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O crescimento do ESG na atualidade

O crescimento do ESG na atualidade

Atualizado em 12 de janeiro de 22 | Artigos  por

Carolina Erreira

Sabemos da importância do ESG para as empresas e não há dúvidas que este tema vem ganhando cada vez mais destaque.

Há pouco mais de 20 anos, incluir práticas de ESG na rotina de empresas era considerado como um diferencial. Contudo, hoje, esse posicionamento tornou-se mandatório para qualquer organização.

Quando falamos dessa sigla, pensamos em investimentos que não levam em conta somente fatores financeiros, mas também ambientais, sociais e de governança.

Atualmente, o propósito de uma companhia e os seus valores têm sido uma das maneiras de avaliar como uma empresa é vista perante os investidores e a sociedade.

E é exatamente esse o tema deste texto: como a sociedade e os investidores estão olhando para o ESG e a forma como este tópico vem ganhando força.

Continue a leitura a seguir!

O capitalismo de stakeholders e as novas gerações para o ESG

Não é novidade que os consumidores estão cada vez mais conscientes e críticos quanto às marcas que eles consomem. Contudo, agora, este olhar também está voltado para as práticas sustentáveis, sociais e de transparência que as empresas vêm adotando.

Um estudo realizado pelo Instituto Akatu e a GlobeScan informa que, no Brasil, mais de 70% dos consumidores esperam que as empresas não agridam o meio ambiente e mais de 60% querem que as empresas estabeleçam metas para tornar o mundo melhor.

Respeitar o meio ambiente, as pessoas e uma boa gestão são exigências que refletem o comportamento das novas gerações, que cada vez mais priorizam o consumo de marcas transparentes e responsáveis.

A pesquisa “A evolução do ESG no Brasil”, da Rede Brasil do Pacto Global e da Stilingue, de abril de 2021, mostrou que 78% da geração dos millennials e 84% da geração Z declaram optar por investimentos em empresas que adotam práticas de ESG. No ano de 2020 a discussão deste tema cresceu sete vezes mais em relação ao ano anterior.

Além disso, grandes líderes empresariais vêm debatendo a responsabilidade corporativa e o chamado capitalismo de stakeholders, que nada mais é do que a preocupação não apenas com acionistas, mas também com as demais partes interessadas, tais como consumidores, trabalhadores, demais agentes econômicos e a sociedade como um todo.

Segundo matéria publicada pela Forbes, Alexandre Pierantoni, diretor da Duff&Phelps no Brasil, consultoria global de finanças corporativas, explica: “ESG passou de uma questão estratégica periférica para ser central e dominante. Executivos e stakeholders (boards, funcionários de todos níveis, agentes, governo, reguladores e a sociedade) reconhecem que ESG é um direcionador de valor e estão proativamente endereçando esses fundamentos”.

Neste contexto, podemos observar que os critérios ESG tornaram-se relevantes não apenas para a sociedade, mas também para investidores. Vamos ver a seguir como este cenário mostra-se atualmente.

O investimento em ESG no Brasil

Ainda segundo a matéria publicada pela Forbes, Larry Fink, CEO da BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, declarou a sustentabilidade como seu novo padrão de investimentos e convocou os investidores a dar preferência às empresas com propósito.

O ganho de importância dessa categoria de investimentos reflete a crescente preocupação dos investidores com relação à sustentabilidade, aos objetivos de longo prazo e com evidências objetivas de que as companhias perseguem, em seu dia a dia, práticas empresariais lícitas e éticas, que incentivam a diversidade e que se esforçam para reduzir o seu impacto ambiental.

Além disso, pequenos investidores, cada vez mais comuns na bolsa de valores, também passam a levar em conta as estratégias de ESG adotadas pelas empresas para escolher o direcionamento de seus aportes.

Segundo publicação da VirtuNews, a evolução do investimento em fundos passivos ESG (ETFs / ETPs) negociados na bolsa no decorrer da última década atigiram o recorde de US$ 80 bilhões no final de maio de 2020.

O mercado das greentechs

Não só as healthtechs ganharam espaço durante a crise sanitária dos últimos 2 anos. As ESGtechs, também conhecidas como greentechs, são a aposta do momento e devem ganhar espaço nos próximos anos.

Segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, só no Brasil, as greentechs receberam US$ 532,4 milhões (R$ 2,9 bilhões) em 54 aportes de investidores em 2021, quase o dobro de 2020, segundo a plataforma Distrito.

Ainda segundo a reportagem, de acordo com um relatório da consultoria global Allied Market Research, o volume de recursos alocados em greentechs deve saltar para US$ 44,6 bilhões (cerca de R$ 243 bilhões) já em 2026.

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Conclusão

A relevância do ESG tornou-se tamanha que empresas do mundo inteiro têm investido para que suas políticas de governança tragam retornos ambientais e sociais.

Não apenas a opinião dos acionistas e o resultado financeiro têm impacto para as empresas, mas também as práticas de ESG passam a ter importância principalmente para a escolha de investidores e consumidores da sociedade atual.

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