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5 dicas de compliance que irão ajudar a sua empresa

04 JUL 2016

04 JUL. 2016 / por adminuplexis

Compliance no Brasil

O setor de compliance tem crescido continuamente, após “boom” causado pelas operações realizadas pela polícia federal envolvendo atividades ilegais como a corrupção, lavagem de dinheiro, fraude e etc. Logo, as empresas estão buscando se adaptar ao cenário atual, através da implementação de práticas de compliance.

Um programa de compliance eficiente tem por objetivo fazer com que as empresas cumpram as normas legais e regulamentares, as políticas e as diretrizes relacionadas ao negócio e para as suas atividades como instituição ou empresa.

Com o grande aumento das polêmicos envolvendo grandes empresas, ter a imagem envolvida em atividades ilegais se torna cada vez mais prejudicial para o mercado, ou seja as organização devem prezar ao máximo pela ética e transparência.


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Os relacionamentos comerciais e o recrutamento de profissionais passaram a ter um olhar analítico mais crítico. Logo, os processos começaram a exigir a checagem, antes de firmar parcerias e contratar profissionais.

Os programas relacionados ao compliance dentro de uma empresa podem estar relacionados a diversos temas, sempre buscando garantir o cumprimento das normas e regulamentações, derivadas de diversas áreas do direito.

Observando toda a movimentação e desenvolvimento do compliance, separamos 5 dicas de atividades realizadas pelo setor, que podem ajudar a sua cumprir normas estipuladas pelos órgãos regulamentadores e a lei anticorrupção.

5 dicas de atividades de compliance:

1. Riscos operacionais

Os riscos operacionais trazem consigo possibilidades de perdas ou impactos, causados por fatores que geralmente são externos ou de falha humana.

Os riscos operacionais podem ser divididos de 3 formas:

  • Risco organizacional:

Ocorre quando a forma de organização é ineficiente. Por tanto, a administração se torna inconsistente e os objetivos não são bem definidos.

Para determinados segmentos, existe uma legislação com o objetivo de evitar problemas de governança empresarial. Mas, independentemente de uma legislação, as empresas devem sempre se atentarem a essas atividades.

  • Risco de operação:

Geralmente estão relacionados à falhas do sistema de informação, ou seja quando os mesmos não são gerenciados de forma adequada e apresentam problemas ligados a sobrecarga de serviços.

Muitos dos sistemas de informação são construídos sem uma formalização adequada, o que isso quer dizer?

Quando se há falta de documentação necessária, implantação de áreas envolvidas sem homologação e sem definição de necessidades em situações normativas e contingentes.

É extremamente importante que a segurança da informação tenha uma abordagem profissional e estruturada.

  • Risco pessoal:

O risco pessoal está ligado a gestão de pessoas. Sendo assim, ele está ligado a questão de motivação e qualificação dos indivíduos. Geralmente, esse é o elo em que as organizações buscam um constante equilíbrio, a satisfação dos seus colaboradores.

Está relacionado a este tema o cumprimento de normas como: segregação de função, férias, competências e etc.

A promoção de respeito e ética por parte da empresa, busca estabelecer um relacionamento profissional entre os funcionários e parceiros. Dessa forma, a gestão de riscos operacionais deve partir dos interesses daqueles que querem o bem-estar e funcionamento legal da empresa.


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2. Controles internos

A aplicação de controles internos costuma ter ligação direta com a gestão de riscos operacionais, logo esta prática faz parte daquilo que chamamos de governança corporativa ou empresarial.

O que podemos considerar na aplicação de tal atividade é a busca por processos que minimizem potenciais perdas relacionadas a falhas humanas, erros, fraudes e negligências operacionais.

Quando o compliance aplica controles internos, ele busca desenvolver formas de operacionalizar um conjunto de procedimentos políticos que garantam uma certa confiança.

3. Prevenção de fraudes

Certamente, essa é a atividade merece uma atenção especial. Afinal, com tantos assuntos relacionados à fraude nos tempos atuais, encontrar formas de prevenir tal descaso, é um dos principais objetivos das práticas de compliance dentro das organizações.

A fraude corporativa possui certa ligação com as formas de comportamento humano e esse tipo de percepção, às vezes, costuma ser algo que passa despercebido pela organização.

Como explicar atividades que as vezes são encobertas e ninguém sabe quem é o culpado?

São exemplos de atividades ilegais o desvio de ativos, subornos, conflitos de interesses e etc.

Em um artigo publicado pelo jornal Valor Econômico em 2012, Paulo Hummel, coordenador FGV de projetos, mencionou que as empresas cometem falhas na hora de recrutar funcionários, tais como, não verificar referências profissionais ou qualificações adequadas. Tais erros costumam acontecer frequentemente nos dias atuais.

Com o avanço tecnológico, existem diversas ferramentas que podem auxiliar os gestores na averiguação de fraudes e ao descobrir se alguém na sua organização está ou já esteve envolvidos em conflitos de interesse.

Um grande exemplo dessas ferramentas, é a nossa plataforma upMiner, que a mais de 10 anos vem auxiliando gestores de diversas organizações na hora de tomar decisões pertinentes ao recrutamento de funcionários e estabelecimento de relações comerciais.

4. Monitoramento

A prática de monitoramento serve para auxiliar e garantir que o setor de compliance está seguindo pelo caminho correto, aplicando as normas e atividades desejadas pela gestão.

Monitorando se todas os processos estão sendo aplicados corretamente pelo compliance, tais como:

  • Processos
  • Controles
  • Procedimentos
  • Normas
  • Politicas
  • Governança
  • Estrutura
  • Pessoas
  • Código de conduta e etc.

É necessário que todas essas aplicações estejam ligadas aos objetivos, estratégias, missão e metas da empresa, para que assim, possam desempenhar uma performance efetiva.

Após todo esse alinhamento, a aplicação de métricas é fundamental para analisar o desempenho de cada etapa, quantitativo ou qualitativo, causa e efeitos. Analisando sempre de forma rotineira.

5. Adequação de normas técnicas

Após a determinação e aplicação da lei anticorrupção (Lei n° 12.845/13), o setor de compliance passou a precisar de processos inovadores, a fim de aperfeiçoar normas e criar novos procedimentos para estar de acordo com a nova lei.

Governança corporativa, princípios contábeis, controladoria e normativos do setor são alguns exemplos de normas à serem aplicadas dentro de uma gestão de compliance.

Com a adequação de normas, executivos, sócios e investidores, passam a ter mais segurança que suas aplicações e orientações serão seguidas de forma bem detalhada.

Conclusão

Podemos notar que as atividades desenvolvidas pelo compliance, implicam diretamente na forma de atuação que uma empresa trabalha, visando sempre estar de acordo com as formas legais estipuladas por órgãos regulamentadores.

Nós, da upLexis Tecnologia, temos trabalhado em parceria com diversas empresas, a fim de buscar minimizar casos de fraudes, através de práticas investigativas, no recrutamento e estabelecimento de relações comerciais.

Caso tenha ficado alguma dúvida, entre em contato com o nosso time de especialistas e saiba como a upLexis pode trazer aplicações úteis para a sua empresa.


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