados também para identificar padrões, gerar análises e apoiar decisões.
A própria evolução das tecnologias utilizadas pelas empresas mostra esse movimento. Entre as organizações que utilizam IA, o uso de tecnologias de geração de linguagem natural passou de 20% em 2024 para 30% em 2025. O avanço demonstra que a inteligência artificial começa a ocupar uma posição diferente daquela das ferramentas tradicionais de tecnologia: ela passa a participar diretamente da produção e interpretação de informações.
É nesse contexto que a trajetória da upLexis se conecta aos temas discutidos pelo Experience. Ao longo de mais de 22 anos, dados, informação e tecnologia passaram a ocupar papéis cada vez mais estratégicos nas organizações, acompanhando uma transformação que hoje chega à inteligência artificial, à análise preditiva e à automação.
A inteligência artificial representa uma nova etapa dessa transformação
O avanço recente da IA não acontece de forma isolada. Ele representa uma nova etapa de um processo de digitalização que vem alterando a maneira como as empresas trabalham com informação. O salto observado entre 2024 e 2025 é particularmente significativo entre organizações maiores: nas grandes empresas brasileiras, a adoção de IA cresceu de 38% para 50% em apenas um ano.
Essa mudança ajuda a contextualizar a evolução dos assuntos presentes no upLexis Experience. À medida que a tecnologia se tornou mais presente nos processos empresariais, as perguntas também mudaram. Não se trata mais apenas de como obter e organizar informações, mas de como utilizá-las para antecipar riscos, apoiar decisões e aumentar a capacidade de resposta das organizações.
A programação da quinta edição acompanha justamente essa transformação. A discussão passa pela inteligência artificial generativa e pelo futuro do Compliance, mas também chega a riscos culturais, julgamento humano, crime organizado, cadeia de suprimentos, geopolítica e soberania de dados. São temas diferentes, mas conectados por uma mesma mudança: a crescente complexidade das relações entre informação, tecnologia, negócios e risco.
Por isso, a trajetória de mais de 22 anos da upLexis pode ser compreendida dentro de uma transformação maior do próprio mercado. Da digitalização dos processos ao uso estratégico de dados e, agora, à inteligência artificial, as organizações passaram a lidar com um volume e uma complexidade de informações cada vez maiores. É justamente esse movimento que ajuda a explicar por que os debates do upLexis Experience também evoluíram — e por que as questões discutidas hoje são diferentes daquelas que estavam no centro da agenda empresarial anos atrás.
O que esperar da quinta edição do upLexis Experience e dos debates sobre os rumos do mercado
Se os temas que chegam ao palco do upLexis Experience refletem as transformações que já estão acontecendo nas organizações, o horizonte dos próximos anos aponta para uma mudança ainda mais profunda. Até 2030, tecnologia, inteligência artificial e novas competências deverão alterar não apenas ferramentas e processos, mas também a forma como empresas identificam riscos, tomam decisões e organizam o trabalho.
O Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, oferece uma perspectiva concreta para esse horizonte. 86% dos empregadores pesquisados esperam que inteligência artificial e tecnologias de processamento de informação transformem seus negócios até 2030. A projeção ajuda a contextualizar por que assuntos como IA generativa, Compliance 5.0, julgamento humano, cultura, investigações e geopolítica estão deixando de ser discussões isoladas e passando a fazer parte de uma mesma agenda de transformação.
O Compliance tende a se tornar mais tecnológico e preditivo
A transformação projetada para os próximos anos deve aumentar a presença da tecnologia em atividades que hoje dependem de processos manuais de análise, monitoramento e avaliação. Isso cria espaço para um Compliance capaz de trabalhar com mais dados, maior velocidade de processamento e ferramentas de inteligência capazes de identificar padrões e sinais de risco.
O próprio relatório aponta que 39% das competências atualmente utilizadas no trabalho deverão ser transformadas ou ficar desatualizadas entre 2025 e 2030. Para áreas como Compliance e gestão de riscos, a mudança significa que a transformação não estará apenas nas ferramentas utilizadas, mas também na maneira como os profissionais trabalham com elas.
