Brasil registra 4 golpes por minuto. O que esse cenário revela sobre a gestão de riscos nas empresas?
Atualizado em 31 de julho de 26 | Geral por
O Brasil registrou, em média, quatro golpes por minuto em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O dado reforça uma realidade preocupante: as fraudes evoluíram, ganharam escala e passaram a explorar tecnologias cada vez mais sofisticadas para atingir vítimas em todo o país. Embora muitas dessas ocorrências tenham como alvo pessoas físicas, seus impactos também se estendem ao ambiente corporativo.
Para as empresas, esse cenário representa um desafio que vai além da segurança da informação. Golpes envolvendo fornecedores, parceiros, clientes e até colaboradores podem resultar em prejuízos financeiros, danos à reputação e riscos regulatórios. Em um ambiente de negócios cada vez mais conectado, identificar ameaças antes que elas se concretizem tornou-se uma prioridade estratégica.
Diante desse contexto, fortalecer a gestão de riscos é fundamental para reduzir vulnerabilidades e tomar decisões mais seguras. Compreender como os golpes evoluem, quais tecnologias estão sendo utilizadas e quais sinais podem indicar riscos permite que empresas adotem uma postura mais preventiva diante de um cenário em constante transformação.
Neste artigo, você entenderá o que o aumento dos golpes revela sobre a evolução das fraudes, como a tecnologia contribuiu para tornar esses crimes mais sofisticados e quais práticas podem ajudar empresas a fortalecer sua estratégia de prevenção e gestão de riscos.
Guia rápido: aqui você vai encontrar
- O que o aumento dos golpes revela sobre a evolução das fraudes no Brasil;
- Como a tecnologia impulsionou uma nova geração de golpes;
- Quais são os principais riscos para empresas em um cenário de fraudes cada vez mais sofisticadas;
- Como a inteligência de dados fortalece a prevenção de fraudes;
- O que empresas podem fazer para reduzir sua exposição a golpes e fraudes;
- Como construir uma estratégia mais eficiente de gestão de riscos;
- O futuro da prevenção de fraudes diante da evolução tecnológica;
- Como a upLexis ajuda empresas a prevenir fraudes e fortalecer a gestão de riscos;
- F.A.Q. sobre golpes, fraudes e gestão de riscos;
- Resumo sobre o que o aumento dos golpes revela para a gestão de riscos nas empresas.
O que o aumento dos golpes revela sobre a evolução das fraudes no Brasil
O Brasil registrou, em média, quatro golpes por minuto em 2025, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Mais do que um indicador da criminalidade, esse dado evidencia uma mudança importante no cenário das fraudes: elas se tornaram mais frequentes, sofisticadas e impulsionadas pela transformação digital.
Se antes muitos golpes dependiam de abordagens presenciais ou de ações pontuais, hoje criminosos utilizam tecnologia para atingir milhares de vítimas simultaneamente, explorando redes sociais, aplicativos de mensagens, vazamentos de dados e recursos de inteligência artificial. Como consequência, as fraudes passaram a evoluir na mesma velocidade das ferramentas digitais.
Essa mudança não afeta apenas consumidores. Empresas de todos os segmentos passaram a conviver com riscos relacionados a fornecedores, parceiros comerciais, clientes e até colaboradores, tornando a prevenção uma necessidade estratégica para reduzir perdas financeiras, proteger a reputação e fortalecer a governança corporativa.
Compreender essa evolução é o primeiro passo para desenvolver estratégias capazes de antecipar riscos e identificar sinais de alerta antes que eles comprometam as operações do negócio.
A transformação digital mudou a forma como as fraudes acontecem
O avanço da tecnologia trouxe mais agilidade para empresas e consumidores, mas também ampliou as possibilidades de atuação dos criminosos. Processos digitais, transações online e a facilidade de acesso à informação criaram um ambiente onde golpes podem ser aplicados em larga escala, com custos reduzidos e maior potencial de impacto.
