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Compliance, diversidade e inclusão: qual a relação entre eles?

29 JUN 2021

29 JUN. 2021 / por Rômullo Martins

O mês do orgulho LGBTQIA+ traz, entre diversos questionamentos, a seguinte dúvida: será que as empresas estão realmente investindo em diversidade e inclusão?

Ao navegar pelas redes sociais, como por exemplo o LinkedIn,  é possível visualizar rapidamente diversas organizações alterando a sua imagem e adicionando a bandeira arco-íris – símbolo que representa a comunidade LGBTQIA+ – em seus seus perfis, além de, é claro, produzir diversos conteúdos voltados para a comunidade. 

Mas e no restante do ano, quando os olhos não estão voltados para esta causa?

Neste artigo, sobre diversidade e inclusão, falaremos como o compliance tem um papel fundamental para tornar este movimento uma realidade dentro das empresas.

Todos devem ter os mesmos direitos e oportunidades 

Isso pode até parecer óbvio para muitas pessoas, mas infelizmente a realidade é muito distante disso. 

Quando falamos em diferença de salários no mercado de trabalho, por exemplo, em 2019 as mulheres receberam, em média, 77,7% do montante alcançado pelos homens. 

Quando se fala em cargos mais altos como os de diretores e gerentes, a desigualdade vai para um patamar ainda maior, as mulheres receberam naquele ano apenas 61,9% do rendimento em comparação aos homens. 

Estes dados foram publicados recentemente em um conteúdo da Agência Brasil. 

Logo, é possível perceber de antemão que alguns são mais privilegiados que outros.

Falta diversidade e inclusão

Quando falamos da comunidade LGBTQIA+ no mercado de trabalho, os números são ainda mais alarmantes.

A inclusão de pessoas trans, por exemplo, tem uma penetração baixíssima entre as empresas. Conforme abordado em uma matéria pela UOL no final do ano passado, 90% desse público é obrigado a recorrer a prostituição para se sustentar. 

Em outras palavras, é uma raridade encontrar uma pessoa trans com trabalho formal.

Racismo velado

Se duas pessoas trabalham na mesma empresa, com o mesmo cargo e atribuições, logo elas recebem o mesmo salário, correto? Infelizmente, não.

Ao contrário do que muita gente pensa, o preconceito e o racismo nem sempre são praticados de forma explícita. Muitas vezes é preciso observar a sociedade com uma maior cautela para poder constatar essa atitude.

Por exemplo, em artigo publicado pelo G1, um levantamento feito pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) demonstrou que, dependendo da profissão, um homem branco chega a ganhar mais do que o dobro do que uma mulher negra para executar a mesma função. 

Apesar de estar implícito, pois as informações sobre salários nas empresas não é aberto ao público, esse também é um tipo de descriminação.

Mas, e o compliance?

Você deve estar se perguntando o que o compliance tem a ver com tudo isso. 

Bastante relacionado com boas práticas no combate à fraudes e a corrupção, o compliance tem sido amplamente discutido no mundo dos negócios. Contudo, este conjunto de ações vai muito além disso. 

Ao criar políticas internas, código de conduta e aplicar treinamentos aos colaboradores e parceiros, a empresa consegue deixar claro a sua posição em relação a estes temas abordados como inclusão, diversidade, ética, e assim por diante. 

Com a criação de um canal de denúncias, por exemplo, além de ter uma ferramenta para detectar possíveis práticas ilícitas dentro e fora da organização, também pode-se identificar situações como as de racismo, homofobia ou qualquer outro tipo de descriminação. 

Dessa maneira, fica muito mais fácil agir de forma prática quando alguém tiver um comportamento que vá contra os valores da empresa. 

Tudo começa da alta administração

Esse movimento precisa começar de cima, afinal, se nem os diretores estiverem preocupados em combater estes problemas, dificilmente os colaboradores poderão fazer alguma coisa. 

Conclusão

É evidente que a sociedade evoluiu bastante em relação à diversidade e inclusão, mas ainda existe um caminho longo a percorrer. 

Mais do que apenas falar sobre estes temas, é preciso criar políticas internas e colocar em prática ações que visam igualdade e respeito a todos. 

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