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Erros médicos, compliance e mineração de dados: Qual a relação entre eles?

06 MAIO 2020

06 MAIO. 2020 / por Isadora Soliani

Ouça o artigo, clicando abaixo!

Dados sobre erros médicos no setor de saúde brasileiro 

Você sabia que cerca de 55 mil pessoas morrem por ano no país, o equivalente a seis por hora, por conta de erros médicos? – segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais em janeiro de 2020. 

Outro dado bastante preocupante, que foi divulgado por uma pesquisa da FAPESP em 2020, atesta que todo ano, dos 19,4 milhões de pessoas tratadas em hospitais no Brasil, 1,3 milhão sofre pelo menos um efeito colateral causado por negligência ou imprudência durante o tratamento médico.

Este é um assunto que preocupa bastante o setor, pois além de envolver a vida de seres humanos, o número de causas judiciais vêm aumentando significativamente no Brasil. 

Má qualidade nos serviços, aumento no número de mortes, altos prejuízos por conta de processos judiciais nas instituições do setor, perda de credibilidade do país em relação à saúde, entre outros, são alguns exemplos de danos que podem ser causados por este problema no setor de saúde.

Neste artigo, iremos abordar o tema compliance e governança corporativa como um meio eficaz para diminuir as ocorrências de erros médicos.

Mas afinal, o que de fato pode ser considerado um erro médico? 

O erro médico é considerado uma falha que venha a causar algum dano ao paciente na prestação de algum tipo de serviço do setor de saúde. Apesar do nome, ele não é cometido apenas por médicos, podendo decorrer também da ação de outros profissionais como: anestesistas, enfermeiros, dentistas, nutricionistas e até mesmo da administração da instituição hospitalar. 

Geralmente, eles acontecem devido à uma má gestão das atividades e riscos presentes no setor. Ou seja, pela falta de um eficiente programa de compliance e uma boa governança corporativa. 

Os erros médicos podem ser divididos em três tipos: 

  • De diagnóstico;
  • De procedimento;
  • No procedimento.

Os 6 exemplos mais comuns: 

  1. Fazer um diagnóstico errado do paciente; 
  2. A divulgação sem autorização de dados a terceiros (Ex: estado de saúde, hábitos, diagnóstico, dentre outros, pois a ação pode causar eventual dano ao indivíduo);
  3. Administrar algum tipo de dose ou medicamento de forma incorreta;
  4. Abandono do paciente;
  5. Falta de esterilização de instrumentos; 
  6. Realização de operações desnecessárias. 

Qual o papel do compliance e da boa governança corporativa nesse problema?

Garantir o cumprimento de normas, leis e controles, trazendo ética, transparência e qualificação aos serviços da área da medicina. Portanto, incorporar o programa de compliance e práticas de boa governança corporativa em todas as atividades que englobam o setor da saúde, desde as mais simples realizadas dentro de um consultório médico, até as mais complexas exercidas em um hospital de grande porte, podem eliminar ou minimizar diversos riscos. 

Como, por exemplo: 

A contratação de médicos, colaboradores, fornecedores ou terceirizados envolvidos em casos de erros médicos; 

A má conduta ética dentro da instituição, o que se refere a não seguir as normas estipuladas na execução de atividades;

Padrões não formalizados que podem ocasionar em falhas graves e prejudicar a sustentabilidade do hospital. 

3 Práticas eficazes na redução de erros médicos

  • Código de Conduta Ética

Estabelecerá os princípios e normas que orientam a atuação de todos os colaboradores da instituição em questão. 

  • Checagem de Terceiros

Garante a idoneidade de todos relacionamentos, fornecedores, terceirizados, colaboradores e parceiros. 

Ao investigar o passado de um fornecedor ou médico a ser contratado, é possível se prevenir contra grandes riscos, o que faz todo o sentido em um projeto para a diminuição de erros médicos. 

  • Auditorias

A realização desta prática dentro do ambiente hospitalar serve como instrumento de gerenciamento e fiscalização de atividades, ajudando o gestor a identificar onde estão os erros para posteriormente, adotar novas medidas de mitigação. 

Ela é executada através de normas, regras de utilização e prestação dos serviços, tabelas de procedimentos e honorários, além de protocolos técnico-científicos que irão reger as boas práticas médicas e profissionais.

Mineração de dados e automatização das práticas:

Todas as práticas citadas acima envolvem a coleta e análise de inúmeros dados, portanto faz todo o sentido que se invista em mineração de dados.

Através de plataformas especializadas na estruturação dos mesmos, é possível ter acesso a relatórios analíticos completos e personalizados que irão otimizar o tempo de gestores e diretores em processos de compliance e tomada de decisão.

O upMiner é um modelo de plataforma que permite a automatização de diversos processos que envolvem a coleta e análise de muitos dados, como por exemplo: checagem de terceiros, auditorias, due diligence, busca por conflitos de interesse, PLD (prevenção à lavagem de dinheiro), entre outros.

Quer saber mais sobre a plataforma e seus aplicativos?

Entre em contato com o nosso time comercial para entender melhor onde ela pode fazer mais sentido na sua instituição!

Com o intuito de te ajudar a entender melhor o papel da mineração de dados no mercado, elaboramos um e-book sobre o assunto.

Impacto da análise de dados


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