Essa transformação fez com que as fraudes deixassem de ser eventos isolados para se tornarem operações cada vez mais estruturadas e sofisticadas. Hoje, golpes utilizam engenharia social, perfis falsos, documentos adulterados e até conteúdos gerados por inteligência artificial para transmitir credibilidade e dificultar a identificação de irregularidades.
Empresas precisam adaptar sua gestão de riscos a esse novo cenário
A evolução das fraudes demonstra que prevenir riscos exige mais do que controles tradicionais. Processos baseados apenas em verificações pontuais ou validações manuais tendem a ser insuficientes diante de um ambiente em constante transformação.
Por isso, organizações que desejam reduzir sua exposição a golpes precisam investir em processos capazes de identificar inconsistências, validar informações e acompanhar continuamente possíveis sinais de risco. Quanto mais sofisticadas se tornam as fraudes, maior é a importância de utilizar inteligência e dados confiáveis para apoiar a tomada de decisão e fortalecer a gestão de riscos.
Como a tecnologia impulsionou uma nova geração de golpes
A transformação digital trouxe ganhos importantes para empresas e consumidores, mas também ampliou as oportunidades para a atuação de criminosos. Com transações realizadas em poucos cliques, compartilhamento constante de informações e o uso intensivo de aplicativos de mensagens e redes sociais, os golpes passaram a ser executados com mais rapidez, escala e capacidade de adaptação.
Esse cenário já se reflete na realidade dos brasileiros. Segundo a Pesquisa de Tecnologia Bancária 2025, da FEBRABAN, 39% da população afirma já ter sido vítima de golpe ou tentativa de golpe envolvendo contas bancárias ou cartões, o maior percentual registrado pela entidade. O dado evidencia como as fraudes digitais deixaram de ser situações pontuais para se tornarem um desafio cotidiano.
Para as empresas, isso significa lidar com ameaças cada vez mais sofisticadas, capazes de explorar vulnerabilidades tecnológicas e comportamentais. Afinal, quanto maior a digitalização das relações comerciais, maior também tende a ser a superfície de exposição a tentativas de fraude.
A engenharia social se tornou uma das principais armas dos criminosos
Ao contrário do que muitos imaginam, boa parte dos golpes atuais não depende de técnicas avançadas de invasão. Em muitos casos, o principal alvo é o comportamento humano. Criminosos utilizam engenharia social para induzir vítimas a compartilhar informações, realizar transferências ou conceder acessos, explorando senso de urgência, confiança ou medo.
Golpes por WhatsApp, falsas centrais de atendimento, perfis clonados e mensagens que simulam comunicações oficiais são exemplos de estratégias que ganharam força justamente porque conseguem reproduzir situações aparentemente legítimas. A tecnologia potencializa essas abordagens, tornando-as mais convincentes e difíceis de identificar.
A velocidade das fraudes exige respostas igualmente inteligentes
Outro aspecto que diferencia a nova geração de golpes é a rapidez com que surgem novas modalidades. Técnicas que hoje são eficazes podem ser substituídas em poucas semanas por abordagens mais sofisticadas, dificultando a atuação baseada apenas em procedimentos manuais ou experiências anteriores.
Nesse contexto, a prevenção precisa evoluir na mesma velocidade das ameaças. Empresas que monitoram dados, validam informações de forma contínua e utilizam inteligência para identificar sinais de risco conseguem reduzir sua exposição a fraudes e tomar decisões com mais segurança diante de um cenário em constante transformação.
Quais são os principais riscos para empresas em um cenário de fraudes cada vez mais sofisticadas
À medida que as fraudes se tornam mais frequentes e complexas, seus impactos deixam de se limitar às perdas financeiras imediatas. Hoje, um único incidente pode comprometer a continuidade das operações, afetar a reputação da organização e gerar consequências regulatórias, jurídicas e comerciais de longo prazo.
Esse cenário é refletido nos números. De acordo com o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, o Brasil registrou 11.509.214 tentativas de fraude em 2024, um crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior, o equivalente a uma tentativa a cada 2,8 segundos.
