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Fraude na compra de medicamentos: um problema de saúde pública

22 SET 2021

22 SET. 2021 / por Rômullo Martins

Já imaginou ficar doente e não encontrar o remédio para o tratamento? Essa é a realidade de muitos brasileiros que são afetados pela fraude na compra de medicamentos.

De acordo com pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, mais de 150 milhões de pessoas dependem totalmente do Sistema Único de Saúde do país, o SUS. Para se ter uma ideia, esse número representa mais de 70% da população.

Seja para atendimentos pontuais ou tratamentos, é fato que os medicamentos oferecidos pelo sistema são essenciais para garantir a saúde das pessoas, mas, muitas vezes esses insumos nunca chegam aos seus destinos.

Neste artigo, falaremos mais sobre este problema e também formas de como preveni-lo.

A pandemia reforçou a importância do SUS

Apesar de ter muitos problemas, o Sistema Único de Saúde é importantíssimo para nós brasileiros. A pandemia causada pelo COVID-19 reforçou ainda mais isso.

Tanto o tratamento quanto às vacinas contra esse vírus, podem ser adquiridos gratuitamente pela população. 

Já em outros países como os Estados Unidos, por exemplo, os custos envolvendo a complicação com essa doença podem levar famílias à falência, conforme relata um artigo publicado pela Pfarma.

Logo, é possível perceber o quanto o SUS é relevante para a sociedade.

Fraude na aquisição de medicamentos de alto custo

Muitos remédios, principalmente aqueles utilizados para tratar doenças raras, possuem um alto custo. Infelizmente, estes são os mais visados por criminosos, de acordo com o G1.

Além de causar prejuízos milionários aos cofres públicos, a fraude acaba levando muitas pessoas a óbito, pois o SUS é a única forma de conseguir acesso a esses medicamentos. 

Por essas razões, é importante pensar em formas de eliminar ou reduzir ao máximo esse problema. Neste contexto, entra o compliance.

É preciso investir em ações preventivas

Ao implementar um programa de compliance, a empresa, seja ela pública ou privada, passa a ter ferramentas que possibilitam prevenir situações de fraudes e conflito de interesses, ao mesmo tempo que incentiva um ambiente mais íntegro e transparente. 

Dentre as diversas ações existentes no compliance pode-se citar, por exemplo:

  • A criação de um canal de denúncias

Com um canal de denúncias efetivo, a organização passa a contar com mais um meio de identificar possíveis irregularidades que estejam acontecendo, como no caso de fraudes.

Contudo, para que o mesmo realmente funcione, colaboradores, fornecedores e demais envolvidos precisam saber onde se encontra esse canal, como utilizá-lo, se é seguro (garantia de não represália), entre outros.

  • A implementação de um Código de Conduta

A empresa deve definir quais são os seus valores e quais condutas são aceitas ou não dentro do ambiente de trabalho, dessa maneira, com um Código de Conduta, as pessoas saberão o que fazer e quem recorrer caso aconteça alguma situação atípica. 

  • A adoção de um processo de checagem 

Antes de contratar um fornecedor ou um colaborador, é de extrema importância checar algumas informações para não fazer associações que possam trazer problemas no futuro. 

Processos como due diligence e background check, por exemplo, permitem que a empresa investigue pessoas físicas e jurídicas com precisão e gere relatórios para medir o grau de risco envolvido na operação.

Você pode conhecer uma plataforma de investigação clicando aqui.

Utilizando a ferramenta correta, é possível identificar em poucos minutos dados relevantes para análise e tomada de decisão, como a existência de processos judiciais, mídias negativas, envolvimento com lavagem de dinheiro, embargos, entre outras informações.

Dessa forma, pode-se prevenir fraudes de maneira mais efetiva.

Conclusão

Ações fraudulentas podem acontecer em qualquer lugar e causam um enorme prejuízo, principalmente quando envolvem tantas pessoas como na área de saúde pública. 

Para diminuir essas incidências e até mesmo eliminá-las, é necessário adotar boas práticas de compliance e investir em ações preventivas. 


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