É nesse contexto que conceitos como Compliance 5.0 e gestão preditiva de riscos ganham espaço. A tecnologia pode ajudar a identificar sinais antes que um problema se consolide, cruzar informações de diferentes fontes e ampliar a capacidade de monitoramento. O profissional, por sua vez, precisa interpretar esses sinais e transformá-los em ações compatíveis com o contexto do negócio.
A tendência aponta, portanto, para uma área cada vez mais integrada a dados, tecnologia e estratégia empresarial. O Compliance do futuro não será definido apenas pela capacidade de responder a uma ocorrência, mas também pela capacidade de utilizar informação para antecipar cenários e apoiar decisões.
As competências humanas ganham novo peso em um mercado mais automatizado
A expansão da inteligência artificial não significa que todas as decisões poderão ou deverão ser automatizadas. Pelo contrário: em um ambiente no qual sistemas passam a produzir análises, recomendações e conteúdos em escala, competências relacionadas ao julgamento e à interpretação ganham importância.
Entre as competências que o World Economic Forum identifica como relevantes para o período até 2030 estão pensamento analítico, resiliência, flexibilidade, criatividade e letramento tecnológico.
Essa combinação ajuda a explicar a presença do fator humano, da ética e do julgamento na programação do upLexis Experience. Quanto maior a capacidade dos sistemas de produzir respostas, maior também a necessidade de profissionais capazes de questionar essas respostas, compreender suas limitações e avaliar suas consequências.
O mesmo raciocínio se aplica aos demais temas que aparecem na quinta edição. Crime organizado, cadeia de suprimentos, geopolítica e soberania de dados mostram que os riscos empresariais não estão ficando apenas mais tecnológicos — eles também estão ficando mais interconectados.
Até 2030, portanto, a transformação discutida no Experience tende a exigir uma combinação cada vez mais estreita entre inteligência artificial, dados, governança, competências humanas e capacidade de antecipação. Mais do que prever exatamente como será o mercado, olhar para esse horizonte ajuda a compreender quais perguntas as organizações já precisam começar a responder hoje.
Como a upLexis conecta dados, tecnologia e inteligência para apoiar organizações diante de novos desafios
Dados estruturados para uma visão mais ampla dos riscos
A complexidade crescente dos riscos exige que as organizações tenham acesso a informações confiáveis e consigam transformá-las em inteligência para a tomada de decisão. Nesse contexto, a atuação da upLexis parte de um elemento central: conectar dados, tecnologia e inteligência para apoiar processos de análise, investigação, Compliance e gestão de riscos.
Soluções como o upMiner permitem trabalhar com informações de diferentes fontes para ampliar a capacidade de pesquisa e análise. A proposta é transformar grandes volumes de dados em informações que possam ser utilizadas pelas equipes responsáveis por investigar, validar informações, identificar relações e apoiar decisões.
Essa lógica também aparece em soluções voltadas a necessidades específicas. O upScore, por exemplo, evoluiu para um modelo de pontuação parametrizável, permitindo que a organização distribua 100 pontos entre 23 fontes de dados, de acordo com os critérios definidos para sua análise. A mudança representa uma passagem de modelos mais rígidos para uma abordagem na qual a avaliação pode ser adaptada ao contexto e aos critérios de risco de cada operação.
O Comparador Societário amplia essa capacidade para a análise de estruturas empresariais, permitindo comparar informações societárias e identificar mudanças e relações que podem ser relevantes para processos de Compliance, investigação e inteligência empresarial.
Tecnologia e inteligência apoiam decisões mais informadas
A evolução das soluções também acompanha a transformação do próprio mercado. Se os riscos se tornaram mais conectados, as ferramentas utilizadas para analisá-los precisam permitir uma visão igualmente integrada.
É nesse cenário que a tecnologia deixa de ser apenas um recurso operacional e passa a atuar como infraestrutura para inteligência. Dados societários, informações cadastrais, históricos, relacionamentos e diferentes sinais de risco podem ser analisados de maneira mais estruturada, ajudando as equipes a reduzir o trabalho manual e concentrar esforços na interpretação das informações.
A chegada do Foxy IA ao Comparador Societário representa mais um passo nessa direção. A inteligência artificial passa a apoiar a interação com os dados e a exploração das informações, aproximando tecnologia e usuário em processos que antes dependiam de pesquisas e análises realizadas de forma mais fragmentada.