Para as empresas, esses números demonstram que a fraude deixou de ser um risco eventual para se tornar um desafio permanente. Quanto maior a dependência de processos digitais e do relacionamento com terceiros, maior também é a necessidade de identificar vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas.
Nesse contexto, a gestão de riscos passa a ter um papel estratégico, permitindo que organizações antecipem ameaças, fortaleçam seus controles e reduzam sua exposição a eventos que podem comprometer a sustentabilidade do negócio.
Os impactos vão muito além do prejuízo financeiro
Embora as perdas econômicas sejam uma das consequências mais visíveis, os efeitos de uma fraude podem atingir diferentes áreas da organização. Vazamentos de dados, interrupções operacionais, processos judiciais, sanções regulatórias e danos à reputação podem comprometer a confiança de clientes, investidores e parceiros de negócios.
Além disso, em setores regulados, falhas na prevenção de fraudes podem gerar questionamentos relacionados à governança, aos programas de compliance e à capacidade da empresa de demonstrar diligência na identificação e mitigação de riscos.
Os riscos podem surgir em qualquer etapa da cadeia de relacionamento
As ameaças atuais não estão restritas ao ambiente interno das empresas. Clientes, fornecedores, parceiros comerciais, prestadores de serviços e demais terceiros podem representar pontos de vulnerabilidade quando processos de validação e monitoramento não são suficientemente robustos.
Por isso, uma gestão de riscos eficiente precisa considerar todo o ecossistema de relacionamentos da organização. Avaliar informações de forma contínua, identificar inconsistências e acompanhar possíveis sinais de alerta contribui para decisões mais seguras e reduz a probabilidade de que tentativas de fraude evoluam para impactos concretos no negócio.
Como a inteligência de dados fortalece a prevenção de fraudes
O aumento das fraudes demonstra que reagir depois que um problema acontece já não é suficiente. Em um ambiente onde criminosos utilizam tecnologia para agir com rapidez e explorar vulnerabilidades em diferentes etapas da cadeia de relacionamento, a prevenção depende da capacidade de identificar sinais de risco antes que eles se transformem em incidentes.
Esse movimento já é percebido pelas próprias organizações. De acordo com a Pesquisa Global sobre Fraudes e Crimes Econômicos 2024, da PwC Brasil, 59% das empresas realizaram uma avaliação abrangente de riscos de fraude nos últimos 12 meses, enquanto 72% afirmam que seus conselhos de administração recebem informações regularmente sobre ações de investigação e mitigação desses riscos.
Esses números mostram que a prevenção deixou de ser uma atividade operacional para ocupar uma posição estratégica dentro das empresas. Nesse contexto, a inteligência de dados se torna um dos principais diferenciais para apoiar decisões mais seguras, reduzir vulnerabilidades e fortalecer programas de gestão de riscos.
Dados transformam informações dispersas em inteligência para decisão
Empresas lidam diariamente com um grande volume de informações provenientes de clientes, fornecedores, parceiros, processos internos e fontes públicas. Quando analisados de forma isolada, esses dados dificilmente revelam riscos relevantes. Porém, quando são integrados e contextualizados, tornam-se uma ferramenta poderosa para identificar inconsistências e padrões que poderiam passar despercebidos.
A inteligência de dados permite transformar grandes volumes de informação em conhecimento acionável, oferecendo uma visão mais ampla sobre pessoas físicas, empresas e relacionamentos. Dessa forma, as organizações conseguem realizar avaliações mais consistentes antes de aprovar cadastros, fechar contratos ou iniciar novas parcerias comerciais.
Monitoramento contínuo amplia a capacidade de prevenir riscos
A gestão de riscos não deve ocorrer apenas no momento da contratação de um fornecedor ou da abertura de um relacionamento comercial. Mudanças societárias, processos judiciais, sanções, notícias negativas e outros eventos podem surgir a qualquer momento, alterando significativamente o nível de risco de uma empresa ou de um parceiro.
