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Fraudes e grandes executivos

05 OUT 2020

05 OUT. 2020 / por Isadora Soliani

Maioria das fraudes são cometidas por executivos de alto nível 

Uma das pesquisas mais recentes sobre este assunto foi realizada pela renomada consultoria KPMG no ano de 2017. Com base na análise de 360 casos de investigação de fraudes em diversos países, o estudo confirma que 60% dos colaboradores que participaram de atos ilícitos possuíam cargos de executivos de alto escalão dentro das organizações. 

Para um colaborador atingir um cargo de executivo de alto nível é preciso que haja muito empenho, é claro, mas também extrema confiança. Sendo assim, alguns acabam se aproveitando desta característica construída durante os anos para cometer ações fraudulentas, acreditando que será mais difícil serem “descobertos”, e de fato é necessário bastante empenho nesse tipo de investigação. 

Além da autoconfiança o executivo fraudulento de posição hierárquica maior costuma ter informações que podem facilitar ou criar a possibilidade para a realização de uma fraude. Sendo assim, os crimes realizados por esse tipo de funcionário costumam ser mais sérios e trazer prejuízos financeiros e reputacionais grandes. 

Caso Dieselgate: prejuízos altíssimos e imagem da marca afetada

Um exemplo de fraude, que ocorreu recentemente, envolve grandes executivos da marca Audi na Alemanha. Neste caso, eles foram denunciados por fraude em conexão com o escândalo de manipulação de motores a diesel. 

Os três ex-executivos envolvidos estão sendo acusados de serem coniventes com as manipulações e, um gerente por vender conscientemente veículos das marcas Audi, Volkswagen e Porsche com as certificações falsificadas de emissões. 

Desde o ano de 2015, este escândalo reverbera e traz grandes prejuízos ao Grupo Volkswagen. Eles admitiram à mídia que as perdas chegaram ao valor de 1,4 bilhão de euros no primeiro semestre de 2020. 

Neste artigo, focaremos em algumas das principais práticas fraudulentas realizadas por grandes executivos com a finalidade de auxiliar empresas a identificá-las e elaborar ações preventivas.

3 Principais fraudes cometidas por executivos:

A fraude é um assunto global, pois é uma dor presente em todas empresas, em qualquer país do mundo. Por isso, entender quais são as principais ações fraudulentas é uma das etapas iniciais de um processo de governança corporativa que deve ser implementado no universo corporativo.

Segundo uma pesquisa realizada pela ACFE (Associação de Examinadores Certificados de Fraudes), o maior índice de ocorrência em números de casos de fraudes são os:

  1. Roubos de ativos;
  2. Corrupção;
  3. Fraudes em relatórios financeiros. 

De acordo com a mesma pesquisa, a principal forma de identificar o fraudador é por meio da denúncia anônima (realizada pelos próprios colaboradores no Canal de Denúncias da empresa).

Roubo de ativos:

É uma prática que consiste na apropriação, desvio, furto ou roubo de recursos ativos da empresa, podendo ser considerados estes: material de escritório, viagens corporativas e até mesmo documentos contábeis.

Ela pode acontecer entre colaboradores de todos os níveis hierárquicos, mas, segue sendo mais comum entre executivos e cargos de alta liderança nas organizações.

Corrupção: 

Ligada ao ato de corromper, esta prática consiste em oferecer algo para obter vantagem em negociata, favorecendo dessa forma o indivíduo fraudador e prejudicando financeiramente a empresa que ele trabalha, geralmente.

Além de danos financeiros, a corrupção pode ser extremamente prejudicial à imagem da empresa perante o mercado.

Fraudes em relatórios financeiros: 

Geralmente, esta ação ilícita também é realizada por gestores ou executivos de alto escalão e consiste na distorção das demonstrações financeirasrelatórios de ativos, passivos, receitas, entre outras documentações importantes, a fim de esconder informações que poderiam identificar a fraude realizada.

Principais ações para minimizar a ocorrência de fraudes em organizações:

  1. Identificar as principais atividades e processos que costumam envolver entradas e saídas de dinheiro, como por exemplo: área financeira, de compras, folha de pagamento, fretes, estoque, entre outras;  
  2. Analisar como está sendo realizado o controle dos processos acima, a fim de identificar possíveis falhas ou riscos para a ocorrência de fraudes;
  3. Elaborar um plano de ação para implementar práticas e novos controles que eliminem os riscos – auditorias surpresas e checagem de terceiros (colaboradores, fornecedores, clientes, parceiros e investidores), por exemplo;
  4. Investir em ferramentas tecnológicas que otimizem os novos processos implementados (biometria, plataforma de mineração de dados e aplicativos de fiscalização);

Tecnologia otimizadora de processos de combate às fraudes:

upMiner

É uma solução bastante utilizada por áreas de compliance e gestão de riscos, pois ela é capaz de fornecer relatórios analíticos personalizados com informações valiosas sobre pessoa física ou jurídica. Através dos dados, gestores e analistas conseguem investigar e identificar de forma mais assertiva possíveis fraudes envolvendo colaboradores, fornecedores, parceiros e até mesmo clientes.

Nos dias de hoje, o alto índice de corrupção e fraudes, envolvendo tanto executivos de alto escalão, quanto fornecedores e outros contratados, demonstra que é necessário realizar a checagem de terceiros a fim de garantir que os relacionamentos sejam mais transparentes e idôneos. Sendo assim, uma plataforma como o upMiner serve para otimizar o tempo das equipes neste processo e diversos outros.

Um bom exemplo de caso que temos é a Brink’s, a empresa reestruturou todo o seu processo de verificação de colaboradores, o que resultou em ótimos resultados como a redução de custos, melhoria na qualidade das análises, entre outros.


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