Solicite um teste

Melhores ações estratégicas contra fraudes no universo corporativo

30 JUL 2020

30 JUL. 2020 / por Isadora Soliani

Você sabia que as tentativas de golpes em bancos subiram cerca de 70% com a pandemia do coronavírus? 

Segundo foi divulgado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), desde o início do coronavírus em março, os números de tentativas de golpes pela internet dispararam, preocupando dessa forma o mercado, pois esse fato acaba por desestimular ainda mais os consumidores a realizar seus compras online ou abrir contas em bancos. 

Um dos principais motivos que ocasionaram o aumento dessas ocorrências se dá pelo fato de que um número maior de pessoas passou a utilizar meios digitais para efetuar seus trâmites bancários, como transferências e pagamentos de contas, facilitando a ação dos criminosos cibernéticos que estão criando novas maneiras de burlar os sistemas de controle ou o próprio consumidor.  

Os 3 modelos de fraudes mais comuns nos dias de hoje envolvendo bancos: 

1. Boleto falso 

Essa prática consiste em enganar a vítima, fazendo com que ela pague esse boleto para o próprio fraudador. 

Duas formas de acontecer: 

Através de um programa no computador do usuário – O vírus gerado pelo programa é capaz de alterar o código de barras do boleto original, fazendo com que o valor pago seja transferido para o criminoso. 

Esse tipo de fraude pode ser prevenida por meio da instalação de um aplicativo anti malware, lembrando também que o usuário deve mantê-lo sempre atualizado, dessa forma o seu computador fica menos suscetível a vírus e outros malwares. 

Cobrando o pagamentos das vítimas se passando por representantes de empresas  – Nesse modelo de fraude, os criminosos forjam um e-mail para cobrar uma fatura em atraso, adicionando um link para um boleto falso. 

Uma dica para se prevenir contra essa fraude é checar com bastante atenção os dados contidos no e-mail e no boleto, tais como: 

  • Nome do beneficiário; 
  • Três primeiros dígitos do código numérico que correspondem ao banco emissor. 

2. Phising 

O índice de fraudes neste modelo é bastante alto e consiste na cópia de um sistema de uma loja virtual ou das redes sociais de uma marca.

Geralmente, nesse caso, o fraudador elabora uma proposta irresistível para atrair os clientes até o seu site ou rede social e com isso realizar a compra falsa, nunca recebendo o produto ou serviço. 

Para evitar esse modelo de fraude, é fundamental que o usuário busque no site algum tipo de certificado de segurança e analise bem os e-mails recebidos antes de fornecer informações ou clicar em um link de direcionamento. 

3. Invasão ao computador da vítima pelo software Trojan 

Através do acesso a um link falso, geralmente por meio chamadas apelativas, o programa é instalado no computador da vítima ou celular (o golpe também pode ser realizado por sms) e age como como um espião, acessando informações confidenciais e dessa forma, podendo utilizar os dados do usuário para realizar transações bancárias sem ela notar. 

O conselho para não cair neste tipo invasão é o de desconfiar de qualquer tipo de e-mail ou sms apelativa demais, entrando em contato sempre que possível com o banco ou empresa utilizada para informar sobre a possível fraude. 

Quais ações estratégicas contra fraudes podem ser tomadas no mundo corporativo?

Iremos nos aprofundar agora nas principais ações que as empresas devem tomar no combate à fraudes.

Implementar uma área especializada na gestão e prevenção de riscos

Será responsável por gerenciar e controlar a sua organização frente a possíveis riscos, sejam eles fraudes ou até mesmo ameaças de caráter ambiental ou social.

A equipe em questão irá planejar ações e processos, utilizando dos recursos humanos e financeiros para prever, detectar e mitigar os riscos. 

Construir uma cultura de compliance

Boas práticas de governança e compliance garantem que a organização atua de forma ética, íntegra e transparente no mercado.

Já foi comprovado também que as empresas que possuem um programa de compliance estruturado conseguem diminuir bastante o número de ocorrências relacionadas a fraudes, atos ilícitos e erros de processos.

Adotar práticas como a checagem de terceiros 

A checagem de terceiros é uma prática bastante presente em programas de compliance, ela tem como objetivo realizar a verificação e análise dos dados de pessoa física ou jurídica, podendo ser o colaborador, cliente, fornecedor, investidor ou parceiro da empresa.

A busca por informações relevantes visa à proteção da empresa que irá prestar o serviço ou fornecer algum produto ao mercado, de modo a demonstrar que, ela está tomando todas as medidas de segurança para evitar a ocorrência de quaisquer atos ilícitos, que possam prejudicar ela mesma ou seus consumidores. 

Com o intuito de complementar esse artigo, separamos um e-book específico sobre o tema e mais algumas práticas de prevenção úteis, não deixe de baixar!

O papel da tecnologia no combate à fraudes


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.