Por isso, o monitoramento contínuo se tornou um componente essencial da prevenção de fraudes. Ao acompanhar alterações relevantes em tempo real e identificar sinais de alerta de forma antecipada, as organizações conseguem agir com mais rapidez, revisar decisões quando necessário e reduzir a probabilidade de que pequenos indícios evoluam para problemas com impactos financeiros, operacionais ou reputacionais.
O que empresas podem fazer para reduzir sua exposição a golpes e fraudes
Embora seja impossível eliminar completamente o risco de fraudes, as empresas podem adotar práticas capazes de reduzir significativamente sua exposição. Mais do que responder a incidentes, o foco deve estar na construção de processos preventivos, capazes de identificar vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas.
Os resultados dessa abordagem são comprovados por dados. Segundo o Occupational Fraud 2024: A Report to the Nations, da ACFE, organizações que adotam controles como análise proativa de dados, canais de denúncia e auditorias-surpresa registram reduções superiores a 50% tanto nas perdas financeiras quanto no tempo necessário para identificar fraudes, em comparação às que não utilizam esses mecanismos.
Esse cenário demonstra que investir em prevenção não significa apenas reduzir prejuízos. Também representa fortalecer a governança, aumentar a segurança das operações e criar condições para que decisões sejam tomadas com base em informações mais confiáveis.
A prevenção começa antes mesmo de uma fraude acontecer
Grande parte das vulnerabilidades pode ser reduzida antes mesmo do início de um relacionamento comercial. Processos estruturados de validação de clientes, fornecedores, parceiros e terceiros permitem identificar inconsistências cadastrais, vínculos de risco, histórico de processos, sanções e outras informações relevantes para a tomada de decisão.
Quanto mais criteriosa for essa etapa de análise, menores tendem a ser as chances de que uma organização estabeleça relações comerciais com pessoas ou empresas que possam representar riscos financeiros, jurídicos ou reputacionais.
Controles contínuos tornam a gestão de riscos mais eficiente
A prevenção não deve ocorrer apenas na entrada de um novo cliente ou fornecedor. Alterações societárias, mudanças cadastrais, processos judiciais, notícias negativas e sanções podem surgir ao longo de toda a relação comercial, modificando significativamente o perfil de risco de um terceiro.
Por isso, combinar monitoramento contínuo, inteligência de dados e processos de revisão periódica permite que as empresas identifiquem sinais de alerta com antecedência, atuem de forma preventiva e reduzam a probabilidade de que pequenos indícios evoluam para fraudes capazes de gerar impactos financeiros, operacionais e reputacionais.
Como construir uma estratégia mais eficiente de gestão de riscos
A gestão de riscos deixou de ser uma atividade voltada apenas ao cumprimento de exigências regulatórias. Em um cenário marcado pela evolução das fraudes, pela transformação digital e pelo aumento das responsabilidades relacionadas à governança, as organizações passaram a incorporar o gerenciamento de riscos como parte da estratégia de negócios e da tomada de decisões.
Esse movimento já pode ser observado no mercado brasileiro. Segundo a 10ª edição do Estudo de Gerenciamento de Riscos da KPMG Brasil, 82% das empresas abertas analisadas informam possuir uma área dedicada ao gerenciamento de riscos, reflexo da crescente preocupação com a identificação, avaliação e tratamento de ameaças que podem comprometer os objetivos da organização.
Mais do que criar estruturas específicas, construir uma estratégia eficiente significa integrar a gestão de riscos à rotina da empresa, tornando-a um processo contínuo, orientado por dados e capaz de acompanhar as constantes mudanças no ambiente de negócios.
A gestão de riscos deve fazer parte da estratégia da empresa
Uma estratégia eficiente não se limita a responder incidentes quando eles acontecem. Ela estabelece processos para identificar riscos, definir responsabilidades, acompanhar indicadores e revisar continuamente as medidas adotadas, permitindo que decisões sejam tomadas com base em critérios objetivos e alinhados aos objetivos da organização.
Quando a gestão de riscos está integrada à estratégia corporativa, a empresa amplia sua capacidade de antecipar cenários, reduzir vulnerabilidades e responder de forma mais rápida a mudanças regulatórias, operacionais ou de mercado. Esse alinhamento também fortalece a governança e aumenta a confiança de clientes, investidores e parceiros comerciais.