Esse movimento traduz, na prática, uma das principais transformações discutidas ao longo deste artigo: a tecnologia não substitui a inteligência humana, mas pode ampliar sua capacidade de enxergar relações, identificar sinais e tomar decisões com mais informação.
É justamente nessa combinação entre dados, tecnologia, inteligência artificial e conhecimento especializado que a upLexis busca apoiar organizações diante de desafios cada vez mais complexos — da análise de terceiros e estruturas societárias à gestão de riscos, Compliance e investigações.
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FAQ sobre inteligência artificial, Compliance, gestão de riscos e o upLexis Experience
O que é o upLexis Experience?
O upLexis Experience é um evento promovido pela upLexis para reunir profissionais e especialistas em torno de discussões sobre Compliance, gestão de riscos, tecnologia, inteligência artificial, governança e inteligência empresarial. Em 2026, o evento chega à sua quinta edição, ampliando a discussão para temas como IA generativa, Compliance 5.0, julgamento humano, crime organizado, cadeia de suprimentos, geopolítica e soberania de dados.
Quando acontece o upLexis Experience 2026?
A quinta edição do upLexis Experience acontece em 24 de setembro de 2026, no Espaço Unibes, em São Paulo. A programação reúne palestras e debates ao longo do dia, com encerramento previsto para 18h30 e happy hour na sequência.
Quais são os principais temas do upLexis Experience 2026?
A programação aborda temas relacionados às principais transformações que afetam Compliance, riscos e negócios. Entre eles estão inteligência artificial generativa, ética e julgamento humano, Compliance 5.0, riscos culturais, tomada de decisão, crime organizado, supply chain, geopolítica e soberania de dados.
Por que a inteligência artificial está ganhando espaço no Compliance?
A inteligência artificial pode ampliar a capacidade das equipes de Compliance de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, monitorar riscos e apoiar processos de tomada de decisão. Ao mesmo tempo, sua utilização cria novas necessidades relacionadas à governança, segurança, privacidade, qualidade dos dados e supervisão humana.
A inteligência artificial pode substituir profissionais de Compliance?
A IA pode automatizar ou acelerar determinadas tarefas, mas isso não significa que possa substituir integralmente o profissional de Compliance. A atividade envolve interpretação, contexto, julgamento, avaliação de consequências e tomada de decisões, especialmente em situações complexas ou sensíveis.
O que é Compliance 5.0?
Compliance 5.0 representa uma abordagem mais integrada, tecnológica e orientada à antecipação de riscos. Em vez de atuar somente de forma reativa diante de problemas ou não conformidades, a área passa a utilizar dados, inteligência, tecnologia e análise preditiva para identificar sinais de risco e apoiar decisões antes que determinados problemas se concretizem.
Por que o julgamento humano continua importante com o avanço da IA?
Sistemas de inteligência artificial trabalham a partir dos dados, modelos e parâmetros aos quais têm acesso. O profissional precisa avaliar se a informação é adequada, se o resultado faz sentido no contexto e quais consequências podem decorrer de determinada decisão. Por isso, ética, experiência e julgamento continuam sendo componentes importantes da atuação de Compliance.
Qual é a relação entre inteligência artificial e gestão de riscos?
A IA pode contribuir para diferentes etapas da gestão de riscos, incluindo identificação de padrões, análise de informações, monitoramento e priorização de situações que demandam atenção. Sua utilização, porém, precisa estar inserida em uma estrutura de governança que estabeleça critérios, responsabilidades e mecanismos de supervisão.
Por que os riscos corporativos estão ficando mais complexos?
As empresas estão inseridas em redes cada vez mais conectadas de fornecedores, clientes, parceiros, tecnologias, dados e mercados. Uma ocorrência em determinado ponto dessa rede pode produzir efeitos em outras áreas da organização. Além disso, fatores tecnológicos, regulatórios, econômicos, ambientais e geopolíticos passaram a interagir de maneira mais intensa.
Por que conhecer apenas o fornecedor direto pode não ser suficiente?
Uma empresa pode estar exposta a riscos originados em outros níveis de sua cadeia de relacionamento. Subcontratados, fornecedores indiretos, sócios, beneficiários finais e outras conexões empresariais podem revelar informações importantes para compreender a exposição de uma organização.
Como o crime organizado pode afetar empresas legítimas?
