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4 pontos importantes do compliance no meio farmacêutico

19 MAR 2020

19 MAR. 2020 / por Isadora Soliani

1º Ponto: Leis rigorosas e multas altas 

O setor farmacêutico é um meio regulado e regido por leis rigorosas que tem como intuito, principalmente, garantir a segurança e saúde dos indivíduos que usufruem das medicações. E para que essas leis sejam cumpridas, é fundamental que se invista em implementar uma área bem estruturada de compliance a fim de conduzir de forma íntegra e transparente as relações comerciais da empresa em questão. 

Além da exigência ao cumprimento destas leis, temos penalidades altas para as organizações que as descumprem. 

2º Ponto: Fraudes e falta de ética 

As fraudes e atitudes não éticas também são bastante comuns no setor e podem gerar grandes multas, além de graves consequências para os consumidores. 

Caso da farmacêutica Abbott 

Um exemplo de caso que chocou o mundo. Em 2012, a empresa foi considerada culpada por promover ilegalmente o remédio Depakote para uso, sendo processada no valor de US$ 1,5 bilhão.

As alegações foram de que, mesmo depois de ter sido sujeita a parar com os testes da medicação em pacientes com demência, por conta de diversos efeitos colaterais em doentes idosos, a Abbott seguiu fazendo a divulgação do remédio como eficaz e seguro para os mesmos. Ela também chegou a promover o seu uso contra esquizofrenia, ainda que estudos tenham comprovado que não havia benefícios nesse tipo de ­tratamento.

3º Ponto: Segurança e preferência do consumidor 

Nos dias de hoje, o cliente anda bastante informado sobre seus direitos, leis ambientais e, principalmente, sobre as notícias que correm na mídia. 

Fraudes, falta de ética, descaso com o consumidor, segurança, maus tratos de funcionários, são atitudes que não passam mais batido e podem fazer com que o consumidor vire à cara para uma marca, mesmo ela sendo forte no mercado. 

Dessa forma, é fundamental que as empresas do ramo farmacêutico invistam em um programa de compliance que seja capaz de garantir uma boa governança corporativa. 

O cumprimento das leis, normas e atitudes éticas podem garantir vantagem competitiva às farmacêuticas, que não são tão poucas no Brasil. 

4º Ponto: Relacionamento com terceiros 

A transparência no relacionamento com fornecedores, parceiros, investidores, colaboradores e terceirizados é o foco deste tópico. 

As transações comerciais com fornecedores e clientes devem ser avaliadas regularmente, pois é fundamental que as mesmas estejam em conformidade com leis, normas e com os procedimentos e políticas internas. Para casos como esses, é sugerido que a área de compliance realize a prática de due diligence a fim de garantir que tudo esteja de acordo nos processos de contratação ou parceria de negócios.

Qual o real papel do compliance? 

Por fim, é importante salientar que a tendência para o compliance, tanto em indústrias farmacêuticas, quanto em empresas de outros segmentos é amadurecer e obter mais investimentos.

Já o intuito principal é de consolidar a parte de normas, leis e conduta de forma ética. Além disso, ajudar no combate à práticas como a corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes. 

Ter uma área de compliance não é uma obrigatoriedade. E sim, uma realidade fundamental para melhorar a qualidade das operações no mercado. 

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