Tecnologia e inteligência de dados tornam a gestão mais eficiente
O volume de informações produzido pelas organizações torna inviável depender exclusivamente de análises manuais. Dados cadastrais, processos judiciais, sanções, alterações societárias, notícias e diversas outras fontes precisam ser consolidados para que riscos sejam identificados com agilidade e precisão.
Nesse contexto, a tecnologia e a inteligência de dados ampliam a capacidade das empresas de monitorar informações relevantes, detectar sinais de alerta e apoiar decisões mais seguras. Ao transformar grandes volumes de dados em inteligência acionável, as organizações fortalecem sua gestão de riscos e criam uma estrutura mais preparada para prevenir fraudes, reduzir impactos e sustentar o crescimento do negócio.
Como a upLexis ajuda empresas a prevenir fraudes e fortalecer a gestão de riscos
A prevenção de fraudes exige muito mais do que consultas pontuais. Empresas precisam transformar dados em inteligência para identificar riscos, apoiar decisões estratégicas e agir antes que uma ameaça gere impactos para o negócio. Esse processo depende da capacidade de reunir informações confiáveis, analisá-las de forma integrada e monitorar continuamente mudanças que possam alterar o perfil de risco de pessoas, empresas e terceiros.
É justamente nesse contexto que a upLexis atua. Suas soluções foram desenvolvidas para apoiar organizações na realização de processos de due diligence, compliance, prevenção de fraudes e gestão de riscos, oferecendo uma visão mais completa sobre clientes, fornecedores, parceiros comerciais e demais relacionamentos estratégicos.
Ao transformar grandes volumes de dados em inteligência acionável, a plataforma permite que empresas reduzam vulnerabilidades, fortaleçam seus processos de análise e tomem decisões com mais segurança ao longo de toda a jornada de relacionamento com terceiros.
Uma visão mais completa para apoiar a tomada de decisão
Avaliar riscos exige analisar diferentes informações que, muitas vezes, estão distribuídas em diversas bases de dados. Esse processo pode ser demorado, aumentar a possibilidade de falhas e dificultar uma análise realmente abrangente sobre pessoas e empresas.
Com a upLexis, informações provenientes de múltiplas fontes são consolidadas em uma única plataforma, facilitando a identificação de processos judiciais, vínculos societários, sanções, notícias, listas restritivas e outros indicadores relevantes para uma análise mais consistente e fundamentada.
Monitoramento contínuo para acompanhar mudanças de risco
A gestão de riscos não termina após a aprovação de um cadastro ou a realização de uma due diligence. O perfil de risco de um cliente, fornecedor ou parceiro pode mudar ao longo do tempo, tornando essencial acompanhar novas informações que possam impactar a relação comercial.
Por isso, a upLexis também oferece recursos de monitoramento contínuo, permitindo que empresas sejam alertadas sobre mudanças relevantes e atuem de forma preventiva. Dessa forma, é possível fortalecer programas de compliance, reduzir a exposição a fraudes e manter a gestão de riscos alinhada à dinâmica do ambiente de negócios.
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F.A.Q. sobre golpes, fraudes e gestão de riscos
O que é considerado uma fraude?
Fraude é qualquer ação praticada com o objetivo de obter vantagem indevida por meio de engano, falsificação, omissão de informações ou manipulação de dados. Ela pode envolver pessoas físicas, empresas ou organizações e causar prejuízos financeiros, operacionais, jurídicos e reputacionais.
Qual é a diferença entre golpe e fraude?
Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, eles possuem diferenças. O golpe normalmente está relacionado à ação utilizada para enganar a vítima, enquanto a fraude representa o ato ilícito em si, geralmente envolvendo falsidade, manipulação de informações ou obtenção de vantagem indevida.
Quais são os golpes mais comuns atualmente?