Organizações criminosas podem buscar utilizar empresas, estruturas societárias, relações comerciais e cadeias produtivas para movimentar recursos, ocultar atividades ou inserir recursos ilícitos na economia formal. Para as empresas, isso aumenta a importância de processos de diligência, monitoramento e análise de relacionamentos.
O que a cadeia de suprimentos tem a ver com Compliance?
A cadeia de suprimentos concentra uma série de relações que podem gerar exposição financeira, jurídica, reputacional e operacional. Por isso, Compliance pode contribuir para avaliar terceiros, identificar sinais de alerta e acompanhar mudanças relevantes nas relações empresariais ao longo do tempo.
Por que geopolítica passou a fazer parte da agenda de Compliance?
Mudanças geopolíticas podem afetar legislação, comércio internacional, fornecedores, infraestrutura tecnológica, segurança cibernética, disponibilidade de serviços e circulação de dados. Dessa forma, riscos que antes poderiam ser tratados como externos à organização passam a ter impacto direto sobre suas operações.
O que significa soberania de dados?
Soberania de dados está relacionada ao controle e à jurisdição aplicáveis às informações. A discussão envolve aspectos como onde os dados são armazenados e processados, quem controla a infraestrutura, quais leis se aplicam e quais entidades podem ter acesso às informações.
Por que a soberania de dados é importante para o Compliance?
Porque decisões relacionadas a dados e tecnologia podem envolver privacidade, segurança, legislação, fornecedores, jurisdições e continuidade operacional. Compliance pode ajudar a avaliar esses fatores de forma integrada e identificar possíveis riscos antes da contratação ou utilização de determinadas tecnologias e serviços.
Qual é o papel dos dados na gestão moderna de riscos?
Os dados permitem que as organizações tenham uma visão mais ampla das pessoas, empresas, relacionamentos e situações que podem representar risco. Quando estruturados e analisados adequadamente, podem ajudar a identificar padrões, cruzar informações, encontrar conexões e apoiar decisões mais informadas.
Como a tecnologia pode apoiar investigações corporativas?
Ferramentas tecnológicas podem facilitar a coleta, organização, cruzamento e análise de informações, permitindo que equipes de investigação trabalhem com grandes volumes de dados de maneira mais estruturada. A tecnologia pode acelerar a identificação de relações e sinais de alerta, enquanto a análise humana permanece responsável pela interpretação e pelas conclusões.
O que muda no Compliance até 2030?
A tendência é de maior integração entre Compliance, dados, inteligência artificial, análise de riscos e estratégia empresarial. As equipes também deverão desenvolver novas competências para trabalhar com tecnologias capazes de automatizar tarefas e produzir análises em escala, mantendo capacidade de julgamento e supervisão.
Quais competências serão importantes para profissionais de Compliance no futuro?
Além do conhecimento técnico e regulatório, ganham importância competências como pensamento analítico, capacidade de interpretar dados, conhecimento tecnológico, visão estratégica, comunicação, julgamento e capacidade de avaliar riscos em diferentes contextos.
Como a upLexis apoia empresas na gestão de riscos?
A upLexis conecta dados, tecnologia e inteligência por meio de soluções voltadas a diferentes necessidades de análise, investigação e gestão de riscos. Entre suas soluções estão o upMiner, upScore e Comparador Societário, além de recursos que incorporam inteligência artificial para ampliar a interação com informações.
O que é o upMiner?
O upMiner é uma solução da upLexis voltada à pesquisa e análise de informações, permitindo que organizações trabalhem com diferentes fontes de dados para apoiar processos de investigação, Compliance, inteligência e gestão de riscos.
O que é o upScore?
O upScore é uma solução de avaliação e classificação de riscos da upLexis. Sua versão parametrizável permite distribuir critérios entre diferentes fontes de dados, possibilitando que a organização adapte a composição da pontuação às características de sua análise.
O que é o Comparador Societário?
O Comparador Societário é uma solução da upLexis voltada à comparação de informações societárias, ajudando a identificar alterações e relações entre estruturas empresariais que podem ser relevantes para análises de Compliance, investigação e inteligência.
Como a inteligência artificial pode contribuir para análises societárias?
