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O que esperar do compliance em 2020?

13 MAR 2020

13 MAR. 2020 / por Isadora Soliani

A mudança na percepção do compliance pelo mercado brasileiro

Cada ano que passa, os programas de compliance estão ganhando mais importância e investimentos. Antes, muitos acreditam que as práticas deviam ser aplicadas apenas em grandes organizações e em alguns meios do mercado como: advocacia, auditoria e consultoria. 

Hoje eles são considerados imprescindíveis para as PMEs e startups, além dos mais diversos setores: 

  • Agronegócio 
  • Hospital & Saúde 
  • Construtora e Incorporadora 
  • Hotel & Turismo 
  • TI e Software 
  • Varejo 
  • Recrutamento e Seleção 
  • Papel e Celulose
  • Energia 
  • Transportes 
  • Prestação de Serviços 

A lista é bastante longa e seu crescimento se dá, principalmente, pelos inúmeros benefícios e segurança que um bom programa de compliance pode garantir. 

Sustentabilidade, ética, melhoria de processos, otimização de tempo e prevenção de riscos são as características que mais chamam atenção de empresários que se dispõe a pesquisar sobre o tema e adotar como estratégia de sucesso. 

Segundo o ministro, Tarcísio Freitas, o investidor estrangeiro busca parceiros que estejam limpos. Sendo assim, a questão de compliance é fundamental para mostrar que demos a volta por cima. Após os casos polêmicos de corrupção envolvendo construtoras e grandes empresas de infraestrutura nos últimos anos. 

O que podemos esperar do compliance em 2020? 

Esse ano será marcado pela evolução na tecnologia e, consequentemente, nos programas de compliance, os quais contarão cada vez mais com big data, machine learning e ferramentas automatizadas de biometria facial, leitura de documentos e Background Check.

LGPD: 

Outro ponto para se levar em conta é a obrigatoriedade da LGPD, a qual irá regulamentar o tratamento de dados pessoais e foi criada com o intuito de proteger a privacidade, o interesse e a liberdade dos titulares. Além disso, ela busca colocar o Brasil no mesmo nível de regulação de países que prezam pela proteção de dados pessoais de seus integrantes, como os países da União Europeia.

Para isso, será necessário que o compliance esteja estruturado para fazer um bom uso dos dados coletados, podendo assim continuar se beneficiando da análise de dados em seus relatórios e monitoramento de atividades. 

Adaptação às mudanças: 

A capacidade em se adaptar às diversas mudanças na tecnologia, em regulamentações e ao novo modo de agir dos consumidores também marca este período. Afinal, essa característica é uma das mais importantes para os departamentos ou profissionais de compliance que devem se estabelecer como estratégicos, analíticos e tomadores de decisões. 

Open Banking: 

O Sistema Financeiro Aberto também é um assunto que deve estar em pauta nos programas de compliance do Brasil, pois tudo indica que este ano ele será implementado. Nesse modelo de negócios, terceiros poderão ter acesso a determinadas informações e ferramentas nas contas bancárias, desde que com a prévia autorização do cliente.

Para permitir que os dados dos clientes possam ser compartilhados de forma segura, sempre preservando a privacidade e atuando apenas sob o devido consentimento dos titulares, o trabalho dos profissionais de compliance é fundamental para garantir o cumprimento das normas.

No caso de uma fintech, por exemplo, a equipe de compliance pode contribuir com a documentação necessária e práticas implementadas a fim de mostrar que a empresa está apta a participar das iniciativas de Open Banking dos meios financeiros. 

Separamos um conteúdo sobre compliance corporativo que pode ser bastante interessante como complemento deste artigo.

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