Entre os golpes mais recorrentes estão a clonagem de WhatsApp, falsas centrais de atendimento, golpes via Pix, phishing, perfis falsos em redes sociais, boletos fraudulentos, falsificação de identidade e fraudes documentais. Com o avanço da tecnologia, essas práticas também passaram a utilizar recursos como inteligência artificial e deepfakes para aumentar sua credibilidade.
Como as fraudes afetam as empresas?
Além dos prejuízos financeiros, as fraudes podem comprometer a reputação da empresa, gerar processos judiciais, sanções regulatórias, interrupções operacionais e perda de confiança por parte de clientes, investidores e parceiros comerciais. Dependendo da gravidade, um único incidente pode produzir impactos de longo prazo para o negócio.
O que é gestão de riscos?
Gestão de riscos é o conjunto de processos utilizados para identificar, avaliar, monitorar e tratar eventos que possam comprometer os objetivos de uma organização. O objetivo é reduzir a probabilidade de ocorrência desses riscos e minimizar seus impactos caso eles aconteçam.
Como a inteligência de dados contribui para prevenir fraudes?
A inteligência de dados permite reunir informações provenientes de diferentes fontes, identificar padrões, detectar inconsistências e gerar análises mais completas sobre pessoas, empresas e terceiros. Dessa forma, as organizações conseguem tomar decisões mais fundamentadas e antecipar riscos antes que eles causem prejuízos.
O que é due diligence?
Due diligence é o processo de investigação e validação de informações realizado antes da contratação de clientes, fornecedores, parceiros ou durante operações societárias. Seu objetivo é identificar riscos financeiros, jurídicos, regulatórios, reputacionais e de compliance que possam impactar a organização.
Por que monitorar terceiros continuamente?
O perfil de risco de clientes, fornecedores e parceiros pode mudar ao longo do tempo. Alterações societárias, processos judiciais, sanções, notícias negativas ou outras ocorrências podem modificar significativamente esse cenário. O monitoramento contínuo permite identificar essas mudanças rapidamente e agir antes que elas gerem impactos para a empresa.
Como criar uma estratégia eficiente de prevenção a fraudes?
Uma estratégia eficiente combina governança, políticas internas, validação de informações, due diligence, monitoramento contínuo, treinamento das equipes e uso de inteligência de dados. A integração desses elementos fortalece a gestão de riscos e reduz a exposição da organização a fraudes.
Como a upLexis pode ajudar na prevenção de fraudes?
A upLexis oferece soluções que centralizam informações provenientes de diversas fontes para apoiar processos de due diligence, compliance, gestão de riscos e prevenção de fraudes. Com recursos de consulta, análise e monitoramento contínuo, as empresas conseguem identificar sinais de risco com mais agilidade, fortalecer seus processos de governança e tomar decisões mais seguras.
Resumo sobre o que o aumento dos golpes revela para a gestão de riscos nas empresas
O crescimento das fraudes no Brasil demonstra que a gestão de riscos deixou de ser uma prática voltada apenas ao compliance para se tornar um fator estratégico para a sustentabilidade dos negócios. Em um cenário marcado pela transformação digital e pelo uso cada vez mais sofisticado da tecnologia por criminosos, empresas precisam estar preparadas para identificar ameaças antes que elas gerem impactos financeiros, operacionais e reputacionais.
Ao longo deste artigo, vimos que a evolução dos golpes exige uma abordagem preventiva, baseada em inteligência de dados, processos estruturados de due diligence e monitoramento contínuo de clientes, fornecedores e parceiros comerciais. Essas iniciativas permitem reduzir vulnerabilidades, fortalecer a governança e aumentar a segurança na tomada de decisões.
Nesse contexto, investir em prevenção significa investir na continuidade do negócio. Organizações que utilizam informações confiáveis para antecipar riscos conseguem responder com mais rapidez às mudanças do mercado, fortalecer seus programas de compliance e construir relações comerciais mais seguras.
À medida que as fraudes continuam evoluindo, a capacidade de transformar dados em inteligência será um dos principais diferenciais competitivos para empresas que desejam proteger suas operações e crescer de forma sustentável.