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Como medir a maturidade do compliance na sua empresa: Entenda como avaliar a evolução e identificar oportunidades

Atualizado em 9 de abril de 26 | Geral  por

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Redação upLexis

A implementação do compliance em uma empresa é um processo contínuo e em constante evolução. Para que seja eficaz, o programa deve se adaptar às necessidades e ao estágio de maturidade da organização.

A avaliação da maturidade do compliance requer a medição da eficácia do programa, utilizando-se de diversos instrumentos, tais como:

  • Pesquisas de Percepção: Para entender a visão dos colaboradores.
  • KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho): Incluindo taxa de treinamento e tempo de resposta a denúncias.
  • Auditorias Independentes: Para análise externa e objetiva.
  • Mapeamento de Riscos: Para identificar vulnerabilidades.

Essa avaliação deve ser estruturada em pilares fundamentais, como Governança, Cultura, Políticas e Investigações, com a atribuição de qualificações específicas em cada um desses pontos para um diagnóstico preciso.


De acordo com a 6ª Pesquisa de Maturidade de Compliance no Brasil, a média de maturidade das empresas brasileiras é de 3,09 em uma escala de 1 a 5, indicando que a maioria das organizações ainda possui espaço relevante para evolução contínua dos seus programas

Guia rápido: aqui você vai encontrar

  • Por que a maturidade de compliance varia entre empresas
  • O impacto do porte da empresa no nível de compliance
  • Principais sinais de maturidade em um programa de compliance e como avaliá-lo
  • Próximos passos para evoluir o compliance com segurança
  • FAQ sobre como avaliar o nível de maturidade do compliance da sua empresa

Por que a maturidade de compliance varia entre empresas

.Programas de integridade estão em constante evolução e variam. Não há um padrão único, devido a fatores culturais, estruturais e externos. A maturidade do programa é definida pelo comprometimento da alta administração e por uma cultura organizacional ética e aberta, que estimula o relato de não conformidades.


O contexto do setor, a gestão de riscos e investimentos em tecnologia/estrutura também influenciam a maturidade, que costuma ser mais alta em ambientes regulamentados. A ausência de pilares básicos (políticas, treinamentos, canal de denúncias) limita o avanço. Fatores externos, como a Lei Anticorrupção, impulsionaram a implementação no Brasil, mas a sofisticação varia conforme a trajetória de cada empresa.


Podemos perceber esta diferença entre estágios de compliance com a pesquisa da PwC, que traz o dado de que 49% das empresas brasileiras afirmam que ainda estão em estágio inicial ou intermediário na implementação de seus programas de compliance, o que reforça a diferença entre empresas.



O impacto do porte da empresa no nível de compliance

A diferença entre o tamanho e estrutura de cada empresa tem impacto em como elas lidam com compliance:


Grandes Empresas: Estrutura e Formalização

Grandes empresas exigem compliance mais formal e rigoroso devido à alta exposição a riscos (complexidade operacional, setor público, número de funcionários) e à pressão de stakeholders (investidores, clientes, reguladores). Possuem estruturas, Compliance Officers e recursos financeiros dedicados para monitoramento, auditorias e treinamentos.

Pequenas e Médias Empresas:

O compliance em empresas com menor tamanho é mais enxuto e adaptado, com o desafio de equilibrar controles e viabilidade operacional, dada a limitação de recursos. A abordagem é focada em risco (LGPD, leis trabalhistas, anticorrupção, por exemplo), e que muitas vezes o compliance é integrando ao jurídico. A proximidade da liderança pode facilitar a cultura ética. Estas empresas também podem implementar programas para atender exigências de clientes/fornecedores. 

Segundo estudo da Controladoria-Geral da União, apenas cerca de 16% das pequenas empresas brasileiras possuem programas estruturados de integridade, enquanto esse percentual ultrapassa 60% entre grandes organizações, evidenciando a influência direta do porte no nível de maturidade do compliance.