A inteligência artificial pode facilitar a interação com grandes volumes de informações e ajudar o usuário a encontrar, interpretar e relacionar dados de maneira mais ágil. Quando combinada a bases estruturadas e ferramentas especializadas, pode ampliar a capacidade de análise sem eliminar a necessidade de validação humana.
Por que eventos como o upLexis Experience são relevantes para o mercado?
Além de apresentar tendências, eventos especializados criam espaço para troca de experiências, discussão de desafios e reflexão sobre mudanças que podem afetar as organizações. No caso do upLexis Experience, a evolução dos temas ao longo das edições acompanha justamente a ampliação da agenda de Compliance, riscos, tecnologia e inteligência empresarial.
Resumo geral sobre as principais transformações que estão redefinindo a relação entre tecnologia, riscos e tomada de decisão
A quinta edição do upLexis Experience acontece em um momento em que Compliance, gestão de riscos, tecnologia e inteligência empresarial estão cada vez mais conectados. As transformações discutidas ao longo deste artigo mostram que as organizações já não lidam apenas com riscos isolados ou previsíveis: dados, inteligência artificial, relações empresariais, cadeia de suprimentos, fatores humanos e questões geopolíticas passaram a fazer parte de um mesmo ambiente de decisão.
A inteligência artificial é um dos principais elementos dessa transformação. Sua utilização já avança nas empresas e começa a apoiar atividades relacionadas à análise de riscos, monitoramento, identificação de padrões e tomada de decisões. Ao mesmo tempo, a expansão da tecnologia cria novas responsabilidades relacionadas à governança, qualidade dos dados, segurança, privacidade e supervisão humana.
Nesse cenário, o profissional de Compliance também passa por uma mudança de papel. A tecnologia pode automatizar tarefas e ampliar a capacidade de análise, mas não elimina a necessidade de julgamento, contexto e responsabilidade. Quanto maior a participação dos algoritmos nos processos corporativos, maior a importância de estabelecer critérios para interpretar seus resultados e decidir como eles devem ser utilizados.
A própria evolução dos riscos ajuda a explicar essa mudança. Empresas estão inseridas em redes cada vez mais complexas de fornecedores, parceiros, clientes, estruturas societárias e tecnologias. O risco pode estar além da relação direta e pode se manifestar em diferentes pontos de uma cadeia de valor. Por isso, conhecer uma empresa isoladamente pode não ser suficiente para compreender todas as conexões que influenciam sua exposição.
A presença do crime organizado na economia formal amplia ainda mais esse desafio. Estruturas empresariais e relações comerciais podem ser utilizadas para movimentar recursos ou ocultar atividades ilícitas, fazendo com que inteligência, investigação e monitoramento contínuo ganhem importância na gestão de riscos.
Ao mesmo tempo, a geopolítica passou a influenciar decisões que antes poderiam ser tratadas exclusivamente como questões tecnológicas. Dados, infraestrutura digital, fornecedores de tecnologia, segurança cibernética e jurisdições estão conectados a decisões estratégicas e podem afetar a continuidade e a segurança das operações.
O horizonte até 2030 reforça a dimensão dessa transformação. A inteligência artificial e as tecnologias de processamento de informação devem continuar alterando processos, funções e competências. Isso não significa apenas mais automação: significa também a necessidade de profissionais capazes de combinar conhecimento de negócio, pensamento analítico, tecnologia, ética e capacidade de julgamento.
É nesse contexto que a trajetória do upLexis Experience ganha significado. Ao longo de suas cinco edições, o evento acompanha uma agenda que deixou de estar concentrada apenas em Compliance e controles tradicionais e passou a incorporar inteligência artificial, cultura, riscos emergentes, investigações, cadeia de suprimentos, geopolítica e soberania de dados.
A quinta edição representa, portanto, mais do que a continuidade de um evento. Ela reflete uma pergunta maior para as organizações: como tomar decisões melhores em um ambiente no qual os riscos estão mais conectados, os dados são mais abundantes e a tecnologia participa cada vez mais dos processos de negócio?
A resposta passa por uma combinação entre dados confiáveis, tecnologia, inteligência, governança e pessoas preparadas para interpretar contextos e assumir decisões. É justamente nessa interseção que o futuro do Compliance e da gestão de riscos começa a ser construído — e é também onde os debates do upLexis Experience encontram seu principal propósito.
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