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Entenda o que são e como fazer a gestão dos riscos financeiros

Atualizado em 24 de janeiro de 23 | Geral  por

Gabriela de Britto Maluf

Gerenciar riscos financeiros é um dos maiores desafios enfrentados pelos Chief Financial Officers (CFOs). Em termos práticos, essa gestão está diretamente relacionada ao mapeamento eficaz das vulnerabilidades e oportunidades que uma empresa enfrenta, que podem estar relacionadas a novos investimentos, processos internos, adequações à constantes mudanças regulatórias, dentre outras inúmeras situações.

Para que a gestão dos riscos financeiros seja robusta, são necessários processos eficazes e acesso amplo à dados que permitam a análise completa com a profundidade necessária para entender o cenário na qual a empresa está inserida e compreender quais são os riscos a curto, médio e longo prazo, o seu impacto e a probabilidade de ocorrência de cada um deles.

As empresas precisam ter uma compreensão aprofundada do conceito de identificação, mapeamento e gerenciamento dos riscos financeiros e sua importância para criar programas de integridade eficazes, ou seja, capazes de monitorar e mitigar tais riscos.

Para ajudá-los nesse processo, criamos este conteúdo completo. Continue a leitura para obter mais informações!

O que são riscos financeiros?

Os riscos financeiros no compliance são as possíveis ameaças à estabilidade financeira de uma empresa ou organização, que podem surgir devido à falta de conformidade com regulamentos, leis e normas. Esses riscos podem incluir sanções governamentais, multas, processos judiciais, danos à reputação e, em casos extremos, falência.

Um dos principais riscos financeiros no compliance é a violação de regulamentos financeiros. Isso pode incluir a falta de transparência na divulgação de informações financeiras, a manipulação de relatórios financeiros ou a falta de conformidade com regulamentos de conformidade de risco. As sanções governamentais podem incluir multas significativas e, em casos graves, a proibição de negociação de valores mobiliários.

Outro risco financeiro importante é a lavagem de dinheiro. As organizações devem seguir regulamentos rigorosos para evitar a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Isso inclui a implementação de programas de conformidade e a realização de auditorias regulares para garantir que as transações financeiras estejam em conformidade com as leis e regulamentos relevantes.

Além disso, os riscos financeiros também incluem a falta de conformidade com regulamentos de proteção de dados e privacidade. Isso pode incluir a perda de dados sensíveis, como informações pessoais e financeiras dos clientes, devido a falhas de segurança ou falta de medidas de proteção adequadas.

Para gerenciar esses riscos financeiros, as empresas devem implementar programas de conformidade sólidos e realizar auditorias regulares para garantir que estejam em conformidade com todos os regulamentos e leis aplicáveis. 

Isso inclui a criação de políticas e procedimentos para lidar com questões relacionadas à conformidade, a implementação de programas de treinamento para os funcionários e a realização de auditorias internas e externas para identificar e corrigir problemas.

Além disso, as empresas também devem investir em tecnologias de conformidade, como software de gerenciamento de risco e automação de compliance, para ajudar a gerenciar e monitorar riscos financeiros.

Em resumo, os riscos financeiros ligados ao compliance são ameaças à estabilidade financeira de uma empresa ou organização, que podem surgir devido à falta de conformidade.

Como fazer a gestão dos riscos financeiros?

A gestão de riscos financeiros é um processo crucial que visa garantir a estabilidade financeira de uma empresa ou organização.

A missão principal da gestão dos riscos financeiros é identificar, avaliar e mitigar os riscos financeiros que podem afetar a capacidade da empresa de alcançar seus objetivos financeiros e operacionais.

Por esse motivo, a gestão de riscos financeiros é uma tarefa contínua e dinâmica que requer uma abordagem sistemática e integrada.

A primeira etapa na gestão de riscos financeiros é a identificação dos riscos. Isso inclui avaliar as ameaças internas e externas que podem afetar a estabilidade financeira da empresa.

Os riscos internos podem incluir questões relacionadas à gestão e estrutura financeira da empresa, enquanto os riscos externos podem incluir questões como flutuações nos mercados e cumprimento de regulamentos e normas.

É importante identificar os riscos de forma abrangente, incluindo as fontes de risco potenciais, para que possam ser avaliados e mitigados de forma eficaz.

Uma vez identificados os riscos, a próxima etapa é avaliar a probabilidade e impacto de cada risco. 

Esta tarefa envolve avaliar a probabilidade de um risco ocorrer e o impacto potencial da ocorrência desse risco na estabilidade financeira da empresa. 