Principais sinais de maturidade em um programa de compliance e como avaliá-lo

Entre o que as empresas podem implementar, geralmente programas de compliance maduros possuem:

  • Comprometimento da Alta Administração: Liderança ativa, recursos adequados e uso estratégico do compliance.
  • Gestão de Riscos Baseada em Dados: Avaliações dinâmicas que focam em riscos críticos (ex: corrupção, cibersegurança).
  • Cultura de Ética Integrada: Funcionários compreendem o código e se sentem seguros para denunciar.
  • Canal de Denúncia Eficaz e Autônomo: Canal anônimo com investigações independentes e ações disciplinares consistentes.
  • Monitoramento Contínuo: Uso de KPIs/KRIs para monitorar a eficácia em tempo real e auditorias regulares.
  • Due Diligence de Terceiros Robusta: Avaliação rigorosa e contínua de parceiros e fornecedores.

A avaliação da maturidade de um programa de compliance é crucial para identificar lacunas e garantir sua eficácia. Diferentes abordagens podem ser utilizadas, conforme detalhado abaixo:

  1. Autoavaliação e Questionários: Formulários para verificar eficácia e identificar melhorias na equipe.
  2. Auditorias (Internas e Externas): Revisão técnica (Interna, com a organização) e imparcial (Externa, por terceiros).
  3. Entrevistas Confidenciais: Conversas privadas para medir a percepção real dos funcionários sobre a internalização da cultura de compliance.
  4. Análise da Causa Raiz: Investigação aprofundada para corrigir a origem de falhas e evitar reincidência.
  5. Uso de Modelos de Maturidade: Estruturas e escalas (ex: CGU) para classificar o nível do programa, em estágios como: Ad hoc -> Padronizado -> Integrado -> Gerenciado -> Otimizado.

Segundo a pesquisa global de compliance da Deloitte, 77% das organizações com programas considerados maduros possuem monitoramento contínuo baseado em dados e KPIs formais, enquanto esse percentual cai para menos de 40% em empresas com programas iniciais.


Próximos passos para evoluir o compliance com segurança

O diagnóstico da maturidade do compliance é o ponto de partida para ações direcionadas, priorização de riscos, fortalecimento da governança e aprimoramento da cultura. Isso exige visibilidade contínua sobre dados, terceiros e não conformidades.

Com tecnologia, as empresas podem acompanhar indicadores, automatizar monitoramentos e identificar áreas que precisam evoluir. Ferramentas de inteligência de dados, análise de riscos e due diligence transformam o compliance em um processo contínuo e estratégico.

A upLexis oferece soluções que apoiam desde o diagnóstico até o acompanhamento da maturidade do compliance, facilitando a identificação de lacunas, o monitoramento de riscos e a tomada de decisão baseada em dados.
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Resumo final

A maturidade do compliance varia entre empresas e depende de fatores como cultura organizacional, porte, setor de atuação e investimento em estrutura e tecnologia. Avaliar esse nível permite identificar lacunas, priorizar riscos e fortalecer a governança de forma estratégica. Programas mais maduros tendem a incorporar monitoramento contínuo, gestão de riscos baseada em dados e uma cultura ética consolidada.

Com o apoio de ferramentas adequadas e metodologias estruturadas, é possível evoluir o compliance de forma gradual e consistente. Soluções de inteligência de dados, análise de riscos e due diligence ajudam a transformar o compliance em um processo contínuo, alinhado às necessidades da organização e às exigências regulatórias.

FAQ sobre como avaliar o nível de maturidade do compliance da sua empresa

O que é maturidade de compliance?
A maturidade de compliance representa o nível de evolução do programa de integridade de uma organização, considerando fatores como governança, cultura ética, gestão de riscos, monitoramento e uso de tecnologia.

Como saber se o compliance da empresa é maduro?
Alguns sinais incluem comprometimento da alta administração, monitoramento contínuo baseado em dados, canal de denúncias eficaz, due diligence de terceiros estruturada e cultura ética integrada ao dia a dia.

Empresas pequenas também precisam avaliar a maturidade do compliance?
Sim. Mesmo com estruturas mais enxutas, pequenas e médias empresas podem implementar controles proporcionais ao seu porte e focados nos principais riscos, evoluindo gradualmente o programa.

Quais ferramentas ajudam a medir a maturidade do compliance?
Autoavaliações, auditorias internas e externas, entrevistas confidenciais, análise de causa raiz e modelos de maturidade, como os estruturados em níveis progressivos, são algumas das abordagens mais utilizadas.

Com que frequência a maturidade do compliance deve ser avaliada?
O ideal é realizar avaliações periódicas, especialmente após mudanças organizacionais, crescimento da empresa, entrada em novos mercados ou alterações regulatórias relevantes.