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Fraude sintética: o que é?

28 JUL 2020

28 JUL. 2020 / por Isadora Soliani

A importância de se investir na prevenção à fraudes por parte das empresas

O universo corporativo e, consequentemente, os departamentos de compliance e auditoria precisam estar cada vez mais inteirados sobre fraudes, visto que, o número de ocorrências vem crescendo anualmente e preocupa os mais diversos setores. 

Segundo pesquisa realizada pela InfoMoney, 72% das empresas notaram um aumento considerável no número de fraudes em 2019. 

As instituições financeiras, o setor varejista (principalmente os que possuem e-commerce), de telefonia e serviços são os que mais tendem a sofrer com esse problema e vêm investindo milhões em soluções a fim de detectar e prevenir contra fraudes dos mais diversos tipos.

Prejuízo financeiro, perda de valor/reputação da marca e desconfiança por parte dos clientes são alguns dos principais danos causados pelas fraudes no mundo corporativo.

Um ponto importante, quando falamos neste assunto, é que com a tecnologia e a facilidade na obtenção de dados, os criminosos estão aprimorando e criando quase que diariamente novos modelos de fraude a fim de burlar sistemas de controle implementados. Dessa forma, se torna fundamental a contínua pesquisa e investimento por parte das empresas em novos métodos, ferramentas e práticas para conseguir conter a ocorrência desses crimes.

Neste artigo, aprofundaremos na fraude sintética, um modelo que está se tornando cada vez mais comum no mercado e preocupa empresários dos mais diversos ramos.

Tudo sobre a fraude sintética ou fraude de identidade

Essa fraude tem como principal característica o uso inapropriado de informações com o intuito de gerar uma nova identidade para criar contas fraudulentas e fazer compras no nome de uma pessoa física inexistente.

A combinação de informações verdadeiras e falsas é onde está “truque” que acaba por burlar alguns sistemas de controle e possibilitar a criação de uma conta em bancos, e-commerce e lojas.

Um dos motivos que explica um grande número de ocorrências deste modelo de fraude é a criação de um personagem que não se queixará de uma compra efetuada, um empréstimo indevido ou qualquer outra ação realizada em seu nome, pois ele não existe de fato, mas para a empresa em questão sim.

Como os criminosos têm acesso aos dados verdadeiros? 

Devido a evolução tecnológica e a presença do mundo mobile, hoje lidamos com um imenso número de dados e existe uma facilidade muito grande em obter acesso à essas informações, através das redes sociais e cadastros voluntários por meio de sites e e-mails fraudulentos. 

Se eu crio um João da Silva, com um CPF existente de alguém já falecido, é possível criar perfil em rede social, criar e-mail, comprar um número de telefone e caso queiram confirmar estes dados, o fraudador terá acesso a tudo isso. Dessa forma, fica muito mais difícil para os sistemas de controle observarem algum tipo de incoerência que possa alertá-los sobre uma possível fraude. 

De acordo com o Federal Trade Commission, essa fraude é a que mais cresce nos EUA, e o restante do mundo está acompanhando essa tendência.

Departamentos responsáveis por gestão de riscos, práticas de compliance e sistemas de controle em empresas têm como desafio contínuo o próprio desenvolvimento para captar esse nível de fraude mais rebuscada e planejar ações estratégicas para mitigar os riscos. 

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