Os mecanismos de avaliação devem integrar as estratégias do compliance, e fazer parte das políticas e diretrizes adotadas pelo programa de integridade para o mapeamento dos riscos financeiros, como o uso de matrizes de riscos, análise de cenários, entre outros.

Após identificar e avaliar os riscos, a próxima etapa é a mitigação dos riscos. Isso envolve implementar medidas para reduzir a probabilidade de um risco ocorrer ou minimizar o impacto potencial de um risco ocorrendo.

É importante lembrar que a mitigação de riscos deve ser uma tarefa contínua e dinâmica, pois os riscos podem mudar e novos riscos podem surgir.

Outra parte importante da gestão de riscos financeiros é a monitoração e avaliação contínuas dos mesmos. Isso envolve monitorar os riscos e avaliar a eficácia das políticas de compliance e a sua observância pelos colaboradores e demais stakeholders.

Processo de Gestão de Riscos (PGR) e seu papel no gerenciamento dos riscos financeiros

O Processo de Gestão de Riscos (PGR) é um conjunto de atividades e procedimentos que visam identificar, avaliar, tratar e monitorar os riscos que possam afetar a realização dos objetivos de uma organização. 

Ele é uma ferramenta essencial para a tomada de decisão, pois permite que as empresas possam avaliar e mitigar os riscos potenciais, maximizando assim as oportunidades e minimizando as ameaças. 

O PGR também é um importante aliando do programa de integridade pois facilita o cumprimento das regulamentações e normas, além de ser uma excelente prática de gestão de negócios.

A ISO 31000 orienta o Processo de Gestão de Riscos (PGR) e sugere que ele deve ser incorporado na estrutura, funcionamento e atividades da organização, e que faça parte integrante da gestão do negócio, influenciando as decisões tomadas pela alta administração e pode ser aplicado nos níveis estratégico, operacional e de projetos.

O Processo de Gestão de Riscos (PGR) pode ajudar na gestão de riscos financeiros de diversas maneiras, incluindo:

  • Identificação: o PGR permite que as empresas identifiquem os riscos financeiros que possam afetar suas operações e objetivos. Isso inclui riscos de mercado, de crédito, de liquidez, entre outros;
  • Avaliação: uma vez identificados os riscos, o PGR permite avaliar sua probabilidade e impacto, permitindo assim a priorização dos riscos mais críticos;
  • Tratamento: o PGR também permite que as empresas implementem medidas para mitigar ou transferir os riscos financeiros;
  • Monitoramento: o PGR permite que as empresas acompanhem e revisem continuamente seus riscos financeiros e as medidas implementadas para mitigá-los.

Desta forma, o PGR é uma ferramenta importante para o compliance, pois garante que a organização esteja ciente e tome as ações necessárias para cumprir as regulamentações e normas aplicáveis ao segmento em que atua, pois permite identificar quais são essas regulamentações, possibilitando assim a correta avaliação dos riscos de não conformidade, a implementação de medidas para evitar a não conformidade, e o monitoramento contínuo do seu desempenho.

Concluindo, o planejamento estratégico deve incluir não apenas medidas preventivas para evitar eventos indesejáveis, mas também planos de ação para minimizar seus efeitos caso ocorram.

Além disso, é importante implementar políticas e controles internos para garantir transparência nos processos e intensificar as medidas de governança e compliance. 

Confira agora alguns exemplos dessas medidas:

  • Realizar contratações cuidadosas e preparar bem a equipe interna;
  • Estudar as condições e responsabilidades dos contratos assinados pela empresa;
  • Acompanhar de perto as obrigações fiscais e contábeis, bem como cumprir normas relacionadas à Segurança do Trabalho, LGPD e outras legislações;
  • Ter um planejamento orçamentário a longo prazo;
  • Monitorar o fluxo de caixa.

Assim, para gerenciar os riscos de forma eficaz, é necessário desenvolver estratégias para mitigar cada uma das vulnerabilidades identificadas.

Neste momento, a equipe de compliance precisa avaliar a probabilidade de um risco ocorrer e quais são as condições mais favoráveis para isso, bem como as consequências previstas se cada vulnerabilidade se concretizar. 

É fundamental fazer essa análise para tomar decisões conscientes e preparadas para lidar com os possíveis riscos, e assim minimizar os danos causados.

Saiba mais sobre compliance

Além da prevenção de riscos financeiros o compliance atua em outras áreas de uma organização, como por exemplo, na avaliação e mitigação de riscos socioambientais.

Tendo em vista a importância desse tema na atualidade, desenvolvemos um e-book falando sobre o papel da tecnologia na adoção de boas práticas de ESG.

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