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O quão vital é o compliance para instituições financeiras?

20 FEV 2019

20 FEV. 2019 / por Felipe Ribeiro

Desde o dia 27 de agosto de 2017 o tema compliance começou a fazer parte do alicerce das instituições financeiras.

ão é preciso dizer – mas é sempre bom lembrar – que o Brasil se encontra em um período de “caça às bruxas” no aspecto ético.

O dinheiro está sempre no cerne das questões envolvendo corrupção e práticas ilegais seja no âmbito público, seja no privado, sendo assim, o compliance se tornou ponto vital na administração de bens e de instituições financeiras

         Voltemos ao dia 28/08/2017. Neste dia, o Banco Central do Brasil publicou a Resolução 4.595, determinando a elaboração de um programa de compliance pelas instituições financeiras, com o claro intuito de minimizar os riscos das movimentações do setor.

Esta resolução exige, ainda, que o setor responsável pelo compliance nos bancos seja autônomo, separado de outros setores da instituição, para garantir a imparcialidade.

            Mesmo que isso implique no aumento de gastos, um programa de compliance bem executado em um banco ou quaisquer outras instituições financeiras pode garantir que todos os recursos – seja de empresas ou pessoas físicas – não tomem caminhos tortos.

            Para se ter uma ideia, segundo dados do Banco Central, o compliance é responsável pela maioria dos fechamentos unilaterais de contas bancárias por perda de interesse comercial, muitas vezes – para não dizer na totalidade – por conta do alto risco de fraudes e atividades ilícitas.

            Para deixar mais claro, separemos em tópicos:

 – Sonegação de Impostos

 – Evasão de divisas

 – Atividades irregulares de qualquer origem

 – Lavagem de dinheiro

Tal qual aquele pai que sempre pega no pé do filho para ter uma educação financeira e andar sempre na linha, o compliance atua para que as leis e regulamentos governamentais sejam cumpridas dentro do ambiente corporativo, identificando desvios de ordem ética de funcionários, clientes e parceiros.

            O investimento no compliance pode evitar que a empresa sofra multas ou, em casos extremos, seja até fechada.

Sendo assim, os empresários que ainda ainda pensam nessa ferramenta como algo supérfluo, devem, ao menos, reavaliar este assunto, pois a captação de recursos financeiros no atual mercado está condicionada à reputação.


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